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Fazer obra relevante hoje em dia ficou algo muito difícil.
Hoje em dia o negócio é fazer de qualquer jeito e quem quer fazer a diferença fica fadado a uma
coisa mais desvalorizada.
Música,cinema e outras formas de arte e cultura estão sendo tratadas de uma forma bem
desvalorizada e de qualquer jeito.
Não,eu não sou contra a diversão nesses meios e nem apoio a censura.
O que eu quero dizer é que as obras artísticas deveriam ser tratadas e feitas com amor e serem
levadas à sério e sim com certeza que quem trabalha nessas obras merecem e precisam ganhar
dinheiro pra isso.
Afinal não se trabalha de graça e mesmo assim pode e deve fazer com amor.
Aquilo que os artistas fazem não se trata só dinheiro mas também é algo pessoal e que muitos tem
prazer.
Óbvio que tem obras que são coletivas.
Grande exemplo são os Beatles que fizeram sucesso em sua época e mesmo com dois deles falecidos
e dois deles vivos suas obras continuam sendo um grande sucesso.
E não para por aí por que em Novembro de 2023 foi lançada a canção Now and then, cuja a mesma
foi composta e cantada por John Lennon e com acordes da guitarra de George Harrison.
O diretor Peter Jackson usou a tecnologia pra encaixar a voz do Lennon junto com o som da guitarra
de Harrison e trouxe Paul McCartney e Ringo Starr novamente no baixo e bateria.
Uma coisa incrível é ver que mais de 40 anos se passaram e ainda tivemos mais uma vez de ouvir
uma música inédita dos Beatles.
Atualmente com um bando de pseudo artistas e sem talento com certeza não teremos nenhuma
música inédita e muito menos impactar.
Não somente os Beatles é claro como muitos outros artistas da música.
Ultimamente o que mais se ouve nas estações de rádio são músicas horríveis embora haja poucas
exceções de estações com músicas boas e para quem gosta de ouvir música boa tem vários
aplicativos e sites e sem esquecer o YouTube.
Picanha de Chernobil, Distintivo Blue e Nouvella são três exemplos de bandas brasileiras que tocam
um som de primeira e de qualidade mas infelizmente não tem o reconhecimento merecido e isso
sem esquecer muitas outras bandas e cantores que tem talento musical.
Para falar a verdade esse pessoal é que merece o reconhecimento musical.
Gostar de música antiga não é ser um velho e ainda assim tem muitos artistas musicais talentosos e
isso inclui artistas jovens como esses que eu citei.
Deixo bem claro que tem muitas músicas boas na internet.
Mas basta pesquisar seu tipo de música na mesma.
Eu mesmo pesquiso o que tem de bom e consigo achar pérolas.

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Publicado originalmente em 15/05/2024, em Recanto das Letras.

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Em prol da luta pela democratização e difusão das informações e do acesso à cultura para todas as pessoas, a Biblioteca Comunitária Donaraça, através de sua coordenação, tem feito um grande esforço para acompanhar e ocupar os espaços mais variados de discussão e deliberação das políticas públicas, dentre eles, o Conselho Municipal de Cultura de Vitória da Conquista – Ba (CMC). É sobre esse acompanhamento como observadora espontânea que segue o relato, reflexões e proposições sobre os fatos ocorridos em 06 de maio de 2024 na plenária do CMC.

Registro da Noite da Vergonha

O que acabou de ocorrer hoje à noite na sessão plenária do CMC de Vitória da Conquista foi muito triste e nos trouxe profunda vergonha, reflexão e perplexidade. Aliás, tanto em relação à gestão atual como da anterior, é muito frustrante acompanhar um conselho que ainda não conseguiu cumprir seu papel de ser uma instância que contribua efetivamente para a implementação de políticas públicas da cultura na cidade. Essa situação parece cômoda, desejada e orquestrada por quem acredita que os foros de participação democrática sejam irrelevantes ou possam ser manipulados impunemente.

No início da reunião ordinária do dia 6 de maio do corrente ano, através da leitura da ata e de um depoimento, todas as pessoas presentes na sala tomaram conhecimento como se deu a votação de abril que deliberou pela negação da demanda da sociedade civil de se realizar reuniões ordinárias do Conselho de forma online e/ou híbridas. A realização de reuniões nessas modalidades é prática largamente utilizada em várias partes do país e do mundo, pelos mais diversos setores e segmentos públicos e privados. Se fosse aprovada, tal medida representaria um avanço, a possibilidade da participação e engajamento de forma mais democrática de pessoas que não conseguem se deslocar até o lugar físico das reuniões, por inúmeros motivos. Negar essa possibilidade de inclusão é validar e apoiar o esvaziamento do Conselho, além de impedir a ampliação de suas discussões e decisões, embotando o princípio da transparência, valor caro à democracia.

O nosso testemunho que ora sublinha a sensação de vergonha e indignação por ter presenciado, num Conselho de Cultura, os fatos aqui relatados, procura relacionar algumas questões graves com o intuito de que as pessoas em geral possam se inteirar dos acontecimentos e ser provocadas a buscar mais informações, a fim de ampliar o debate e as possibilidades de enfrentamento.

Dentre as inúmeras questões que poderiam ser citadas, destacamos inicialmente o que foi pontuado acima, a negação das reuniões online, proposta rejeitada pelos representantes da Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer – SECTEL e pelo atual presidente do Conselho. Este último parece não assumir que está numa função estratégica como representante da sociedade civil. Entre outros argumentos registrados em ata, tomamos conhecimento de que em pleno 2024 (pasmem!), na decisão do Conselho prevaleceu o entendimento de que seria “muito difícil” produzir e gravar reuniões online, assim como a validação das votações. Definitivamente parece que Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia não pode entrar na era da Internet, ao menos não naquilo que esta pode trazer de melhor, aproximar as pessoas e facilitar a livre circulação das informações. Os defensores de tal interpretação alegaram que o contato presencial seria “imprescindível”. Sobre esse último ponto, lembramos aqui que, paradoxalmente, apesar de terem sido eleitos em setembro de 2023, somente em abril de 2024 houve quórum mínimo de conselheiros para se aprovar alguma coisa, e mais, várias pessoas comentaram que, no dia 08 de abril, conselheiros que sequer acompanhavam as reuniões marcaram presença (em reunião extraordinária!), justamente para votar com a SECTEL. Nessa conjuntura a presença física parece ser um problema relativo. Por que tantos conselheiros não puderam comparecer nos outros dias? Que interesses eles representam? O absenteísmo dos conselheiros tem sido constante e demonstra a dificuldade de locomoção e/ou o descompromisso com tão importante função? Há que se avaliar com critério essa questão para enfrentá-la de forma ética.

Nos perguntamos, qual a função dos representantes do poder Executivo dentro de uma instância que, em tese, também fiscaliza o poder Executivo? Seus representantes abarcam 30% dos conselheiros. Se somarmos mais uma cadeira do Legislativo, na condição de “situação”, ou seja, “apoiador” do Executivo, é fácil constatar que o equilíbrio de forças parece bem desigual, totalizando a possibilidade de 40% das cadeiras, presença que, diga-se de passagem, majoritariamente masculina. Por si só, esse fato de representatividade, tanto de segmentos como de gênero, parece ser uma contradição da função essencial dos conselhos em uma sociedade tão plural como é a nossa. Além disso, as 5 cadeiras da Sociedade Civil, dividida em eixos temáticos muito genéricos e abrangentes, não dão conta de representar a rede complexa e diversa das linguagens culturais. Há muito que os fazedores de cultura solicitam reformas no regimento para resolver essa e outras questões. Reformas que avancem, modernizem e não engessam ainda mais o Conselho.

É muito preocupante que o Conselho de Cultura gravite em torno da SECTEL, e mais, ao invés de acompanhar e fiscalizar o poder público, lhe serve de forma aparentemente impotente. Esse fenômeno parece saltar aos olhos de quem acompanha as plenárias, chegando ao cúmulo de muitas pessoas, que vão pela primeira vez às reuniões como observadoras, deduzir, de forma equivocada, que o servidor público da SECTEL seja o presidente do Conselho, mesmo que não se assente na mesa diretora. Uma inversão da função do Conselho de Cultura e de qualquer conselho digno desse nome, que seria deliberar, acompanhar e fiscalizar o poder e as políticas públicas, ser um olhar de fora, que pode agregar valor por não estar comprometido com aqueles que executam os orçamentos e o planejamento estratégico do município. Será que essa prática está presente nos outros conselhos de Conquista? Caberia uma reflexão geral sobre os papéis dos conselhos na cidade, e talvez a instalação de ouvidorias próprias e reorganização do desenho das cadeiras que representam cada segmento ou eixo temático. A nosso ver essa é a questão central a ser resolvida, o caráter e a composição do conselho, todos os outros esforços para avançar sofrem com a atual configuração. No entanto, parece que ainda não temos clareza desse ponto, ou o que é mais dramático, a atual configuração seria um obstáculo para aprovação de uma alteração tão radical e necessária, diríamos, vital. Futuras articulações da sociedade civil devem enfrentar esse dilema o quanto antes.

Em segundo lugar, no entanto, o mais grave e vexatório, aquele que nos motiva a escrever este texto, estão os fatos que se somam às denúncias da conselheira secretária e a sequência do que se seguiu ao seu pedido de desligamento do Conselho, alegando não conseguir mais conviver e atuar diante de inúmeros e constantes casos de misoginia e violência de gênero, que alegou ter sofrido e testemunhado em diversas ocasiões. Muitos de nós, que acompanhamos as plenárias, presenciamos inúmeras vezes a prática do interrompimento, sobretudo de mulheres, entre outras tantas atitudes, muitas vezes veladas e com verniz de polidez, que criam um clima extremamente tenso e não acolhedor em todas as reuniões do Conselho. Sem falar nas constantes menções implícitas e explícitas, de que a sociedade civil não deva se manifestar diretamente.

É difícil escrever sobre o assombro de ter testemunhado o que ocorreu na noite de 06 de maio, a noite da vergonha e a noite em que uma mulher da cultura ousou dizer: BASTA de MISOGINIA! Se isso, por si só, não fosse grave, o que potencializou a nossa dor e indignação foi o fato de que nenhum conselheiro presente tenha feito nenhuma fala em defesa da permanência da conselheira, como se a presença de uma mulher fosse descartável e indesejável, ratificando assim, ainda que simbolicamente, o silenciamento desta. Apesar do pedido de vista do conselheiro, representante da SECTEL, a ata poderia ter sido posta em discussão e não o foi, muito menos se cogitou a votação pela aprovação ou não do documento. O que se ouviu nos corredores nos deixou a sensação de que os demais conselheiros parecem estar constantemente acuados e desarticulados para enfrentar as manobras da SECTEL. A não discussão da ata, talvez seja o maior indício da recusa ao debate público e transparente. Seria a prova da veracidade do alegado pela conselheira?

Em que pese o compreensível choque e a surpresa inicial com a decisão da conselheira, esperava-se que alguma postura firme fosse tomada, no intuito de proteger a mesma, para além da frase “fomos pegos de surpresa” proferida pelo presidente. Com exceção de uma menção do vice-presidente sobre a decisão da secretária, a reunião seguiu normalmente. Sim, esse é o “normal”. Ignorar o contexto e fazer de conta que a pauta é seguida. Esse “normal” incluiu a tentativa de um dos conselheiros citados no relato da conselheira querer ocupar imediatamente a função que ela acabara de abdicar, devido às inúmeras violências de gênero que sofreu e denunciou. O conselheiro justificou sua “oferta” dizendo que o arranjo seria emergencial, até que uma possível votação fosse feita no futuro. Lembrou que tal ocupação ocorreu na antiga gestão “por falta de interesse da sociedade civil em ocupar a função”.

Não estamos aqui negando a necessidade de se dar sequência aos assuntos da pauta e a operacionalização das reuniões, e nem a competência das pessoas, e sim afirmando o necessário cuidado de se evitar o atropelamento e esvaziamento das pautas e a perda de sentido de se estar “reunido em Conselho”, que é deliberar, recomendar, tomar decisões ajuizadas e consensuais em prol do bem comum do, não se esquecendo jamais, que os conselhos devem dar voz e protagonismo à sociedade civil. Talvez a opção pela inação seja a opção mais característica das últimas gestões, o que é lamentável e pode explicar o quanto é estratégico se negar e/ou dificultar as transmissões em tempo real das plenárias..

Ignorar uma denúncia é condenar sumariamente a vítima. Após a saída da conselheira secretária, a manobra de ocupar imediatamente a secretaria, só não foi possível porque uma conselheira sinalizou que a vacância deveria ser resolvida a partir da manifestação do interesse dos outros conselheiros da sociedade civil e de votação em momento oportuno, uma vez que a secretária ainda não entregara a renúncia por escrito e poderia até mesmo reconsiderar. A partir daí, algumas vozes mencionaram o fato da necessidade da formalização do ato ou mesmo a possibilidade de reavaliação por parte da conselheira que abdicara. Mas, isso só se deu somente depois que as mulheres presentes na sala manifestaram ostensivamente seu constrangimento e preocupação com a inação, cobrando a apuração dos fatos. Ainda assim, apesar de algumas falas débeis serem murmuradas pelos homens presentes que possuíam o “direito a voz e voto”, nenhuma medida concreta foi proposta oficialmente e aprovada pelos conselheiros em relação ao apresentado pela conselheira, ainda que fosse a nível de encaminhamento devido ao inadmissível dos fatos expostos. Violência de gênero, misoginia e interrupção de falas pareceu não serem assuntos suficientemente urgentes e graves para o presidente, a quem caberia a mediação do conflito. Aqui cabe uma pergunta: o atual presidente do conselho é capaz e está comprometido em encarar de frente os principais problemas que dizem respeito à sua função?

Como já foi dito, este contexto de negação e violação de direitos se alimenta da deliberada e sistemática recusa da publicização das informações relacionadas ao Conselho e à necessária melhoria da comunicação da SECTEL com a sociedade civil.. É perceptível que desde muito tempo não se disponibiliza as atas das reuniões do Conselho em sites ou drivers oficiais, para que a sociedade civil possa se inteirar dos fatos e tirar suas próprias conclusões. Nem sequer existe um site autônomo do Conselho. O site oficial da prefeitura também não fornece informações completas sobre as questões da “cultura, esporte e lazer”. Esse vácuo de informações preocupa, ainda mais agora, que o inoperante perfil do Conselho no Instagram parece não estar funcionando, justamente no momento das consultas para formulação das políticas públicas relacionadas à PNAB. Em momento de pré-eleitoral as oitivas públicas carecem de acompanhamento ético e qualificado. Assim como, as escutas e a circulação de informações não podem ser feitas somente em função de editais e leis de fomento.

É muito constrangedor constatar que a terceira cidade mais populosa da Bahia não consiga adotar práticas mínimas de compartilhamento de informações e que o Conselho de Cultura não tenha nenhuma estrutura para funcionamento autônomo da SECTEL. Fato amplamente denunciado pela sociedade civil em vários espaços, através da entrega de documentos construídos coletivamente e de falas contundentes na Conferência Municipal de Cultura por diferentes agentes culturais.

É importante que se diga que o CMC não é um órgão da Secretaria de Cultura, e sim que é um órgão integrante do Sistema Municipal de Cultura e que só desempenhará suas funções constitucionais, se e somente se, finalmente, tiver de fato liberdade, autonomia, vontade política e recursos para, inclusive, decidir sobre como disponibilizará seus documentos. Somente o “como” é opcional. Destaco aqui a palavra “como”, pois a disponibilização de documentos públicos, como atas e gravação de reuniões (não resguardadas pelo sigilo em questões extremas de segurança) são instrumentos que devem e podem ser compartilhados, como prevê a Lei de Acesso à Informação (Lei N. 12.527/2011). Com pesar, constatamos também que a cidade fica refém das publicações da SECTEL, até a última gestão, a Secretaria de Cultura era a verdadeira “guardiã” dos documentos citados e outros mais, como as atas, que até agora não foram compartilhadas para acesso público de qualquer cidadão.

A encruzilhada circular em que nos colocamos passa pelo entendimento de que o aperfeiçoamento das instituições públicas oficiais da cultura passam necessariamente pelo Conselho e pela elaboração e efetivação do Plano Municipal de Cultura, que por sua vez também passa pelo Conselho de Cultura, que não consegue funcionar efetivamente, pelas questões citadas anteriormente, além de outros motivos mais complexos e estruturais. Como sairemos dessa encruzilhada? Que tipo de caminhos seremos capazes de construir e inventar coletivamente? Para onde queremos avançar?

Para instrumentalizar ainda mais o debate, citamos ainda mais alguns elementos que merecem nossa atenção dentro desse contexto: até o dia de hoje, não existe um relatório público do mapeamento dos fazedores de cultura e muito menos a formação de grupos permanentes por segmento para ouvir as demandas de cada eixo temático, não há instrumentos e canais formais para isso, além de um e-mail genérico que não une e nem articula os fazedores de cultura da cidade, além das falas esporádicas de que “é preciso constituir esses grupos”. Sem dados é impossível criar estratégias consistentes de enfrentamento das demandas da cultura e descentralizar recursos, assim como possibilitar a participação de amplos setores da sociedade, que sequer sabemos da existência, por não haver dados públicos produzidos pela SECTEL. A curto e médio prazo ficamos reféns das políticas de governo, ao sabor dos interesses ideológicos e partidários de ocasião, e não alcançamos uma política permanente de Estado, como seria definida no Plano Municipal de Cultura, se tivéssemos um. Nesse sentido, mais um apelo dos fazedores de cultura evaporou-se sem respostas satisfatórias nessa noite, a pergunta sobre o cronograma de pagamento da Lei Paulo Gustavo. Essa questão já foi apresentada até na Câmara Municipal e mais uma vez pontuada na noite da vergonha por mais de uma pessoa presente na plenária (A LPG é uma lei emergencial, por isso carece de celeridade em sua aplicação). A SECTEL informou apenas que “a qualquer momento os recursos deverão sair, que depende de outras secretarias”. Parece não haver um trabalho articulado e célere entre as pastas. Esperamos que essas dificuldades burocráticas sejam resolvidas na aplicação da PNAB. E que se avance para além das intenções. Outra prova da falta de prioridade das questões da Cultura, para além da realização de eventos pontuais, é o fato de que a Conferência Municipal de Cultura, sete meses depois de sua realização, ainda não publicou o relatório e nem deu nenhuma devolutiva à sociedade, tal ação seria uma responsabilidade da SECTEL (prevaricação?), enquanto a Conferência Nacional, organizada pelo MinC, que ocorreu em março do corrente ano, já iniciou suas devolutivas e disponibilizou documentos, deliberações e encaminhamentos em vários meios digitais. Entre nós, nem ao menos, houve respostas e encaminhamentos aos documentos apresentados publicamente à SECTEL e ao próprio Conselho em setembro/23. O que nos leva a pensar, que a Sociedade Civil também está sendo silenciada, assim como a voz das mulheres no conselho, misoginia, sexismo e falta de transparência. O que faremos com esses conceitos?. Entendemos que não ouvir e não levar em conta o que se diz é tão perverso quanto não deixar falar. Esse fenômeno redunda no esvaziamento do sentido das instâncias de participação política popular, uma vez que, até se permite que existam, mas são constantemente sabotadas, esvaziadas e inviabilizadas. Práticas da antessala do fascismo declarado.

Ouvimos as razões da conselheira e nos solidarizamos com ela. Se pudéssemos gostaríamos de lhe fazer um apelo, mas sabemos que não temos esse direito, o de que ela não abdicasse da cadeira do Conselho, uma vez que foi eleita democraticamente dentro de uma Conferência Municipal, para a qual, importantes setores da sociedade civil lutaram corajosamente, a fim de mobilizar as pessoas para a participação na eleição e nos debates que ocorreram em setembro, em detrimento da falta de informação que imperou naqueles dias e continua a prevalecer. Esse apelo estaria baseado, entre outras coisas, na consciência da importância representativa da conselheira e de sua atuação como agente social, ratificada em vários momentos por seus pares, quando a escolheram como delegada da Conferência Territorial do Sudoeste Baiano, da Conferência Estadual e, finalmente, também quando atuou honrosamente como delegada da Bahia na Conferência Nacional da Cultura, evento em que o audiovisual dos interiores teve papel relevante e de destaque.

Nosso desejo seria de que a conselheira pudesse voltar a ocupar a função de secretária, compondo a mesa diretora. Na impossibilidade, que ela pudesse continuar na função de conselheira, ainda que como suplente. No entanto, seja qual for a decisão dela sobre essa questão, manifestamos nossa solidariedade e apoio.

A resistência e enfrentamento das mulheres em funções públicas é a resistência de todas as mulheres, pessoas e instituições que militam pelos direitos culturais e pela equidade de gênero, que repetem a fala emblemática de Marielle Franco: “Eu não serei interrompida!”. Não ignoramos, no entanto, que recuar também é trazer outros companheiros e companheiras para andar juntos e juntas.

É importante que se registre que o desconforto da secretária não é apenas dela, ou uma questão de gênero, também é, mas não somente, uma vez que, em muitas ocasiões em que ocorreram as reuniões do Conselho, é possível sentir uma atmosfera pesada e não acolhedora. Homens e mulheres relatam esse desconforto e a experiência de também serem interrompidos e menosprezados, num jogo desigual de forças. Essa percepção também leva em conta os não ditos, os gestos, a postura do corpo, e mais recentemente, os fatos registrados de forma explícita na ata e em sua leitura e não discussão. Foi a esse estado de coisas que a conselheira denunciou, e não apenas a sua questão individual. Que não se perca de vista essa pontuação na análise dos acontecimentos da noite da vergonha. Sob pena de reduzirmos a gravidade do complexo contexto em que estamos paralisados e em eterna repetição.

Saindo do campo do desejo, temos plena consciência de que a presença segura e qualificada de mulheres (cis ou trans) em todos os espaços sociais, especialmente em posição de poder, só se efetivará quando formos capazes de sair da indignação teórica e de gênero e entender que o cerceamento da liberdade de uma mulher, é o cerceamento de todos e todas nós. Não é possível haver liberdade e pleno gozo dos direitos humanos fundamentais sem liberdade, respeito e informação.

Diante do exposto solicitamos, como membros da sociedade civil organizada, que a mesa diretora do Conselho Municipal de Cultura: 
  • apure e tome as medidas cabíveis, garantindo o direito de defesa e a apuração ética, transparente e consequente dos fatos;
  • caso sejam comprovadas as denúncias, que as pessoas envolvidas no delito sejam afastadas do Conselho;
  • encaminhe imediatamente relatório das denúncias aos órgãos competentes;
  • emita nota oficial do Conselho informando da apuração dos fatos e seus desdobramentos;
  • acione o Município para oferecer assistência à saúde mental da conselheira;
  • adote medidas urgentes para inibir práticas de violência de gênero dentro do Conselho;
  • adote medidas urgentes para tornar o Conselho de Cultura um lugar seguro e de acolhimento para a sociedade civil, garantindo-lhe a possibilidade de fala, escuta e devolutivas;
  • promova debates e regulamentação que prevejam equidade de gênero nas cadeiras dos três segmentos do Conselho (sociedade civil, representantes do legislativo e do executivo);
  • que nas discussões do novo regimento interno do Conselho se coloque em pauta o caráter e a função do Conselho, aumentando as cadeiras da sociedade civil, e idealmente, suprimindo a liderança do poder público, que hoje detém 50% das cadeiras (3 do Executivo e 2 do Legislativo);
  • coloquem em pauta, em caráter de urgência urgentíssima, a transmissão online e ao vivo das reuniões do Conselho, como um dos instrumentos para a democratização do acesso à informação e como uma das estratégias para coibir a violência de gênero e quaisquer outras práticas de exclusão;
  • crie grupos permanentes para articulação com os artistas e fazedores de cultura de cada linguagem artística, não se limitando às escutas da PNAB;
  • implemente medidas concretas para efetivar a autonomia do Conselho em relação à comunicação e a circulação de informações, abandonando a dependência da SECTEL;
  • apresente à SECTEL a demanda da sociedade civil pela melhoria dos canais de comunicação da secretaria para aperfeiçoar a interação e engajamento da sociedade de uma forma geral em torno dos direitos culturais e às manifestações artístico-culturais no município, exigindo um cronograma com metas claras para alcançar essa política de transparência;
  • solicite da SECTEL um cronograma de acompanhamento da aplicação/pagamento dos recursos da LPG e dos encaminhamentos da PNAB.
  • solicite da SECTEL a publicação do relatório e das devolutivas da Conferência de Cultura, estabelecendo um prazo que não ultrapasse o mês de maio.

É fundamental destacar que a Secretaria de Cultura tem papel dos mais relevantes na aplicação e desenho das políticas públicas no município e deve atuar dentro de suas prerrogativas, somando esforços com as outras instâncias do Sistema Municipal de Cultura, no entanto, ela precisa adotar práticas que contribuam para a promoção da autonomia e sustentabilidade dos outros órgãos do Sistema interdependentes do setor, favorecer e estimular a participação da sociedade civil, modernizar e democratizar seus canais de comunicação e interação, garantindo a equidade de oportunidades na aplicação dos recursos e nos processos decisórios. Entendemos também o papel estratégico do Conselho de Cultura e a organização da sociedade civil como produtora de discurso, desejos e possibilidades, expressão das demandas e interesses da sociedade civil, por isso, apostamos no diálogo e na necessidade de consensos possíveis dentro do que prevê a Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Que as reflexões e provocação desse extenso texto chamem a atenção para a complexidade do momento, e de que precisamos unir forças em torno da produção, fruição e reflexão da e para a cultura. Que os negacionismos e os fascismos não imperem em nosso meio. E que nenhum de nós consiga dormir tranquilamente sendo cúmplice da impunidade. Evoé!

Vitória da Conquista, 06 de maio de 2024, 23h57.

Biblioteca Comunitária Donaraça / Instituto Relicário

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Publicado originalmente em 11/05/2024, em Foro Literário Sertão da Ressaca.

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Nota do Editor: o texto acima foi publicado neste site para fins de preservação histórica das movimentações artísticas, especificamente musicais, existentes em nossa região (Fase 2 do Projeto), não representando, em qualquer nível, a opinião/posicionamento do Memória Musical do Sudoeste da Bahia. O espaço, reiteramos, é disponibilizado a todos, desde que guardando relação com o nosso objeto de pesquisa - a musicalidade da região sudoeste da Bahia.

Quando criança, o cantor Betão auxiliava sua avó, Maria Petronilha, a quebrar pedras e transformá-las em britas, que eram vendidas para empresas da construção civil. Com o material, foram erguidas casas que compõem o centro da cidade. 


Arquimedes Gonçalves Santos, mais conhecido como Betão, é um dos responsáveis pela construção do município de Vitória da Conquista. Suas mãos de criança arrancaram pedras da Serra do Periperi para que a sua avó, Dona Maria Petronilha, pudesse quebrá-las e transformá-las em britas. Recolhidos a partir da força de trabalho de mulheres negras, os pedregulhos eram vendidos para empresas da construção civil a “preço de banana”. Com o material, foram erguidas casas que compõem o centro da cidade. 

É por causa do papel fundamental na formação da terceira maior cidade da Bahia que o lugar de onde Betão vem merece respeito. Foi na Rua das Pedrinhas, no Beco de Vó Dôla, que ele cresceu rodeado pelas tradições e sabedorias dos seus ancestrais. O local é a principal referência geográfica da Comunidade de Vó Dôla, primeiro quilombo urbano de Vitória da Conquista. Mais do que um espaço físico, o território é símbolo de resistência e religiosidade, além de berço da arte e da cultura popular.

Foi no quilombo, na casa onde funciona o Terreiro de Xangô e a Biblioteca Comunitária Kilombeco, que Betão nos contou sobre as memórias da infância e o legado da matriarca da família, Vó Dôla (Maria Petronilha), falecida no ano de 2006. “Eu arrancava as pedras com um cavador. Ficava que nem tatu. Aí minha vó pegava uma peça de madeira, botava uma borracha ao redor, enchia de pedra e quebrava”, relembra. “Era para cada prefeito ter um olhar diferente para cá porque essa população trabalhou para ajudar na construção de Vitória da Conquista”, complementa.

A contribuição do quilombo urbano para o município não se limita à força física empenhada nos trabalhos manuais. A cultura conquistense fica mais rica com a arte que vem da Rua das Pedrinhas. Betão se dedica a levar a história do seu povo para onde quer que vá através da música. Trabalha como cantor e instrumentista. “Eu já cheguei em cidades para cantar e me apresentaram como alguém de Salvador. Aí eu digo: nada disso, sou de Vitória da Conquista e mais, do bairro Pedrinhas, Beco de Dôla. Ou fala de onde eu sou ou não toco”, destaca.

A fachada da casa onde viveu Vó Dôla, na rua que hoje leva seu nome. Foto: Afonso Ribas.

O racismo religioso

A música está no DNA dos descendentes de Vó Dôla. Assim como Betão, sua irmã Edineide, apelidada de Kota, é cantora. Ela coordena o Grupo Samba de Roda Negras do Beco de Vó Dôla. O terceiro irmão, Roque Antônio, é percussionista e responsável pela banda Marujada Mirim, composta por crianças e adolescentes da Rua das Pedrinhas. Os três são filhos de Dona Zita e seguem os sábios conselhos do marujo Seu Martim Parangolá, também chamado de Seu Martim Pescador, principal entidade do Terreiro de Xangô.

Foi Seu Martim quem sugeriu o nome do grupo que, atualmente, Arquimedes lidera. Após ouvir o conselho, ficou decidido que o quarteto se chamaria Betão e Banda. Com sua voz, ele percorre cidades em diferentes estados do país. Além da rotina de shows, atua no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) como educador social, cursa Educação Física no modelo de Ensino à Distância (EAD) e pratica capoeira.

Ao longo dos anos, seu nome passou a ser conhecido e respeitado na cidade. Mas apesar do sucesso, ele nunca esquece do lugar de onde veio e do racismo que o seu povo sempre teve que enfrentar. “Aqui é Rua das Pedrinhas, mas sabe por que alguns chamam de Cruzeiro? Por conta do preconceito. Quando as pessoas iam procurar trabalho, não podiam falar que moravam aqui porque a visão era que todo mundo era bandido, ladrão. Aí inventaram Travessa do Cruzeiro e outros nomes”, explica Betão.

O Terreiro de Xangô fica ao lado da casa onde vive Dona Zita, mãe de Betão, Roque e Kota. Foto: Afonso Ribas.

Para o músico, com o passar do tempo, o preconceito em relação à comunidade diminuiu, mas não acabou. Durante nossa conversa, sua irmã relatou que crianças do quilombo de Vó Dôla são vítimas de racismo e intolerância religiosa em instituições de ensino do município. As violências partem não apenas de alunos, mas também de professores. “Nós ainda passamos por esse tipo de coisa que machuca a gente”, afirma Kota.

Durante o exercício da sua profissão, Betão também vivencia o racismo religioso. Certa vez, quando foi ministrar uma aula de capoeira em um colégio da cidade, levou seu atabaque, instrumento de percussão tocado em rituais religiosos afrobrasileiros. Não deu outra. Ouviu comentários preconceituosos da diretora da instituição. “Eu disse: a senhora deveria se informar mais e voltar para a escola porque não tem conhecimento nenhum da cultura afro”, conta. Depois do ocorrido, ele não retornou ao espaço.

A situação ocorreu há mais de 20 anos. Se isso acontece hoje, a reação do músico seria muito diferente. “Eu não tinha conhecimento para ir atrás dos meus direitos. Mas nos dias atuais uma criança sabe. No CRAS, a gente sempre orienta os mais jovens sobre isso. Se alguém vier bater de frente, vamos colocar a pessoa no lugar dela e, se continuar, vamos levar para um processo judicial”, ressalta.

Memória e legado

Com Vó Dôla, Dona Zita, Kota e tantas outras mulheres da Rua das Pedrinhas, o cantor aprendeu a ter orgulho das suas origens e a defender os seus. Na comunidade, são as lideranças femininas que estão à frente da luta pelos direitos dos remanescentes de quilombos. Betão reconhece isso e reverencia aquelas que organizam as demandas do beco, a exemplo de sua prima Laiz Gonçalves, articuladora social e coordenadora da Biblioteca Comunitária Kilombeco, que atende crianças do território com reforço escolar e outras atividades.

Laiz e Kota na Rua das Pedrinhas, em frente à casa onde viveu Vó Dôla. Foto: Afonso Ribas.

Outro elemento essencial na sua trajetória é a religiosidade, especialmente representada pela figura do marujo Seu Martim Parangolá. Foi ele quem impulsionou o músico a criar sua própria banda, após experiências negativas como integrante de outros grupos. “Ele me disse que eu só estava trabalhando para enricar quem já era rico. Eu ouvi e passei a ser o meu próprio empresário”, conta.

Para Betão, nada teria acontecido na sua vida se não fosse pela família e os seus ancestrais. “Tenho muito o que agradecer a esse beco, aos conhecimentos deixados pelo marujo, por minha vó, por Mãe Fátima, que era mãe de Laiz e me criou. Tudo o que eu sou e faço, é pensando nos ensinamentos deles”, finaliza.

Foto de capa: Afonso Ribas.

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Publicado originalmente em 09/05/2024, em Conquista Repórter.

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Yeah, baby! Finalmente está aberto o período de inscrições para as bandas que farão história na tão esperada quarta edição do AGOSTO DE ROCK! Agora é preparar o seu material e preencher o formulário com calma, fornecendo todas as informações necessárias para que conheçamos o seu trabalho. Não esqueça de ler atentamente o regulamento (CLIQUE AQUI) antes de tudo.

👀 O período de inscrições vai de 10/05/2024 a 24/05/2024, às 23:59h. Não deixe para última hora. 


Para se inscrever, preencha o formulário abaixo, ou através DESTE LINK.



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Evandro Correia, em 30//04/2024, no La Pança (Vitória da Conquista), comemorando seu aniversário.

Foto por Lua Ife.


Evento acontece no próximo dia 11, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. A programação é gratuita e inclui apresentações de dança, poesia, teatro e música.


No dia 11 de maio, a 6ª edição do Sarau Somos Vozes irá celebrar a arte de Vitória da Conquista e região. Diversas expressões artísticas estarão no palco do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, a partir das 19h. Com entrada gratuita, o evento contará com apresentações de dança, poesia, teatro e música. Desde 2019, a inciativa busca preservar e valorizar a cultura local, oferecendo espaços para os artistas da terra. Segundo o cantor Lucas Gerbazi, um dos fundadores do projeto, a ação é uma celebração da diversidade. “É sobre inclusão, sobre dar voz e visibilidade a todos que têm algo a dizer através da arte”, explica.
Neste ano, as atrações incluem o grupo Marujada Mirim, com a percussão feita de materiais reciclados pelas crianças do quilombo de Vó Dôla, e o Samba de Criola, que apresentará ao público cantigas das tradições religiosas de matriz africana do sertão. O evento também terá performances da dançarina Andressa Oliveira, da poetisa Gisberta Kali, e do ator Rafael Brandão, integrante do Coletivo Poc, grupo de teatro local que promove atividades para dar visibilidade às vivências de pessoas LGBTQIAP+.
O show Somos Vozes será o espetáculo principal do sarau. Com um repertório que celebra nomes da música de Vitória da Conquista e região, se apresentarão Géssica Maria, Teu Soares, Lucas Gerbazi, Douglas Campos Filipe Moreno, Emílio Baze e David Prates. O público também poderá apreciar uma exposição de desenhos feitos por crianças e adolescentes do quilombo urbano de Vó Dôla. As produções são resultado de uma oficina realizada na comunidade, sob a supervisão da artista visual Thassila Marina.
O projeto Sarau Somos Vozes foi contemplado nos editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla.

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Publicado originalmente em 02/05/2024, em Conquista Repórter.

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🌹 *Concertos de Homenagem Dia das Mães: Uma Homenagem Musical da Orquestra Escola Joias do Sertão*

Apresentando os grupos Quarteto de Cordas, Câmerata de cordas, Orquestra e Coro.


🎻 Com uma atmosfera de harmonia e gratidão, este evento promete ser uma experiência única para todas as mães e familiares.

🤝 O concerto será *_gratuito,_* com contribuição espontânea de 1kl de alimento não perecível e cobertores para o estado do Rio Grande do Sul.

🕖 *Data e Horário:* 10 de maio às 19h.
📌 *Local:* Salão da Casa Memorial Dr. Régis Pacheco, Centro de Vitória da Conquista - BA 

🌹Todos são bem-vindos para participar e desfrutar de uma noite memorável em honra às mães.

*Realização:*
Orquestra Escola Joias do Sertão 

*Apoio:*
Conservatório de Música de Vitória da Conquista (prof. Vanilda Freitas);
Academia de Música Escola e Studio;
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social;
Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista.



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