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A lendária banda punk Garotos Podres (SP) é uma das atrações do AGOSTO 4. Foto: Divulgação.

Após uma semana de divulgações diárias, já temos a lista definitiva de atrações para a tão esperada quarta edição do AGOSTO DE ROCK. O processo de seleção teve início exatamente um mês antes (10 de maio), com a abertura de inscrições para bandas interessadas, mediante o preenchimento de um formulário online e a concordância com um regulamento simplificado. Esta foi a forma que encontramos para tornar a participação mais democrática, possibilizando à própria cena musical se revelar espontaneamente, fornecendo pistas valiosas sobre a quantas anda o movimento rock duas décadas após a última edição.

O AGOSTO não é um evento qualquer: surgiu em um momento de grandes mudanças e anseios pelo novo, em uma cidade profundamente diferente da atual. O festival ajudou a consolidar a cena local como um elemento cultural tão válido quanto os das gerações anteriores de músicos, mais voltados ao regionalismo e temas rurais. Assim, o rock passou a ocupar importantes espaços públicos e privados, desde os palcos do Point do Rock na micareta e das festividades natalinas oficiais até o ambiente dos bares, até então território quase exclusivo da MPB.

Desde 2003, ano da última edição, o AGOSTO habita, com carinho, o imaginário de inúmeras pessoas. O anúncio de seu retorno foi, para muitos, a grande notícia do ano. Já é possível sentir novamente a ansiedade para participar de um evento repleto de amigos, espaços variados e diversas vertentes do rock n’ roll em um clima de paz e segurança. Muitos comemoram a oportunidade de mostrar aos filhos um pouco da sua própria história in loco

Escolher o line-up foi uma grande (e árdua) responsabilidade assumida por uma comprometida comissão formada por experientes músicos, técnicos e produtores culturais, que levaram em conta diversos elementos, como trajetória, diversidade de estilos, consistência e profissionalismo no conjunto do trabalho, representatividade, além de elementos mais básicos, como o simples preenchimento correto do formulário. O resultado foi um universo de 81 bandas, 8 MCs e 17 DJs inscritos, para ocupar, respectivamente, 8, 2 e 9 vagas. Em meio a tantos talentos, conseguimos adicionar mais 3 vagas destinadas a bandas, totalizando 16 atrações no Palco Principal, considerando as duas convidadas Garotos Podres e Korzus, de São Paulo, e uma atração surpresa, que será divulgada apenas durante o evento.

A inclusão dos MCs, vale ressaltar, é um sinal de reconhecimento à importância da cena hip hop conquistense, que ganha cada vez mais espaço e expressividade. O AGOSTO, mantendo sua tradição em acolher gêneros musicais afins ao rock, insere esta riquíssima cultura não apenas em seu Palco Principal, mas em outras atividades, como dança e graffiti, com o objetivo de formação de público e integração entre várias tribos urbanas associadas à música. Na Tenda Eletrônica, 9 DJs também farão uma grande festa independente, garantindo diversão e boas experiências a todos os gostos e estilos.

Confira agora a grade completa de atrações musicais do AGOSTO DE ROCK 4, em ordem alfabética e subdivididas por categoria:

PALCO PRINCIPAL

BANDAS: 

5C1 (Poções-BA)
Chirlei Dutra (Vitória da Conquista-BA)
Dona Iracema (Vitória da Conquista-BA)
Garotos Podres (Mauá-SP)
Iracema Miller (Jequié-BA)
Festa Punk (jam session) – Vitória da Conquista-BA
Korzus (São Paulo-SP)
Maligna (Guanambi-BA)
Menino de Lata (Vitória da Conquista-BA)
Mórficos (Vitória da Conquista-BA)
Signista (Vitória da Conquista-BA)
Simple Jeans (Vitória da Conquista-BA)
Mazinho Jardim & Caco Santana: 40 Anos SS 433 (Vitória da Conquista-BA)
Atração Surpresa (Planeta Terra-Via Láctea)

MCS

Emissário Raell (Vitória da Conquista-BA)
Lívia Ellen (Vitória da Conquista-BA)

TENDA ELETRÔNICA

Anukis (Vitória da Conquista-BA)
ARQ-X (Vitória da Conquista-BA)
DJ Peixoto (Vitória da Conquista-BA)
Gabi Roots (Vitória da Conquista-BA)
G-Nomo (Vitória da Conquista-BA)
Loro Vudu (Vitória da Conquista-BA)
Noctis (Vitória da Conquista-BA)
Paulinha Chernobyl (Vitória da Conquista-BA)
Ravelli Music (Vitória da Conquista-BA)


A partir de agora, iniciaremos um ciclo de publicações sobre cada um desses grandes artistas que farão história neste grande retorno do AGOSTO DE ROCK. Para não perder nada, fique de olho em nosso Instagram e no Grupo Oficial no WhatsApp. 

Já é AGOSTO por aqui. Se você não for… Azar o seu!





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O evento se estende até o dia 29 de junho e contará com 65 atrações distribuídas por três locais na cidade e 24 shows na zona rural.

Foto: Secom/PMVC

A temporada de festas juninas em Vitória da Conquista já está para começar. A partir desta segunda-feira (10) começa a programação do Arraiá da Conquista, organizado pela Prefeitura Municipal.

O evento se estende até o dia 29 de junho e contará com 65 atrações distribuídas por três locais na cidade e 24 shows na zona rural. Os festejos têm início na Praça Nove de Novembro com apresentações de artistas regionais.

A abertura oficial, nesta segunda (10), será feita pelo Trio Aconchego às 17h, seguida de Andrade de Sertânia às 19h. Na terça-feira (11), a dupla Klerisson e Kleber, juntamente com o cantor Alex Simpatia, se apresentarão para o público.

De segunda a sexta, as apresentações ocorrerão às 17h e 19h, enquanto aos sábados, os shows começam às 13h. Ao longo do Arraiá, a Praça Nove de Novembro receberá um total de 21 atrações.

A programação também vai contar com a Vila Junina e suas casinhas de barro com comidas típicas, que, neste ano, ficarão localizadas no Parque da Lagoa das Bateias. O parque também receberá atrações musicais às sextas-feiras e sábados, das 19h às 21h, entre os dias 14 e 29 de junho.

Os shows mais esperados acontecerão no Centro Cultural Glauber Rocha, de 18 a 22 de junho. O palco principal será montado próximo à Prefeitura da Zona Oeste (PZO), onde são esperadas cerca de 25 mil pessoas por noite. Um segundo palco será instalado na extremidade oposta com o objetivo de fazer com que as atrações se alternem sem grandes intervalos.

No Glauber Rocha, as atrações esperadas são Nadson Ferinha, Elba Ramalho, Amado Batista, Targino Gondim, Alcymar Monteiro, Chambinho, Frank Aguiar, Liv Moraes, Nando Cordel, Robertinha e Rony Barbosa. Já na zona rural, os shows ocorrerão em 11 distritos, além da Lagoa de José Luís, entre os dias 22 e 24 de junho, mas o nomes das atrações ainda não foram divulgados.

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Publicado originalmente em 10/06/2024, em Jornal Conquista.

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A 10ª edição do Festival Suíça Bahiana, realizada pelo Coletivo Suíça Bahiana e pela Prefeitura de Vitória da Conquista, será nos dias 19 e 20 de outubro. Nessa sexta-feira (7), foi lançado o edital para seleção de artistas e grupos musicais para 10 showcases que vão compor a programação do festival. A inscrição é gratuita e deve ser realizada através do formulário disponível aqui.

A proposta dos showcases é apresentar o trabalho dos artistas, com intuito de divulgar a oferta musical brasileira, latino-americana e de outras regiões que tiverem interesse em ingressar no circuito baiano de música. Os shows são apresentações de 30 minutos de duração que ocorrem durante a programação do festival, para que os artistas tenham a possibilidade de se mostrar para o público baiano e para outros artistas, programadores de casas e festivais, formadores de opinião e representantes de selos e gravadoras do mercado musical.

As inscrições estarão abertas entre os dias 7 e 30 de junho. Não serão aceitos quaisquer materiais físicos, enviados via correio, ou materiais digitalizados e enviados via email. As inscrições com formulário incompleto ou sem aceitação das condições propostas não serão consideradas. O formulário deve estar completo, de forma a possibilitar a análise da candidatura.

Poderá se inscrever qualquer projeto autoral, solo ou em grupo, de estilo instrumental, cancional e DJs provenientes de qualquer região do Brasil ou de outros países, desde que tenha pelo menos uma integrante mulher. Todos os participantes devem ser maiores de 18 anos e atuantes no campo profissional da música.

A relação dos projetos selecionados será divulgada no dia 15 de julho de 2024, no instagram do Festival Suíça Bahiana e/ou por e-mail enviado aos selecionados. A seleção será feita por curadoria especializada, formada só por mulheres, que será divulgada em até cinco dias antes do final das inscrições. Para atender aos propósitos de fomento à cena musical baiana, serão reservadas 50% das vagas deste edital para artistas baianos.

O Festival Suíça Bahiana é um evento que faz parte do calendário oficial de Vitória da Conquista, por meio da Lei nº 2.415 de setembro de 2020. Entre as atrações que já se apresentaram nas edições anteriores estão Emicida, Larissa Luz, Ratos de Porão, Marcelo Jeneci, Mombojó, Dead Fish, Supercombo, Pouca Vogal, Rachel Reis, Rubel, Maglore, ConeCrew Diretoria, entre outras. A expectativa de público para a décima edição é de 3 mil pessoas por dia.

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Publicado originalmente em 09/06/2024, em PMVC.

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A fanzine @memoriasudoeste é um dos nossos principais subprojetos, criada para aproximar a comunidade e a sua própria cultura, em especial as musicalidades do sudoeste. As fanzines, há tempos, são utilizadas de formas artísticas ou como meio de comunicação em grupos específicos, como as cenas musicais. Por aqui, inovamos ao utilizar o formato como instrumento de divulgação científica.

Para além da versão digital, em formato PDF, a versão impressa é capaz de chegar a todos os tipos de leitores, incluindo os não familiarizados com o ambiente virtual, como idosos e pessoas de baixa renda. 

Salvo em raríssimos casos em que conseguimos algum apoio, todo o custeio de produção é por nossa conta. 

Vale lembrar que o Memória Musical do Sudoeste da Bahia não possui fins lucrativos e disponibiliza toda a produção gratuitamente, incluindo as zines impressas e demais subprojetos como o "Toca Autoral!" e o "Acervo de Entrevistas".

Agora ficamos novamente sem tinta, o que paralisa a distribuição de zines físicas.

Você pode apoiar a produção de mais cópias de diversas formas: 

🟠 Patrocinando uma recarga do nosso toner;
🟠 Patrocinando um novo toner (utilizamos uma impressora HP LaserJet M1132 MFP);
🟠 Patrocinando a impressão de uma nova tiragem em alguma gráfica;
🟠 Patrocinando um pacote de papel A4;
🟠 Enviando um Pix para a chave memoria@distintivoblue.com

🧡 Conheça melhor o nosso trabalho em http://linktr.ee/memoriasudoeste. As fanzines digitais já lançadas também estão por lá. Caso não deseje colaborar desta forma, agradecemos também, se compartilhar este post. 👊🏼😎


Memória Musical do Sudoeste da Bahia é um projeto de pesquisa, fomento e preservação, 100% independente.






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Apresentamos, eu e o amigo Paulo Macedo, no FENAVIOLA, Itapina ES. E foi tudo muito bonito. E foi tudo muito mágico e respeitoso como arte deve ser.

Acredito que consegui representar o que produzimos de música em Vitória da Conquista, desde sempre. E fomos dividindo fome e fartura, com o querido amigo educador músico de Cândido Sales, Ba., Jaivan Aciolli. A quem agradeço profundamente.

Ainda recebi o belíssimo presente confeccionado pelas crianças da escola municipal, também tão belo, tão mágico e tão respeitoso como arte deve ser.

Ainda toquei com o querido Zebeto Correia, a canção dele, também com essa amplitude e alcance das coisas belas da arte e do processo coletivo, do trabalho respeitado como deve ser.

Ainda fomos recebidos com um carinho e um cuidado próprios de pessoas que ainda querem ver isso tudo dar certo. E fomos tratados com a amplitude desse respeito, dessa magia, desse querer bem, a partir da irmandade proposta por Dimas Deptulsk, Marlene, Flávio e Adélia. Belíssimas pessoas que nos acolheram.

E ainda fomos tratados super bem e também com a dignidade e respeito pela querida D. Tânia e seu filho também músico, o Dr. Alexandre, sua esposa e filho.

Ainda encontramos pessoas colegas muito queridas desde sempre, daqui e de outros cantos do País.

Tudo isso é soma; tudo isso é ampliação; tudo isso é troca; tudo isso é vontade de fazer acontecer; tudo isso é muito trabalho e celebração da cultura.

Continuamos levando o nome da nossa Região a todos os cantos do Brasil.

Gratidão e muito respeito pela coragem e insistência dos trabalhadores e trabalhadoras da música brasileira independente.




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Publicado originalmente em 03/06/2024, no Instagram.

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Texto de Luiz Carlos Figueiredo

Joshua nasceu Josué, e era filho de seu Joaquim de Albertina. Era o terror da região. Com doze anos de idade o moleque já mostrava que boa coisa não viria a ser na vida. 

Ainda adolescente ficou fascinando com Ozzy Osbourne (líder da Banda de Heavy Metal, Black Sabbath) decepando com uma mordida certeira, a cabeça de um morcego vivo durante um show. Ao assistir o vídeo, o moleque ficou completamente fascinado. Foi a partir daí que decidiu que despertaria e assumiria de mala e cuia o roqueiro adormecido que existia dentro dele. 

Ainda adolescente testemunhou o “afloramento” da sua porção rebelde. Sempre que surgia alguma oportunidade, ele quebrava os dentes de algum coleguinha da escola ou cuspia com desprezo no rosto da diretora. Atitudes que custavam caro aos seus pobres pais, que, constantemente eram intimados à explicar o comportamento violento e psicopata do filho. 

Vira e mexe lá estava Joshua ensandecido e incontrolável quebrando à torto e a direito tudo o que encontrava pela frente, vitrines de lojas, janelas de residências, para-brisas e faróis de carros, cadeiras do colégio e quando topava com algum gatinho (ou até cachorrinho) inocente que dava o azar de lhe cruzar o caminho, botava fogo nos bichos e saía dando risadas. 

Isto quando não era detido em algum mercado da cidade por tentar subtrair levando escondido na algibeira uma barra ou outra de chocolate laka, chegando ao cúmulo de amarrar um pobre paraplégico em sua cadeira-de-rodas e soltar ladeira abaixo.  

Sempre que os pais o chamava para ter uma conversa séria, o moleque virava o capeta e saía xingando todo mundo. 

- Meu filho, meu filho! Toma termo! Deixa de fazer a gente passar tanta vergonha! – Falava com o fiapo de voz o seu velho pai, o comerciante Joaquim. - Sua mãe está doente, se você não acabar com estas lambanças você vai matar ela. Mude este seu jeito de ser, se comporte!... 

- Eu não estou nem aí pra vocês! Este sistema é podre e caótico! Quero que ele imploda e leve todos vocês à tiracolo! – Dizia com requintes de crueldade. 

Nesta altura, além de integrar uma banda de rock chamada FILHOS DO MAUSOLÉU, também gostava de sair pelas ruas trajando roupas pretas de couro, com um corte punk no cabelo (pintado de lilás), tendo como adereço dois ou três alfinetes enfiados nos beiços, ventas e orelhas, sem falar que era constantemente despertado dormindo nas lápides do cemitério municipal que ele assumiu como sua morada. Era lá que fazia as reuniões da sua banda, levando os três únicos integrantes  para fazer um churrasco nas noites de Halloween, em cima da lápide de Antônio Pintado, um falecido que a população jurava ter virado lobisomem. 

O quarteto usava o fêmur do defunto como espeto para assar os testículos de boi adquiridos no açougue de Nhô Lau. Josué (agora com o nome de Joshua) fazia questão de expelir diariamente toda a sua revolta para com este mundo (que ele considerava vil e mesquinho) e com todos que o habitavam.  

- Eu detesto esta cidade, eu detesto este país, eu detesto este povo, eu detesto este mundo! 

 A principal “diversão” de Joshua era sair humilhando gays, lésbicas, gordos, nordestinos (como se não tivesse nascido aqui), negros e mulheres. 

Sempre que os FILHOS DO MAUSOLÉU se apresentava na região cantando suas músicas machistas e sexistas, o que deveria ser uma festa, virava uma zona. Porrada, tiros, agressões verbais, quebra-quebra, o diabo a quatro. 

Se tinha briga, lá estava Joshua sempre munido do seu par de soqueiras importadas – moendo os oponentes na pancada. 

As apresentações dos FILHOS DO MAUSOLÉU trazia no mesmo pacote, raiva, gritos, uivos, socos, hematomas e desmaios. 

Joshua e a sua trupe polarizavam apoteóticas batalhas entre roqueiros e pagodeiros (geralmente, moradores das cidades onde se apresentavam). 

Depois do tumba era muito fácil encontrar o jovem vocalista cheio de escoriações, dormindo o sono dos justos em cima de alguma carneira do cemitério local, sempre empanturrado de cachaça, fumo, drogas e rock n’ roll – não necessariamente nesta ordem!

Eis que um belo dia, após voltar da maior apresentação que o grupo já fizera lá pelas bandas dos Gerais, Joshua resolveu cumprir o ritual de sempre, sair andando sem destino pelas estreitas ruas da cidade, visando espraiar a cabeça e, obviamente, reduzir um pouco a sua ressaca crônica, depois de virar a noite, tocando. 

Quando começou a andar todo trôpego e desanimado, o roqueiro não deu de olhar bem dentro dos olhos de Lurdinha que também caminhava naquele justo momento? 

Lurdes era uma jovem e atraente pernambucana que morava naquela rua, e ao trocarem um olhar inocente, foram mordidos pelo “bichinho do desejo” se apaixonando loucamente. 

Baixinha, sararazinha, lindinha, sorridente, toda arrebitadinha, cabelos duros e boquinha de boneca, apesar de novinha, a jovem era extremamente sapeca, como era filha de Severino Amolador e de dona Florisbela Arcanjo - famosos por serem apenas pernambucanos -, a menina já havia perdido uma renca de pretendentes, ninguém se habilitava a namorá-la. Quem seria doido de flertar com a filha  dos pais mais valentes da região? 

Não foi que após Lurdinha "butucar" os dois “zoiões” negros naquela figura esquálida, desengonçada, com cara de espantalho e branca igual cera de vela, o seu pobre coração não disparou em um frenético “baticum” digno de bloco afro? 

Pois foi. Não demorou muito para estarem rolando nos sedosos e confortáveis lençóis de cambraia da cama da moça. 

Donzelo, Joshua ficou embasbacado com a experiência da jovenzinha que na cama matava mais que cobra de lajedo. 

A moça levou o encrenqueiro por caminhos nunca "dantes navegados”. 

A partir daí, Joshua já chegava dos shows correndo diretamente para os braços – e para outras partes do corpo  – de Lurdinha. Em menos de três meses e no auge da pegação, o famoso roqueiro foi oficialmente comunicado que iria ser papai... 

Ah!!! Pra quê? O jovem se retou, saiu completamente do prumo, endoidou de vez, bateu a cabeça na parede, ameaçou quebrar Lurdinha no pau e diante da fama da família se viu obrigado a recuar. 

– Você está louca, garota! Eu sou lá homem de colocar filho neste mundo cão? Nunca trabalhei na vida, não sei dar com um prego em uma barra de sabão, a grana que ganho com a banda não paga nem minhas roupas, como vou sustentar uma família? Você ficou biruta! Aborte imediatamente este rebento ou ele vai nascer sem pai, tá ligada? Isso sem falar que você vai ficar gorda e feia e eu detesto gente gorda! 

– Ah, é?! – Falou a confiante pernambucana. - Apôis se você não assumir este filho, meus pais vão arrancar e esticar o seu couro inteirinho bem no meio da feira pra todo mundo ver. Você não conhece os meus pais, né? São pernambucanos, viu?! - Ameaçou e saiu tranquilamente deixando “uma pulga” na imensa barba que o roqueiro cultivava. 

Não se passara nem três meses completos e a barriguinha de Lurdinha ficou mais cheia que bexiga em aniversário de criança. 

A pedido do rebelde, a jovem ainda ficou um tempinho disfarçando, tendo que usar cintas para esconder o volume. 

Alas que o velho pai rabugento descobriu que a volumosa pança da sua querida filha não tinha só as lombrigas geradas pelas águas do Rio Pardo, mas, outra coisa pra lá de suspeita. 

Desconsiderando os gritos desesperados da mãe, deu logo meia dúzia de cascudos na filha e antes de fazer a pergunta que ressonava por todo o bairro, Lurdinha deu com a língua nos dentes:  

- Quem me tirou de casa, pai...foi o safado do Josué Roqueiro! Eu nem queria, porém, ele me ludibriou... E falou que não vai casar não. Prefere morrer que ser pai do neto do senhor. Ele é todo metido a valente! – Botou a pilha que faltava deixando o pernambucano mais vermelho que pimenta-dedo-de-moça! 

No ato, o velho armou-se do seu fuzil de estimação e após se informar com a filha onde residia o “meliante”, montou em uma velha bicicleta e se dirigiu ao velho galpão onde a banda de Joshua ensaiava. 

É bom que se diga que após Severino arrombar (na base do chute) a reforçada porta de ferro da garagem que servia para ensaiar a banda, bastou o roqueiro olhar para o seu futuro sogro (munido do seu inseparável fuzil “Papo-Amarelo”) completamente ensandecido, para já ir se ajoelhando (diante dos olhares estupefatos dos companheiros de banda) e mesmo com toda a sua gana e fama de valente,  Josué levantou logo foi os braços, gritando em alto e bom som que não restasse nenhuma dúvida:  

- Pera lá seu Biu, Pera lá! Eu sou da paz e avesso à violência! Eu me caso, eu me caso, não carece desta violência toda não, por favor! Baixe a arma! Pode marcar a data que eu juro que me caso com a sua filha. Inclusive, já comprovaram cientificamente que eu serei um bom pai para o seu neto. Pode marcar a data que eu me caso, eu adoro bebês.

Um padre chamado às pressas, um delegado como garantia e meia dúzia de testemunhas depois e logo o jovem e rebelde roqueiro passava a ser o principal “secretário” dos pais de Lurdinha carregando madrugada à dentro, sacos e mais sacos de feijão, milho e farinha nas feiras livres da região. 

O rock, a revolta, a arrogância e a agressividade do “Rebelde sem Causa” foi rapidamente tangido para o ralo. 

Nos dias de hoje ainda é possível se ver nas feiras da região, a agora não tão exuberante Lurdinha, com um embornal enorme pendurado no pescoço, dando um duro danado, vendendo aos gritos de “aqui tem promoção”... farinha, batata e jerimum (deixando explícito quem verdadeiramente é o chefe da família ali).  

Enquanto a garota rala em busca do sustento da sua prole, vê-se em um cantinho da barraca, todo nervoso e escabreado, o outrora roqueiro rebelde e brigador, balançando sutilmente no carrinho de neném o seu filhinho de alguns meses – ambos usando camisas negras da banda Black Sabbath. 

– Bilu, bilu, biluzinho... é o meu roqueirinho, é? Fala papai, fala!

Enquanto ele se entretém dengando o feliz filhote, os demais componentes da banda riem escondido, olhando sutilmente pela fresta da barraca. 

Sabe qual o moral da história? 

Na vida não basta apenas ser pai, tem que participar! 

FIM

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Publicado originalmente em 18/10/2023, em Conquista de Fato.

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A apresentadora e radialista Carla Andrade está no comando do podcast PodeCrê. Um bate papo descontraído e leve sobre o cenário alternativo da cidade. Gastronomia, entretenimento, cultura, música e muita história pra contar.

No episódio de estreia, dia 8 de junho pelo Youtube, Carla Andrade receberá uma figura icônica do punk rock da Bahia, Nem Tosco Todo, que narrou as histórias do cenário rock and roll da cidade e a trajetória da Cama de Jornal não só em suas composições, mas também em seus quatro livros lançados.

“Ao longo desses mais de 20 anos na comunicação conquistense, sempre quis expandir os horizontes e trabalhar num projeto como este. Falar sobre a cidade, minha grande paixão, e bater papo sobre cultura e rock and roll. No PodeCrê também vamos falar de assuntos que estão em evidência ou daquilo que é importante ser discutido com especialistas. O objetivo é levar informação de forma descontraída, mas também, nos divertirmos com boas histórias. Minha expectativa é gigante e estou muito feliz com esse novo desafio”, afirma a apresentadora.

Além de Carla Andrade, a bancada do PodeCrê conta com a ilustre participação de Matheus Archieris, entusiasta do rock and roll e produtor do meio digital, que também vai trazer conhecimento e engajamento ao novo projeto.

O PodeCrê nasceu no coração de um sonhador que está lá na terra-mãe África, Davidson Monção, o Montanha, nosso diretor de projetos. Gigante e incansável na concretização de ideias que difundem a arte, o conhecimento e a cultura.

Os episódios do ‘PodeCrê’ serão transmitidos ao vivo, pela Ariat Filmes, no canal do YouTube (@podecrepodcast1) todo sábado, às 18h. E é claro que toda equipe conta com sua audiência.

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Publicado originalmente em 01/06/2024, em Blog do Sena.

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