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| Plácido Oliveira no estúdio da Mega. Foto: Danilo Souza |
Danilo Souza
Um dos principais pesquisadores e historiadores da música em Vitória da Conquista, Plácido Oliveira documenta as obras dos artistas do passado e do presente em seu projeto “Memória Musical do Sudoeste da Bahia”, além de também continuar na ativa como músico no Distintivo Blue. Com anos de dedicação na área, chegando a escrever uma dissertação de mestrado sobre a cena Rock no município, ele tem muita história para contar.
Nessa entrevista, Danilo Souza e Plácido conversam sobre o que é ser artista em uma cidade do interior, como Vitória da Conquista, e as dificuldades enfrentadas para documentar o trabalho de bandas locais.
O Dentro da Cena é produzido e apresentado por Danilo Souza, com apoio e publicação da Mega Rádio
Danilo: Plácido, quando surgiu o seu interesse pela música?
Plácido: Bom, como artista, acho que sempre teve comigo. Quando eu era criança, eu era mais ligado na arte das histórias em quadrinhos, tanto que meu primeiro emprego foi como roteirista de histórias em quadrinhos freelancer na Mauricio de Sousa Produções. Quando eu fui chegando ao final da adolescência, eu tive contato com o pessoal da cena rock daqui de Conquista. Eu estudava ali no Paulo VI, conheci o pessoal e aí meio que “troquei de arte”, comecei a me interessar pelos bastidores da música e nos ensaios das bandas. E aí eu percebi que eu também poderia cantar.
Eu comecei a fazer parte da banda TomaRock, depois eu fui pra uma banda chamada The New Old Jam e em 2009 eu fiz a Distintivo Blue, que já é essencialmente autoral e voltada pro blues.
Danilo: Quais influências formam sua visão sobre música e cultura?
Plácido: A maioria dos blueseiros brasileiros tem primeiro um contato com o rock clássico dos anos 60 e 70, como Led Zeppelin e Deep Purple, que era o estilo da TomaRock e da The New Old Jam. Eu fui me interessando mais por música mais velha do que pelas músicas de momento, sempre tive essa sensação quando era adolescente, que todo mundo buscava as músicas do momento e eu não.
Eu me interessava por músicas que eram da época da minha mãe ou da época da minha avó.Comecei com Guns n’Roses, Dire Straits, que até hoje é uma das bandas que eu mais gosto e que eu mais admiro dos anos 80, Legião Urbana, Raul Seixas, eu fui pegando as influências desse pessoal. Aí cada vez mais para trás, Muddy Waters, Rolling Stones também, até chegar em Robert Johnson, por exemplo, de 1927.
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| O músico e historiador Plácido Oliveira. Foto: Plácido Oliveira |
Danilo: Você se lembra do momento em que percebeu que queria dedicar parte da sua vida a preservar a memória musical da região?
Plácido: Bom, eu acho que isso tem origem no meu interesse por bastidores, eu sempre gostei de entender os bastidores das coisas, então eu gostava muito de ouvir música de videogame. Eu gravava as trilhas sonoras do Street Fighter II, do Sonic, de várias coisas, e ouvia. Eu gostava de ter essa sensação de que eu tenho acesso a algo dos bastidores e geralmente a pessoa tá jogando ali e nem presta atenção na música.
Em 2001 eu fiz o vestibular para História na UESB, foi o primeiro vestibular que eu fiz, eu consegui passar e comecei a cursar. Coincidentemente, nessa época que eu estava começando a ter acesso com a cena rock e ter acesso aos bastidores das bandas. E nessa época a sensação que a gente tinha é que algo muito grande e inédito tava acontecendo, porque nós tivemos movimentações de rock em Conquista desde os anos 80 ou até antes, mas aquela sensação de cena, de movimento de todo mundo, todos por todos, isso aí me deu a clara sensação de que eu tava vivendo alguma coisa interessante.
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| A primeira edição da BLUEZinada!, um dos projetos de Plácido, em 2011. Foto: Plácido Oliveira |
Danilo: Quais critérios você usa para escolher os artistas e registros que compõem o projeto Memória Musical do Sudoeste da Bahia?
Plácido: Qualquer manifestação artística, porque é a memória musical do sudoeste da Bahia, memória musical, ou seja, relacionada à música, não necessariamente de música em si. Então não é só o músico e nem só o músico do sudoeste da Bahia, às vezes é um músico de fora que tá passando por aqui e dá uma entrevista. Tá valendo!
É uma coisa muito ampla, tem a ver com música e é associada a nossa região. Então se você está aprendendo a tocar violão, compôs sua primeira música, tá naquela fase de ainda não ter coragem de mostrar pra ninguém, você também é bem vindo. Se quiser mandar seu release, tá lá, é só entrar em contato, as portas estão sempre abertas, escancaradas. Se você gosta de escrever sobre música, a gente tem a fanzine, que é um dos principais subprojetos. Quer escrever um texto para ser publicado na próxima edição? Manda, se couber no formato, a gente faz. Se não couber, a gente bota no site.
Danilo: Como você vê a relação entre música e mercado? O Sudoeste baiano é devidamente reconhecido no cenário estadual e/ou nacional?
Plácido: A questão é que quando se fala em mercado musical, é um mundo completamente diferente. Elomar veio de uma época lá no final da década de 70, numa época em que para você ouvir alguém na rádio, necessariamente essa pessoa passou por uma gravadora e teve toda aquela questão de empresa com o artista e tal. A gravadora era quem decidia o que você ouvia, você não tinha muita liberdade. Esse era o mundo de Elomar. Então, uma gravadora, a Kuarup, chegou e viu que ele era um grande artista, investiu, gravou o LP, distribuiu e ele é mundialmente famoso por isso.
A Dona Iracema já tá num mundo completamente diferente. Esse podcast vai tocar no mesmo Spotify que o Led Zeppelin toca, a gente não teve que pagar R$1 milhão pra poder estar nessa mesma plataforma. Então a gente tá muito no nicho da música, do rock independente… Dona Iracema é grande, mas no mainstream ninguém sabe quem é, assim como no mainstream, hoje em dia, pouca gente sabe quem é Elomar. Hoje, a gravadora já não tem mais tanto poder, o poder da gravadora hoje em dia, basicamente, é grana para investir em divulgação.
Danilo: Como a tecnologia tem ajudado – ou dificultado – esse processo de arquivamento e divulgação da música local?
Plácido: Para mim não faz muita diferença, porque quando eu comecei já era a internet já tava caminhando a passos largos. Tudo bem, eu tinha mais material físico para poder ir numa banca de revista, pegar uma revista e tal, mas não tinha tanto livro, por exemplo, como hoje. Quando eu fiz meu TCC de História sobre Luiz Gonzaga, eu tenho lá uns dez livros sobre Luiz Gonzaga, mas quando eu comecei não tinha.
Hoje você tem muita informação, às vezes até atrapalha. Você pode ter também o banco de Teses da CAPES para pegar todas as dissertações de mestrado, teses de doutorado sobre o tema que você quiser e fazer sua pesquisa, isso é bom, mas também deixa você meio pirado. Se você não tiver método, você não sai do lugar. Eu mesmo já passei por isso aí de falar assim “velho, eu não tenho capacidade de ler tudo até eu chegar aos 90 anos de idade, então eu tenho que filtrar”. Você tem muita coisa de tudo, mas você tem que ter foco e método de pesquisa.
Danilo: O que você sente ao ajudar outros artistas da cidade a terem o seu trabalho publicado nas plataformas, como o Spotify, através do Toca Autoral!, subprojeto de Memória Musical do Sudoeste da Bahia?
Plácido: Toca Autoral é em alusão ao Toca Raul, né, que eu considero como se fosse um símbolo da música cover, então é uma forma de contrariar mesmo esse conceito para valorizar mais o trabalho autoral. Aí eu gravo seis músicas deles em áudio e vídeo e faço pequenas entrevistas para falarem da própria história e explicarem cada uma das músicas. A pessoa tem que ser do Sudoeste da Bahia ou estar morando no sudoeste da Bahia. Tanto que o primeiro participante do toca autoral foi Paulo Bergeron, que é de Los Angeles, mas escolheu morar aqui com a família dele. E eu lembro do primeiro teaser do Toca Autoral era assim: “Artistas da região, nativos ou não”.
Eles [os artistas que participaram do Toca Autoral] cumpriram todos os pré-requisitos, a seleção é rígida mesmo, porque ela subentende que você quer levar a sua carreira a sério, você tem que realmente levar a sério. Teve projetos que se inscreveram para tocar, que eu até conheci e falei “pô, esse cara é um baita de um músico, tem umas músicas legais”, mas aí o cara não se dá o trabalho de escrever um release.
Danilo: Se você tivesse que resumir em uma frase o seu trabalho de preservar a memória musical de Vitória da Conquista, o que diria?
Plácido: Preservar a música local é necessário, em todos os sentidos da palavra, e demorou. É isso, é necessário e demorou.
Plácido: Qualquer manifestação artística, porque é a memória musical do sudoeste da Bahia, memória musical, ou seja, relacionada à música, não necessariamente de música em si. Então não é só o músico e nem só o músico do sudoeste da Bahia, às vezes é um músico de fora que tá passando por aqui e dá uma entrevista. Tá valendo!
É uma coisa muito ampla, tem a ver com música e é associada a nossa região. Então se você está aprendendo a tocar violão, compôs sua primeira música, tá naquela fase de ainda não ter coragem de mostrar pra ninguém, você também é bem vindo. Se quiser mandar seu release, tá lá, é só entrar em contato, as portas estão sempre abertas, escancaradas. Se você gosta de escrever sobre música, a gente tem a fanzine, que é um dos principais subprojetos. Quer escrever um texto para ser publicado na próxima edição? Manda, se couber no formato, a gente faz. Se não couber, a gente bota no site.
Danilo: Como você vê a relação entre música e mercado? O Sudoeste baiano é devidamente reconhecido no cenário estadual e/ou nacional?
Plácido: A questão é que quando se fala em mercado musical, é um mundo completamente diferente. Elomar veio de uma época lá no final da década de 70, numa época em que para você ouvir alguém na rádio, necessariamente essa pessoa passou por uma gravadora e teve toda aquela questão de empresa com o artista e tal. A gravadora era quem decidia o que você ouvia, você não tinha muita liberdade. Esse era o mundo de Elomar. Então, uma gravadora, a Kuarup, chegou e viu que ele era um grande artista, investiu, gravou o LP, distribuiu e ele é mundialmente famoso por isso.
A Dona Iracema já tá num mundo completamente diferente. Esse podcast vai tocar no mesmo Spotify que o Led Zeppelin toca, a gente não teve que pagar R$1 milhão pra poder estar nessa mesma plataforma. Então a gente tá muito no nicho da música, do rock independente… Dona Iracema é grande, mas no mainstream ninguém sabe quem é, assim como no mainstream, hoje em dia, pouca gente sabe quem é Elomar. Hoje, a gravadora já não tem mais tanto poder, o poder da gravadora hoje em dia, basicamente, é grana para investir em divulgação.
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| Plácido Oliveira em uma apresentação da sua banda, a Distintivo Blue. Foto: Emerson Marvin |
Danilo: Como a tecnologia tem ajudado – ou dificultado – esse processo de arquivamento e divulgação da música local?
Plácido: Para mim não faz muita diferença, porque quando eu comecei já era a internet já tava caminhando a passos largos. Tudo bem, eu tinha mais material físico para poder ir numa banca de revista, pegar uma revista e tal, mas não tinha tanto livro, por exemplo, como hoje. Quando eu fiz meu TCC de História sobre Luiz Gonzaga, eu tenho lá uns dez livros sobre Luiz Gonzaga, mas quando eu comecei não tinha.
Hoje você tem muita informação, às vezes até atrapalha. Você pode ter também o banco de Teses da CAPES para pegar todas as dissertações de mestrado, teses de doutorado sobre o tema que você quiser e fazer sua pesquisa, isso é bom, mas também deixa você meio pirado. Se você não tiver método, você não sai do lugar. Eu mesmo já passei por isso aí de falar assim “velho, eu não tenho capacidade de ler tudo até eu chegar aos 90 anos de idade, então eu tenho que filtrar”. Você tem muita coisa de tudo, mas você tem que ter foco e método de pesquisa.
Danilo: O que você sente ao ajudar outros artistas da cidade a terem o seu trabalho publicado nas plataformas, como o Spotify, através do Toca Autoral!, subprojeto de Memória Musical do Sudoeste da Bahia?
Plácido: Toca Autoral é em alusão ao Toca Raul, né, que eu considero como se fosse um símbolo da música cover, então é uma forma de contrariar mesmo esse conceito para valorizar mais o trabalho autoral. Aí eu gravo seis músicas deles em áudio e vídeo e faço pequenas entrevistas para falarem da própria história e explicarem cada uma das músicas. A pessoa tem que ser do Sudoeste da Bahia ou estar morando no sudoeste da Bahia. Tanto que o primeiro participante do toca autoral foi Paulo Bergeron, que é de Los Angeles, mas escolheu morar aqui com a família dele. E eu lembro do primeiro teaser do Toca Autoral era assim: “Artistas da região, nativos ou não”.
Eles [os artistas que participaram do Toca Autoral] cumpriram todos os pré-requisitos, a seleção é rígida mesmo, porque ela subentende que você quer levar a sua carreira a sério, você tem que realmente levar a sério. Teve projetos que se inscreveram para tocar, que eu até conheci e falei “pô, esse cara é um baita de um músico, tem umas músicas legais”, mas aí o cara não se dá o trabalho de escrever um release.
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| Da esq. para dir.: Naúfrago Urbano, Paul Bergeron, Weldon França, participantes da primeira temporada do Toca Autoral!, e Plácido Oliveira. Foto: Plácido Oliveira. |
Danilo: Se você tivesse que resumir em uma frase o seu trabalho de preservar a memória musical de Vitória da Conquista, o que diria?
Plácido: Preservar a música local é necessário, em todos os sentidos da palavra, e demorou. É isso, é necessário e demorou.
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Publicado originalmente em 31/05/2025, em Mega Rádio VCA.
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[ACERVO DE ENTREVISTAS]
Confira a entrevista com a Plácido Oliveira [Distintivo Blue, Memória Musical do Sudoeste da Bahia], no programa "Ponto de Vista News" (Melodia FM) em 24/03/2025.
Apresentação: Ray Cenna [https://www.instagram.com/raycenna] e Luciana Novais [https://www.instagram.com/luciannanovais]
Edição e publicação: Plácido Oliveira [https://linktr.ee/placidoliveira]
Link para esta entrevista no site:
https://memoria.distintivoblue.com/2025/03/entrevista-placido-oliveira-melodia-fm.html
Ouça no Spotify: https://open.spotify.com/episode/5KNqp49DX5jV8tAiPQYztn?si=a3d0461258504294
(também no seu agregador favorito de podcasts)
Assista no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=i2sdqG_2kuY
Câmera alternativa (Ray Cenna):
TÓPICOS
00:00 - Apresentação (leitura do release)05:37 - Transição da HQ para a música
07:46 - O projeto Memória Musical do Sudoeste da Bahia e seus subprojetos
10:00 - O projeto BLUEZinada!
12:30 - O podcast BLUEZinada!
14:13 - Música: "Meu Amigo Blues"
16:45 - O subprojeto "Toca Autoral!"
20:38 - Música: "Juliana do Planalto da Conquista"
24:25 - A pesquisa acadêmica sobre a cena rock local
27:48 - A importância do registro e da preservação
33:08 - Boa vontade faz a diferença
34:26 - O Distintivo Blue: faça você mesmo!
38:16 - Música: "Jane Furacão"
41:40 - Weldon França - Toca Autoral!
43:11 - Música: "Fina Flor"
45:30 - Encerramento
47:50 - Música: "Juliana do Planalto da Conquista" (bis)
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[ACERVO DE ENTREVISTAS]
Confira agora a entrevista com o cantautor e historiador Plácido Oliveira, fundador do projeto Memória Musical do Sudoeste da Bahia e da banda Distintivo Blue, no "Programa Saber" (Rádio Câmara) em 20/02/2025.
Apresentação e produção: Guilherme Barbosa
Gravação e edição: Plácido Oliveira
Link para esta entrevista no site:
Tópicos
00:00 Introdução
01:09 Reflexão sobre o rádio e as rádios públicas
03:00 Origens dos projetos "Memória Musical do Sudoeste da Bahia" e "Distintivo Blue"
05:03 O projeto BLUEZinada! (fanzine, portal, podcast)
07:50 O recorte do rock conquistense em âmbito acadêmico
13:40 Música e identidade local
15:04 A realidade do músico de barzinho
16:40 A "música regional"
20:05 Vitória da Conquista: cidade cosmopolita
22:18 Paul Bergeron e o subprojeto Toca Autoral!
24:30 Os músicos influenciam-se mutuamente
26:25 A fama do músico conquistense nos festivais competitivos
27:23 O que fomenta a efervescência cultural da cidade?
30:00 Comparando a valorização musical em Conquista e em outras cidades
31:58 Música: "Jane Furacão" (SS 433)
37:25 SS 433: primeira banda de blues da Bahia
41:40 Música: "Singing Rock n' Roll" (Jayvee Viana)
49:48 O conquistense bairrista(?) e as constantes misturas
54:10 Música: "Kaia, Anjos e Estrelas" (5C1)
58:49 5C1 e sua importância cultural para o sudoeste baiano
1:01:26 O sotaque conquistense
1:02:25 Música: "Tigresa" (MPBlues)
1:10:18 Café com Blues: elo entre dois universos musicais locais
1:12:54 Música: "Amor do Mundo" (Andréa Cleoni), versão Canta Bahia 1994
1:18:28 Onde encontrar o @memoriasudoeste, objetivos do projeto e formas de contribuir
1:21:20 A fanzine "Memória Musical do Sudoeste da Bahia"
1:23:40 Música: "O Andarilho" (Distintivo Blue) - Ao vivo na Rádio Câmara (2024), subprojeto "Acervo de Entrevistas"
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Comemorando o Dia Mundial do Rock, teremos em nossa bancada Plácido Oliveira, pesquisador @memoriasudoeste @memoriasudoeste músico da @distintivoblue@distintivoblue, e também Gilmar Dantas, produtor de eventos e o grande nome por trás do Festival Suíça Bahiana
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Publicado originalmente em 13/07/2024, no YouTube.
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Nesta quinta-feira (17), o Bem Bahia mostra a exposição ‘Verdade e Liberdade’, exibe a força do gênero musical Blues com o grupo ‘Distintivo Blue’ e segue a rota gastronômica da Flipelô. O Bem Bahia vai ao ar todas às quintas-feiras, às 22h, com horários alternativos, excepcionalmente nesta sexta-feira, às 21h, e no domingo, às 18h30.
Na edição desta semana, o programa acompanha a exposição ‘Verdade e Liberdade’, que é uma das iniciativas para celebrar o Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia e revela um olhar particular a respeito das principais personagens das batalhas do processo de libertação do Brasil. A exposição acontece até o final de agosto, na Caixa Cultural, no bairro do Comércio, em Salvador.
Em Vitória da Conquista, o programa exibe a força do blues, através da banda Distintivo Blue. Fundado em 2009, o projeto musical autoral é comandado por Plácido Oliveira, cantor e pesquisador musical e retrata nas suas músicas, conceitualmente, a tríade Blues-Rock-Country, estando há mais de 14 anos na estrada.
O Bem Bahia acompanha a rota gastronômica ‘Amados Sabores’, na Flipelô - Festa Literária Internacional do Pelourinho, que reuniu 41 bares, restaurantes, cafeterias e lanchonetes do Pelourinho e Santo Antônio Além do Carmo. Contará ainda com a participação da Casa do Benin e do Restaurante do Senac
REPORTAGEM
Exposição ‘Verdade e Liberdade’, gastronomia na Flipelô e blues são as atrações no Bem Bahia desta semana
Nesta quinta-feira (17), o Bem Bahia mostra a exposição ‘Verdade e Liberdade’. Além disso, o programa exibe a força do gênero musical Blues, através do conjunto ‘Distintivo Blue’, e seguirá a rota gastronômica da Flipelô.
O Bem Bahia vai ao ar todas às quintas-feiras, às 22:00, com horários alternativos às sextas-feiras, às 19:00, e aos domingos, às 18:30.
▶ Assista na TVE e no Youtube.
Um dos principais objetivos do projeto de pesquisa independente Memória Musical do Sudoeste da Bahia [@memoriasudoeste], para além do simples acumular material sobre a música da nossa região, como qualquer museu, é incentivar os artistas através da produção original de conteúdo: pensar não apenas o passado, mas o hoje, o agora.
No subprojeto TOCA AUTORAL! não há espaço para tributo: queremos mostrar que, em nossa região, há muita gente criando e se expressando através da arte. Apresentaremos diversos artistas, de variados gêneros musicais, mostrando suas próprias obras, muitas vezes ainda inéditas, e disponibilizando gratuitamente em plataformas de streaming, em formatos diversos.
A primeira temporada, contendo três talentosos (e diferentes entre si) músicos locais começa aqui, com o guitarrista, cantor e compositor californiano Paul Bergeron, bastante conhecido no circuito de bares de Vitória da Conquista nos últimos anos.
Música é arte. Arte é expressão. O que nossos artistas têm a dizer atualmente?
A PRODUÇÃO
A ideia do subprojeto remonta a 2017, quando desenvolvemos uma experiência semelhante, no então interditado teatro do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, fechado para eventos com a presença de público, mas utilizado pela Distintivo Blue como local de ensaio e gravações desde 2015. Utilizando a mesma pauta (duas manhãs por semana), convocamos artistas locais para gravar vídeos no formato voz-e-violão, executando cinco músicas, sendo que destas, três deveriam ser autorais. O @memoriasudoeste ainda não existia: tudo foi realizado sob o seu projeto ancestral, a BLUEZinada! [confira aqui uma playlist com esses vídeos antigos], mais direcionado ao blues e jazz, portanto, as CCCJL Sessions extrapolavam sua temática e anunciavam a necessidade de um trabalho voltado à musicalidade da região sudoeste da Bahia, que só nasceria em 2019.
Desta vez, pensando na enorme popularização dos chamados "shows-tributo", onde a nostalgia pelos chamados "clássicos" termina por, não raro, desestimular a execução da música autoral nos diversos palcos da região, decidimos radicalizar a antiga proposta, convidando apenas artistas que não se limitam unicamente a reproduzir o que já foi consagrado, mas também criam arte nova, provando que a música contemporânea ainda existe e continua expressando seu tempo e espaço, papel de todas as artes desde tempos remotos. Desta vez são seis músicas, todas autorais, além de pequenas falas explicativas e uma autobiográfica de até cerca de dez minutos. O formato ainda é minimalista, geralmente voz-e-violão, dada a nossa limitação em equipamentos, pessoal e tempo para a produção dos materiais.
O título do subprojeto é uma clara provocação ao universo dos "shows-tributo": ao invés do famoso, exaustivo e, muitas vezes, automático "toca Raul!", incentivamos o artista a mostrar suas próprias criações. O "Toca Autoral!" surge, pela primeira vez, no texto da matéria de capa da primeiríssima edição da nossa zine, Memória Musical do Sudoeste da Bahia [Acesse aqui], nos inspirando a aprofundar o conceito que se materializa agora. Afinal, se o próprio Raul Seixas tivesse cedido e estacionado no confortável "tributo a Elvis" que marcou o início de sua carreira, não investindo em sua própria identidade artística, quem gritaria "toca Raul!" hoje?
O CONTEÚDO
O Toca Autoral! não se limita à produção de vídeos: o artista tem acesso a um sistema completo de produção original, que inclui a publicação de vídeos individuais de cada uma das faixas, além do vídeo completo, incluindo as falas explicativas e autobiográfica. Ainda, a uma sessão de fotos, que poderão ser utilizadas para a sua própria divulgação, como desejar. As músicas são mixadas e masterizadas para compor um EP de verdade e distribuído para as principais plataformas de música, como Spotify, Deezer, Apple Music, Amazon, etc. A gravação ainda será lançada no formato podcast e disponibilizada nos principais agregadores. Ao final da temporada, será lançada, ainda, uma edição especial da nossa zine, que será publicada tanto em formato digital (.pdf) quanto impresso, enriquecendo o portfólio do artista e, mais amplamente, a musicalidade da região em geral, valorizando a produção autoral e incentivando outros artistas a tocar suas próprias músicas.
Todo esse material é entregue ao artista, gratuitamente, para que o utilize como julgar adequado para o desenvolvimento de sua própria carreira artística. Assim, durante o período de lançamentos, ainda buscamos formas de acesso aos veículos de Imprensa, como emissoras de rádio, TV, jornais, revistas, blogs, etc., sempre com a preocupação de registrar toda e qualquer participação nesse sentido e publicar em seguida.
Ao artista é exigido, para a participação, certo nível de comprometimento: ensaiar suficientemente suas músicas para uma boa execução, ser pontual às participações e fornecer as letras cifradas de todas as canções, afinal, o "'Toca' Autoral!" também significa incentivar e permitir que o público conheça sua obra a ponto de também desejar/conseguir executá-la, de onde estiver. Trata-se de um projeto de fomento ao artista, mas, também, de formação de público. Demonstrar que o artista regional guarda, em si, tanto valor quanto o "consagrado" e divulgado em grandes proporções é uma das máximas mais caras do @memoriasudoeste.
"Eu nasci em 1985, no Mission Hills, um bairro lá em Los Angeles. Quando eu era criança, as primeiras músicas que escutei vieram através dos meus pais: a primeira que eu me lembro, me afetando, acho que era Elton John, no carro do meu pai, quando ele dirigia conosco para as lojas e a escola. Ele só tinha aquelas fitas no carro. Eu fiquei escutando aquela de Elton John, com os hits dele. E depois, na escola, fizemos aulas de canto, e eu tive interesse, porque teve uma menina tocando piano, aquela música de Beethoven… “Nanananana nana...” [solfeja Für Elise]. Eu disse: 'quero aprender piano também'. Minha avó tinha um piano, e morava no outro lado da rua. Nessa época, morávamos no Vale de San Fernando, em Los Angeles, e eu falei para a minha mãe que eu queria aprender piano. Ela disse: 'tá bom, sua avó pode dar algumas aulas para você'. Então eu fui lá na casa da minha avó, e ela apenas me deixou no piano e falou: 'toque isso', colocou um papel na minha frente e foi para a cozinha fazer algumas coisas, escutando rádio, então, não foi realmente uma aula.
Eu fiz mais uma dessas aulas com a minha avó, e a minha mãe: 'como estão indo as aulas?' E eu não gostei. Eu tinha sete ou oito anos e não estava gostando, porque ela não estava me dando aulas, na verdade. Então, eu meio que larguei a música por um tempão, até depois, quando comecei a aprender violão, com quinze anos. Entre oito e quinze anos, os esportes tomavam mais conta… Eu praticava esporte e fazia arte: pintava e desenhava muito na escola. Mas, finalmente, quando eu tinha quatorze, quinze anos, quis tocar de novo. Minha mãe tinha só um violão, o único instrumento que tivemos na casa, um violão clássico que ela teve quando estava na faculdade. Peguei o violão e usava o computador para ver tablaturas. Eu falei aos meus pais que queria aprender violão, e eles disseram: 'tá bom, mas não vamos comprar um violão para você. Você pode usar esse violão para ver se realmente vai ficar nessa coisa'. Então, meu pai me inscreveu para tomar aulas de violão em uma loja pertinho de casa, uma loja de música. E eu comecei a tomar aulas.
Nessa época, com quatorze anos, eu escutava muita música dos anos sessenta, mas eu pulei para a frente: daquela época, em San Fernando, quando tentava aprender piano, escutávamos muito rádio no carro. Tinha uma estação que tocava só flahsbacks dos anos cinquenta e sessenta. Nada dos setenta e oitenta: tudo dos cinquenta e sessenta. E escutávamos aquela estação todos os dias, indo e voltando da escola, dirigindo para o Vale de San Fernando. O trânsito de Los Angeles é horrível, então quando você entra no carro, fica lá por um tempão. Então, acho que meu cérebro ficou sugando aquelas músicas, aqueles flashbacks dos anos cinquenta e sessenta. Muito Beatles, Beach Boys, Motown, Marvin Gaye, The Supremes, Ritchie Valens, Elvis, todas aquelas músicas e hits… Frankie Valli… Dos anos cinquenta e sessenta. Então, isso foi grande parte da influência.
Mas eu não percebi isso até depois, porque quando cheguei a quatorze, quinze anos, estava no Ensino Médio e teve aquela pressão das pessoas… Naquela época eles escutavam tipo… Linkin Park, Limp Bizkit, Korn… Mas eu nunca gostei daquelas músicas. Não me identifiquei, então, naquela época, eu escutava Jimi Hendrix, The Doors, Black Sabbath, Led Zeppelin… Coisas dos anos sessenta, porque meu irmão mais velho comprava alguns álbuns do Led Zeppelin, Black Sabath, The Clash, The Doors, etc. E, em casa, minha mãe tinha um gosto muito eclético. Ela gostava muito de música clássica, folk dos anos setenta, porque ela cresceu nos anos setenta, ela estava na faculdade nos setenta. Muito Jim Croce, Gordon Lightfoot, John Denver, Linda Ronstadt, e meu pai escutava mais rock: mais Creedence, Elvis, Jethro Tull… [risos] Essas coisas.
Então, eu tudo isso acho que formou minha influência de música que eu gosto: aquela estação de rádio, minha mãe, com a música eclética, meu pai, com o rock, e minha avó também, porque eu fiquei muito tempo na casa da minha avó, e a época dela era a década de 40, então, sempre que eu estava na casa dela era jazz dos quarenta e música clássica, Frank Sinatra, Benny Goodman, Glenn Miller e Ella Fitzgerald… Muito Ella Fitzgerald. Eu escutava muito disso na casa da minha avó. Então, eu passei por aquela fase dos quinze, dezesseis, dezessete escutando mais música alternativa, rock mais pesado, mas depois, com vinte e um, vinte e dois, vinte e três, eu apenas voltei às minhas raízes, eu acho. Pensei: 'eu realmente gosto mais das músicas dos cinquenta e sessenta. Eu gosto muito de jazz e música folk, música raiz. Eu gosto mais dessas músicas'. Agora vejo que, por muito tempo, essa linha me influenciou muito.
Aos dezoito, dezenove, vinte, vinte e um, eu toquei em várias bandas. Algumas eram boas, algumas não. Eu toquei muito baixo, porque as pessoas sempre precisavam de baixista. Fiquei meio preso ao baixo, porque bandas precisavam de baixistas, então era mais fácil achar shows sendo um baixista, mas eu sempre quis mais cantar e escrever músicas, fazer minhas próprias músicas. E eu gosto de violão, de guitarra, mas também gosto de todos os instrumentos. Pra mim é só um meio de interpretar. Se as coisas dessem certo desde o início, eu tocaria piano. Acabei tocando violão e guitarra, mas gosto de todos os instrumentos. Considero quase igual. Acho que todos são 'voz'. E, pra mim, o melhor instrumento de todos é a voz humana. Eu acho que tem mais variação, é mais pessoal. Eu gosto de ouvir a voz de pessoas diferentes.
E é isso: aos vinte, tocava em bandas, em Los Angeles e por perto, também em Ventura, que fica na Califórnia e, com 28, 29, eu vim pra cá, para o Brasil. Eu conheci uma mulher através da internet, e ela me perguntou se eu queria vir ao Brasil, para conhecê-la e ver se iria rolar, se seria uma coisa boa, e eu vim, acabei gostando do Brasil, gostando dela e rolou bem. Depois eu voltei para a Califórnia, para arranjar coisas com a minha família, depois eu vim para o Brasil de novo, e eu estou aqui faz uns seis anos. Eu morava em Luís Eduardo Magalhães, Brumado e agora Conquista. Eu gosto mais desta cidade que das outras em que fiquei. E eu apenas estou tocando, seguindo a mesma linha: tentando gravar minhas músicas, tentando tocar nesses bares e restaurantes, formas bandas, parcerias com outros músicos, continuando com a música, eu acho que vou tocar música para sempre, nunca vou desistir. Vou continuar na música para sempre, eu acho".
Confira a íntegra do vídeo:
🟠 Playlist completa no Youtube [vídeos completos]
🟢 Playlist completa no Youtube [músicas separadas]
MÚSICAS
1) ORDINARY MAN (BR-7PI-22-00001)
"Essa música se chama Ordinary Man (Homem Ordinário/comum), que eu escrevi quando trabalhava em um mercadinho e, sei lá, a ideia só veio para mim, sobre como alguém se sente sendo normal, sendo comum e não sendo especial, como as pessoas veem como alguém deve ser, especial, alguma coisa… Me inspirou porque hoje em dia tem muito isso, muitas redes sociais, e todo mundo precisa se mostrar e ser mais do que talvez sejam. Para mim, só foi isso: só uma ideia sobre como um homem normal e comum sente e a vida dele".
I’m an ordinary man
Doing all the things an ordinary man can
With my ordinary wife
I live a very ordinary life
Ordinary me
I drive an ordinary car
It doesn’t get me very far
To get my ordinary pay
It’s such an ordinary day
Ordinary me
And when I die, no one will weep
Nobody cares about me
Why do you treat me this way?
Is it because I’m so ordinary?
I’ve got ordinary kids
They’re already off to college
They’ve got kids of their own
They got an ordinary home
Ordinary me
I’m an ordinary old man
Grandkids come by when they can
Johnny and Julie,
We’re such an ordinary family
Ordinary me
And when I die, no one will weep
Nobody cares about me
Why do you treat me this way?
Is it because I’m so ordinary?
2) WITHOUT A CARE (BR-7PI-22-00002)
"Essa é Without a Care (Sem Preocupações), e é uma música baseada num tempo lá na California. Tem um cacto lá, e é um alucinógeno. Eu e meus amigos roubávamos o cacto de um jardim e colocamos em um liquidificador, e essa música é inspirada nesse cacto alucinógeno. [risos] Era uma aventura".
Picking fruit from other peoples trees
Hanging over backyard walls
Help yourself please
Peaches, pomegranates, pears, picking fruit without a car
Plucking up a cactus from someone else’s lawn
Put it in a blender then you’re really gone
Dive into a juice glass
Watching all the time pass by
Howling at the moon,
I’ll be there soon,
If I can find the time,
Right now I feel fine,
Right now I feel fine.
Let’s go somewhere where we can get a drink
I would like to listen to the way that you think
About June bugs, stupid thugs, and flying magic Persian rugs
Please mister could you turn your radio down
It’s making a really annoying sound
People always running round and clouds never ever touch the ground
Howling at the moon,
I’ll be there soon
If I can find the time,
Right now I feel fine,
Right now I feel fine
Kicking a yellow ball against a brick wall,
Going to the old school and acting like a fool,
Writing things everywhere
And everyone really loves to stare
Howling at the moon,
I’ll be there soon,
If I can find the time,
And right now I feel fine,
Right now I feel fine
3) NEVER AGAIN (BR-7PI-22-00006)
"Never Again (Nunca de Novo), é uma música sobre uma amizade que não pode se repetir. A música é sobre isso. Algumas pessoas que conheci, no passado, e acho que não dá mais para ter amizade daquela forma. Algumas coisas ficam no passado, para sempre".
I remember all those times again
I remember the way it used to be again
I remember how it used to be
You really loved me, you really loved me
But never again, never again, never again could it be like it was back then
Somehow you cast your magic spell again
Those times feel so real again
I remember when it was just we two
I really loved you, I really loved you
But never again, never again, never again could it be like it was back then
Never again, never again,
Way back then, never again
I remember how it used to be. You really loved me, really loved me
But never again, never again, never again could it be like it was back then
Never again, never again, way back then, never again
4) I’M A DOG (BR-7PI-22-00003)
"Essa música, I’m a Dog (Eu Sou um Cachorro), é inspirada daqui, dos cachorros de rua daqui. Escrevi esta música baseada nisso. Lá na Califórnia não tem cachorros andando na rua, esses bandos de cachorros. Mas aqui tem, e eu fiquei pensando sobre isso. Eu achei uma forma meio romântica… Que os cachorros que vivem na rua são livres, a vida deles… Ficam perambulando pela cidade. Eu escrevi essa música sobre eles. [risos]"
I’m a dog
Yea that’s right
Going through your trash
In the middle of the night
I go through what you
Have thrown away
Roaming round at night
And sleeping through the day
Leave something nice for me
When you throw it out
Please think of me
I survive in the streets
And your trash is my treasure
It’s everything to me
I was born out here
Freedom is my pleasure
Oh it’s everything to me
To me
I’m a dog
Yea that’s right
I wander through the streets
Under the moonlight
I feel the wind
Blow through the trees at night
Every now and then
I get into a fight
Leave something nice for me
Before you throw it out
Think of me
I survive in the streets
And your trash is my treasure
It’s everything to me
I was born out here
Freedom is my pleasure
Oh it’s everything to me
To me
5) WILD STRAWBERRY (BR-7PI-22-00004)
"Wild Strawberry (Morango Selvagem/silvestre) é sobre a minha filha e o que eu sinto por ela. Eu a chamo de “Morango Selvagem”. Esta música é sobre ela".
I flew far from my home
I left you all alone
But I got your letter
And it made me feel better
I’m wasting my time
Here slowly dying
Wasting my time
Over here slowly dying
I got your letter
I read the words you wrote to me
And I cried
Remembering how we used to be
How we used to be
Ill come back for you
And hold you close to me
Well be together
My wild strawberry
And I’ll never ever leave again
To my dearest friend
6) WHERE DO YOU THINK YOU’RE GOING (BR-7PI-22-00005)
"Where do You Think You’re Going (Onde Você Acha que Vai), é sobre uma noite lá na Califórnia. Eu dei uma louca e falei para meu amigo que queria ir ao deserto, então fomos lá, pegamos o carro dele, só com dinheiro para o combustível, e levamos cachorro-quente [risos] e uma garrafa de Jack Daniel’s e fomos lá, no deserto de Joshua Tree, e ficamos lá à noite, dormimos no carro dele, e eu levei o violão e só ficamos lá no deserto por um dia, e depois ficamos fazendo trilha e bebendo whiskey, tentando escrever músicas… Foi legal, essa música é sobre isso. É sobre vida, eu acho… Onde você vai com a sua vida, memórias, essas coisas".
Yesterday
I drove into the desert very far away
For a change of scenery just to get away
No money on me and a car my only place to stay
Place to stay
Late at night
I slept inside my car under the desert lights
The stars and moon the wind and dust
Nothing else in sight
Just desert me and a bottle of whiskey
It’s all right
It’s all right
Hey now where do you think you’re going
Hey now where do you think you’re going boy?
Hey now what’s the future holdin
Hey now what’s the future holdin boy?
The sky was blue
I awoke and the desert sun came shining through
I had a million things that want to do
Walk through the dirt with my guitar and write a song or two
I could see
No matter how hard I tried nothing came to me
No words, harmony and no kind of melody
So I just wandered around the sands aimlessly
I felt so low
I came so far but now I did not know where to go
I sat beneath a tree and felt the hot wind blow
I guess I’ll think and I’ll drink till I go back home
Go back home
Hey boy what do you think you’re doing
Hey boy what do you think you’re doing now
Hey boy where do you think you’re going
Hey boy where do you think you’re going now
Going now
Going now
Going now
DIVULGAÇÃO
FICHA TÉCNICA
Memória Musical do Sudoeste da Bahia e Museu do Rock Conquistense apresentam: Toca Autoral!
Produção: Plácido Oliveira Mendes [http://linktr.ee/placidomendes]
Agradecimentos: Leonardo Gois e Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima
Gravado em 10 de outubro de 2022, na sala principal do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. Vitória da Conquista, Bahia, Brasil.
Todas as músicas por Paul Bergeron
Publicação: 18 de abril de 2023
AGUARDE MAIS UM POUCO
Podcast | Memória Musical do Sudoeste da Bahia [zine] Edição Especial | Letras cifradas
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