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Berço de Glauber Rocha, Elomar, Xangai e Ricardo Castro, Conquista também abrigou a família Gil

Único brasileiro que já ganhou o Prêmio de Melhor Diretor do prestigioso festival de Cannes, na França, Glauber Rocha nasceu em Vitória da Conquista, em 14 de março de 1939. Muita coisa mudou, até o nome da rua, que era das Várzeas e agora se chama 2 de julho. Mas a casa construída pelo seu avô materno, Antônio Vicente Andrade, em 1938 continua lá. As iniciais A.V.A, que podem ser vistas no alto da fachada do imóvel, são dele. Décadas depois, Ava foi o nome dado por Glauber à filha que teve com a também cineasta Paula Gaitán.

Casa de Glauber Rocha – Foto: Renato Santana

A Prefeitura planeja transformar a casa em museu. “Temos mantido contato com a família. Uma das coisas que vamos fazer é tombar o imóvel, além de cumprir acordo financeiro com os proprietários”, revela Tina Rocha a secretária municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer.

Um dos criadores do Programa Janela Indiscreta, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), o professor Esmon Primo, conta que a mãe de Glauber, Lúcia Rocha, que morreu em 2013, era entusiasta da iniciativa. “Ela foi peça fundamental na reaproximação com a cidade. Desde 1996, ela passou a vir com frequência e disponibilizou cópias do acervo”, conta ele.

Casa de Glauber Rocha – Foto: Renato Santana

A casa
São 15 cômodos e uma área de cerca de 1 mil metros quadrados. O expoente do Cinema Novo nasceu em um pequeno quarto do lado direito da residência, que tem uma porta de acesso para garagem. Após divisões de herança, o imóvel passou a pertencer ao seu tio Hermes Mendes de Andrade, irmão de Lúcia Rocha, que viveu até os 105 anos e foi o último morador da residência, onde morreu, naturalmente, há 4 anos.

“O parto de Glauber Rocha foi aqui no quarto mesmo, com ajuda de uma parteira e um médico da família”, contou a prima do cineasta, Elizermes Andrade Mendes, de 77 anos, atual dona do imóvel. Em sua casa, que fica ao lado do imóvel, ela exibe na parede da sala um pôster do filme A Idade da Terra, presente da tia Lúcia Rocha, a quem ela considerava uma segunda mãe.

Casa de Glauber Rocha – Dona Elizermes – Foto: Renato Santana

A casa, de estilo predominantemente Art Deco, mantém traços originais. Internamente, as paredes de cor verde construídas com adobe – tijolos de terra crua, água e palha -, o chão de madeira, as portas de madeira, os lustres e retratos dos bisavôs de Glauber resistem ao tempo.

Do lado de fora, os pés de banana, jabuticaba, limão e goiaba indicam o quão arborizado e frutífero era o jardim da família Andrade. “Tínhamos até rosas. Você chegava em casa e já sentia o aroma” relembrou, com saudade, Janete Andrade, 58, filha de Elizermes e prima de segundo grau do cineasta.

Em 1947, aos 8 anos, juntamente com seus pais e suas irmãs, ele se mudou para Salvador e retornou a Conquista raras vezes, sempre em passagens rápidas. Uma delas foi quando ele gravou cenas do seu primeiro filme a cores, O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro. A caminho do município baiano de Milagres, onde o longa foi rodado, o cineasta pernoitou na casa de familiares na sua terra natal.

Casa de Glauber Rocha – Foto: Renato Santana

Presente

Censurado pela ditadura militar, Glauber, que já havia sido preso por 23 dias por estar em um protesto durante uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), em 1965, partiu para exílio em Portugal, em 1971, de onde nunca voltou definitivamente. Morreu aos 42 anos, em 1991, vítima de um choque bacteriano.

Mesmo tendo vivido pouco em Conquista, Glauber influencia e é lembrado na cidade. Em 2009, 28 anos depois de sua morte, foi criado o Curso de Cinema e Audiovisual no campus de Vitória da Conquista da UESB. Eventos de cinema, como a Mostra Cinema Conquista, também mostram a influência dele na cidade. O cineasta ainda deu nome ao Centro Cultural municipal, que abriga uma escola de música, além do novo aeroporto, que tem previsão de ser inaugurado este ano, quando o cineasta completaria 80 anos.

Em março, mês de nascimento dele, a Prefeitura realizará a Mostra Glauber Rocha, com filmes, palestras e apresentações musicais em um local que ainda será divulgado. A sétima edição da Semana Glauber, que é realizada pela UESB a cada dois anos, contará com exibições de longas e curtas metragens e debates no Teatro Glauber Rocha.


Casa de Glauber Rocha – Moveis que estavam na casa – Foto: Renato Santana

Música

A terceira maior cidade da Bahia também tem grandes artistas da música. Elomar Figueira Mello, ou simplesmente Elomar, se formou em arquitetura, mas foi como cantor e compositor que ficou conhecido. Ele já gravou 16 álbuns, dois deles, Cantoria 1 e 2, são frutos de apresentações no Teatro Castro Alves, em Salvador, em 1984, nas quais Elomar dividiu canções com Geraldo Azevedo e Vital Farias.

Estrada de acesso a Fazenda Casa dos Carneiros – Divulgação

Em dezembro do ano passado, quem esteve em Conquista teve a oportunidade de assistir uma apresentação Elomar. O concerto Muntano o Modengo foi realizado ao lado do filho João Omar, que é maestro e compositor e acompanha o pai desde os nove anos. O cantor não dá entrevistas há 30 anos. Segundo sua produção, que falou com o CORREIO por telefone, o cantor mora, atualmente, na Fazenda Casa dos Carneiros, a 20 quilômetros do centro da cidade, onde ele tem construído a Associação Cultural Casa dos Carneiros, que pretende reunir suas obras.

Elomar – divulgação

Elomar, inclusive, influencia musicalmente outro conquistense famoso na música, o cantor Xangai, que nasceu na zona rural de Itapebi, mas foi registrado em Vitória da Conquista. “Somos da mesma família, mas, independentemente de parentesco, a minha relação com Elomar é por conta da música. Ele é uma referência em toda área”, conta Xangai. Em março, o cantor se apresentará na sua cidade no dia 19.

Xangai – Foto: Veronica Manevy – Divulgação

Com 10 álbuns gravados, Xangai voltou a viver em Conquista há dois anos, depois de ter vivido na capital baiana, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. “Todo lugar tem música, porém Conquista é um lugar que é referência cultural, pois é onde se conhece muitas pessoas ligadas a arte, como na literatura e na música”, declara.

O músico Ricardo Castro, fundador do Neojiba NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), também é conquistense. Nascido em 1964, sua família se mudou para Salvador quando ele tinha nove meses. Aos cinco anos ingressou na Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia. Estudou fora do país e ganhou prêmios internacionais, como o Honorary Membership da Royal Philharmonic Society (2013), que nunca antes havia sido dado a um brasileiro.

Ricardo Castro – Foto: Evandro Veiga – Arquivo Correio

Família Gil
“Um homem de bem e de sorriso aberto, que gostava de fazer amizade”. É assim o sociólogo e escritor Durval Menezes lembra do médico José Gil Moreira, pai do cantor Gilberto Gil. A família Gil chegou em Conquista em 1958, porém o artista não morou na cidade. Ficou, na época, em Salvador para concluir os estudos.

O pai de Gil foi para o sudoeste baiano trabalhar no Departamento de Endemias Rurais, que depois se fundiu a Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (SUCAM), que hoje integra Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Além disso, ele atendia como clinico geral e dermatologista em um consultório na Praça da República. Atualmente, o espaço abriga um escritório de advocacia.

O patriarca se candidatou a vereador nas eleições de 1962. Se elegeu e tomou posse no ano seguinte. Além de médico e político, o pai de Gil ainda foi professor. Ele morou em uma casa que ficava na esquina entre a rua Siqueira Campos e a avenida Jonas Hortelio. Atualmente, um bar funciona no imóvel, que fica na Praça Orlando Leite, em homenagem a um amigo do velho Gil da política. Porém, local é popularmente chamado de Praça do Gil.

Não foram muitas as vezes que Gilberto Gil foi em Vitória da Conquista, porém o cantor tem boas lembranças de lá. Em 2014, durante apresentação no Festival de Inverno Bahia, ele falou da sua relação com a cidade. “Que prazer voltar a essa terra que é quase a minha terra, também é a minha terra. Saudade é assim, às vezes bate quando a gente chega, não quando a gente sai. Muitas lembranças, muitas coisas. Um prazer enorme”, disse.

 Praca do Gil – Foto: Renato Santana

Dr. José Gil Moreira, pai de Gilberto Gil cercado por amigos – Foto: Renato Santana

 Praca do Gil – a casa em que o Dr. José Gil Moreira, pai de Gil morou – Foto: Renato Santana


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Publicado originalmente em fevereiro de 2019, em Destinos - Correio 24 Horas.
Seresta, festa top e muito barzinho com música ao vivo: do happy hour à madrugada, o negócio é animado

Não tem frio que abale a noite conquistense. E olhe que estamos falando de uma cidade na qual, em pleno Verão, os termômetros descem a uma média de 18ºC, de acordo com o Climatempo. Basta um passeio pela Av. Olívia Flores – apelidada por alguns conquistenses de Orlívia -, no Candeias, para ver bares e baladas cheias, com opções para todos os gostos musicais: tem sertanejo, axé, pop, rock, arrocha, MPB…

No Café Society (Av. João Abuchidid, 276, Candeias), bar que fica numa casa marrom com toldos verdes, o cantor soteropolitano Peu Tanajura, que aos 39 anos trocou Salvador por Conquista, faz uma apresentação improvisada, com sucessos da axé music, como Raiz de Todo Bem, de Saulo. Saiu do minúsculo palco todo suado, como se estivesse em um trio elétrico, mas a sensação dele foi outra. “Me sinto na Europa”, diz ele, que em 2017 morou em Frankfurt, na Alemanha. O local, de fato, se assemelha a um pub. Inclusive, todo dia 17 de março, há nove anos, o bar comemora o Saint Patrick Day, evento tradicional da Irlanda, regado a muito chope.

O bar, que completa 10 anos em 2019, é todo decorado com quadros e fotos de estrelas do jazz, blues, rock, folk, indie e soul, como Duke Wellington, Cesária Évora, Henri Salvador, Elvis e Beatles. Em termos visuais, de acordo com o dono, Otávio Santos, é um mutante. “Eu já pintei isso aqui uma dezena de vezes, mudei palco de lugar, quadros, comprei outros, enfim. Estou sempre mudando”, afirma o percussionista de 47 anos, que também é de Salvador. Ele conta que buscou inspirações para a decoração do tempo em que viveu na Europa (Alemanha, Itália, França…) e na África (Angola e Cabo Verde).
“Eu vim pra cá pensando em abrir somente uma cafeteria, mas resolvi abrir um bar e estou aqui até hoje, sempre com boa frequência de clientes”, disse Otávio, cujo espaço tem capacidade para 60 pessoas sentadas e abre o palco para talentos em ascensão, como o cantor – também soteropolitano – Tales Dourado, 28, de voz rouca estilo Eddie Vedder, vocalista da Pearl Jam. “Já toquei em alguns lugares e pediram para eu parar. Mas acho que foi o local, queriam que eu tocasse sertanejo”, lembra Dourado, aos risos.

 Café Society

Além de cafés especiais, como o irish coffee (R$ 14), bebida irlandesa à base de café, uísque e chantili, a casa oferece cervejas artesanais nacionais e importadas, como a Inphame White IPA e a Inphame IPA (500 ml, R$ 25).
Point de casais, o local também tem opções para jantar. Naturais de Salvador, o casal Darlam Duarte, 27, e Ediana Barreto, 30, moram Vitória da Conquista há dois anos, desde que foram chamados para trabalhar no serviço público. Por influência de Ediana, escolheram um apartamento vizinho ao Café. “Eu já tinha vindo aqui antes e uma amiga me trouxe, gostei muito. É o nosso lugar preferido por conta do visual e das comidas”, pontua Ediana.

Outras opções
Se você quer continuar numa vibe meio alternativa, basta cruzar a Olívia e se dirigir à casa de número 83 da Av. Alziro Prates. No Jack tem rock, reggae e, de vez em quando, até axé das antigas. O dono diz ter se inspirado no Café Society. “Ví que o Café era bom e quis fazer algo que pudesse ser, em alguns aspectos, uma ampliação de lá. Mas busquei fazer um projeto original, com arquitetura moderna e espaço amplo”, explica Neviton Pereira, 38, sócio do bar, cujo investimento foi de R$ 1,5 milhão.
No cardápio, 20 opções de vinhos (entre R$ 38 e R$ 250) e 30 drinques (a partir de R$ 9,90). O que mais faz sucesso de acordo com Neviton, que prefere não falar em números, é o Jack Blue, cuja fórmula ele prefere manter em segredo, mas dá para perceber que tem morango e Bacardi. Vem num copo de vidro em forma de caveira (400 ml). Mas a bebida que mais sai mesmo é o chope (R$ 7,90 a caneca de 350 ml): são mais de 5 mil litros por semana.

O bar tem capacidade para 300 pessoas e o grande dia do agito é o sábado. Tem fila para sentar e a própria circulação fica mais complicada. Na sexta-feira é mais tranquilo. “Por isso, eu prefiro sempre vir na sexta, adoro aqui”, diz a Rosa Goes, 46, enquanto toma uma caipiroska na área externa do bar.
Ainda lá perto, há opções como o Boteco Carioca, o Camarote e o Aquários, onde o som bomba de sertanejo e axé music. Acontece que não é só no bairro Candeias que a noite esquenta.

Jack – drinque Jack Blue – Foto: Renato Santana


 Jack – Foto: Renato Santana

Do outro lado
Atrás do Shopping Conquista Sul, no bairro Morada dos Pássaros I, Fome Stop (Rua F, 125) nasceu focado no almoço e lanches do público de um edifício empresarial das redondezas, mas acabou sendo direcionado ao happy hour e à noite. “Hoje, cerca de 60% do meu público, em torno de mil pessoas por fim de semana, se concentra nessa faixa de horário”, estima Fábio Luís Dias, 44, dono do bar e restaurante.

O menu de petiscos tem opções como a Costela do Carlinhos (costela bovina com molho especial, farofa de banana e vinagrete), que serve duas pessoas e custa R$ 45. Entre as bebidas, destaque para os drinques Coco Azul do Céu (creme de leite, coco ralado, polpa de cacau, Curaçao Blue e gin – 250 ml por R$ 18,80) e Dia de Arco-Íris (néctar de pêssego, laranja, vermute, vodca, Curaçao e menta – 300 ml por R$ 20). O lugar conta, ainda, com cervejas artesanais, algumas delas produzidas em Vitória da Conquista, como a Inphame Weizen (weiz) e a Inphame fome in 2bro (IPA), cujas garrafas de 500 ml custam R$ 25).

Para embalar os beliscos, música ao vivo: pop, rock clássico, reggae e MPB. Mas com comedimento no volume, que é para não atrapalhar o bate-papo de ninguém. “É ideal para quem gosta de sentar em um bar e conversar, ao som de uma boa música. Em outros locais que já fui nem sempre isso é possível, porque eles aumentam muito o som, temos de ficar gritando”, pondera a corretora de imóveis Milane Dutra, 47, que estava na mesa com dois amigos.



 Fome Stop – Fotos: Renato Santana

Mete dança
Como ninguém é cinderela para voltar para casa à meia noite, vamos às boates e casas de shows. É por volta desse horário que o negócio começa a pegar fogo no Gimba Jardim (Av. Iolando Fonseca, 10, bairro Jurema). Lá não tem finger food de chef renomado nem drinque sofisticado, mas a seresta, o arrocha e o forró não param, assim como a pista de dança. No menu tem latão de Skol por R$ 6 e tira-gostos como isca de frango (R$ 19) e carne do sol (R$ 24).

“É um local democrático: vem gente de vários bairros, de diversas classes sociais. Ninguém se importa com o que o outro está vestindo, acho isso o máximo. A pessoa pode vir pra cá e se divertir da forma que quiser, desde que haja respeito”, comenta o empresário Cristiano Ferraz, 45, dono do Gimba, que existe há 31 anos e não fecha as portas antes das 4h da manhã.

Por lá já passaram nomes como Marlus Viana (ex-Calcinha Preta), Wéslei dos Teclados, Asas Livres e Forró Saborear. “Só não trago banda maior porque cabem cerca de 700 pessoas no espaço, não posso ser irresponsável de entupir isso aqui de”, afirma Cristiano. A entrada custa, geralmente, R$ 20.
“Aqui é o meu lugar. Só aqui consigo ser realmente quem gosto de ser. Danço, me solto, curto à vontade… Em outros locais isso é muito difícil de ocorrer”, comenta policial militar Viviane Peixoto, 26.


 Gimba Jardim – Foto: Renato Santana

Topzera
A casa de shows Apache (R. Líbano, 176-396, Felícia), decorada em estilo rústico que se assemelha a estruturas de barracas de praia, recebe os eventos mais moderninhos. Na casa cabem cerca de 300 pessoas, de acordo com um dos donos da Apache, Vinícius Boto, 37.

“Trouxemos essa proposta para cá e raramente ficamos um final de semana parados”, conta ele. Para saber o que vai rolar, basta se ligar no perfil no Instagram (@apachemusicclub) e na página no Facebook (/apachemusicclub). Os ingressos costumam custar entre R$ 15 e R$ 20. No último fim de semana foi a vez do Baile do Cacique, que foi antecedido por festas como CarnaMed, Summer Premium, Studio ao vivo e Esquenta Ticomia.


Apache – Foto: Renato Santana

Festival
O Festival de Inverno Bahia (FIB), realizado pela iContent, empresa de entretenimento da Rede Bahia, é, hoje, o maior evento em quantidade de público da cidade. Cerca de 60 mil pessoas passaram pela última edição, em 2018.

Em agosto deste ano, o evento comemora 15 anos tendo no histórico mais de 5 mil artistas e bandas locais e nacionais e até transmissão ao vivo pelo canal Multishow. Já passaram pelos palcos do FIB nomes como Ivete Sangalo, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Anitta e Djavan.

“A cada ano aumenta o número de turistas de outros estados e de várias cidades da Bahia, que lotam os hotéis, bares e restaurantes. O FIB gera emprego e renda para cidade, proporciona entretenimento de qualidade e agrada a todos que nos visitam”, enumera Estácio Gonzaga, gerente executivo da Icontent.
O FIB é realizado no Parque de Exposições Teopompo de Almeida, de 165 mil m², são dois camarotes (VIP e Open Prime), três palcos com nomes de peso da música nacional, talentos locais e regionais, restaurantes, bares e food trucks. Ainda não há atrações confirmadas para 2019.

Festival de Inverno

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Publicado originalmente em 2019, em Destinos - Correio 24 Horas.

Na manhã desta quinta-feira, 31, membros do Governo Municipal se reuniram com conselheiros da Associação Cultural Casa dos Carneiros. O objetivo do encontro foi discutir o projeto da associação, que visa abrigar e disseminar a obra do cantor e compositor Elomar Figueira Melo. Com isso, foram discutidas possibilidades de parceria com a Prefeitura Municipal para projetos que devem ser concretizados até o fim deste ano.

A pauta da discussão girou em torno de dois aspectos principais. Um deles é a continuidade do arquivo sobre o artista, patrocinado pelo Itaú Cultural e que já está sendo concluído para ser disponibilizado para pesquisa. Além disso, o encontro também teve o propósito de analisar as possibilidades em torno da homenagem aos 80 anos de Elomar, comemorados no dia 21 de dezembro. “E não só a homenagem ao seu aniversário, mas esse envolvimento com a obra de Elomar, que é de Conquista, mas é do Brasil”, afirma a produtora Rossane Nascimento.

Para isso, segundo ela, é fundamental promover a aproximação com o poder público e, assim, envolver toda a cidade. “A gente quer na verdade se apresentar, para um envolvimento contínuo, em se tratando de um projeto que prevê a disseminação da nossa arte, a perpetuação das nossas raízes, que tenha uma afinidade com a atual gestão”, completa.

O chefe do Gabinete Civil, Marcos Ferreira, conta que a Prefeitura está se envolvendo em toda a programação cultural pensada pela Casa dos Carneiros para este ano. “Sobretudo os 80 anos do menestrel, Elomar. Por isso, esta reunião aqui com os secretários e os conselheiros é para que a gente saiba como colaborar, como vamos participar, de que maneira a gente vai também propagar Vitória da Conquista como a terra de Elomar”, destaca.

Também estiveram presentes no encontro o secretário de Educação, Marcelo Melo; a secretária de Cultura, Tina Rocha; e os conselheiros Helder Mendes e Onildo Oliveira.

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Publicado originalmente em 31/08/2017, em Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista.
As bandas se uniram em uma espécie de Jam Session, apresentando um formato diferente dos seus trabalhos autorais

Dost Iracema, Krassault, Renegnista e Ladrões de Jornal. Essas foram as atrações do último sábado (21) no bar Ice Drinks e não, os nomes não estão incorretos. Se tratam das fusões entre Dost e Dona Iracema, Kathera e Assault, Renegados e Siginista e Ladrões de Vinil e Cama de Jornal.

Krassault / Foto: Natália Silva

O evento marcou o lançamento da segunda edição do DVD A Conquista Do Rock. As bandas citadas participaram da gravação, que aconteceu no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima em outubro de 2015.

Dost e Dona Iracema/ Foto: Natália Silva

Assim, para comemorar, as bandas se uniram em uma espécie de Jam Session, apresentando um formato diferente dos seus trabalhos autorais.  Inclusive, a Dost e a Dona Iracema se entrosaram tanto que compuseram uma música em parceria para ser apresentada no sábado.”Foi a coisa mais divertida que já fiz no palco”, disse Lucas Sampaio, vocalista da Dost.

Veja mais fotos (Por Natália Silva)








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Publicado originalmente em 21/03/2016, em Revista Gambiarra.
Já estão previstos dois grandes eventos: o Oktober Rock e A Conquista do Rock


Depois de dois anos, o público conquistense pôde voltar a frequentar a concha acústica do Centro de Cultura. O espaço foi reinaugurado com o Festival Regional Estudantil: Educar para Transformar na última sexta-feira (02) e deste domingo (03) a próxima sexta (09) estará sediando a Mostra Cinema Conquista.

Apesar de no primeiro evento, a banda de hardcore sertanejo Dona Iracema ter dado uma esquentada no clima matinê do festival estudantil e gerado alguns focos de rodinha punk, ainda não foi possível ver a Concha lotada de roqueiros, como era tradição. Mas o jejum promete ser quebrado por dois festivais , um no final de outubro (31) e o outro no início de novembro (08).


O primeiro é o A Conquista do Rock, que comemora 10 anos da sua primeira realização e gravará um DVD com os shows das bandas Ladrões de Vinil, Banda Dost, HeatSeeker HS, Banda Signista, Banda Assalt, Banda Krathera, Banda Renegados e Dona Iracema. O segundo será o Oktober Rock, que até então confirmou a banda On The Rocks e Dona Iracema.

Ainda que não seja na Concha, não podemos deixar de citar a sétima edição do festival Autonomia é O Caminho. Esse acontece no bar Cana Café neste sábado (10) e vai contar com as bandas Penúria Zero (DF), Nem Tosco Todo E As Crianças Sem Futuro, Plebeus Repugnantes (Poções), Dona Iracema e Escravos da Merenda.

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Publicado originalmente em 06/10/2015, em Revista Gambiarra.
Há oito dias, músicos relembraram antigas canções e reafirmaram a memória do colega, falecido em 2010


É difícil reunir tantos talentos ao mesmo tempo num único palco. Mas a Prefeitura conseguiu tal façanha na manhã do último domingo, 17, em meio à primeira edição de 2015 do projeto Domingo por Encantos, que embalou a entrega oficial da Praça Dão Barros à comunidade do Ibirapuera e de outros bairros do entorno.

O time era de primeira categoria: Evandro Correia, Dorinho Chaves, Papalo Monteiro, Geslaney Brito e Iara Assessú, Manno di Sousa, Cláudia Rizzo, Élder Oliveira, Onildo Barbosa, Paulo Pires, Gil Barros. E, além da qualidade do elenco, destacava-se seu entrosamento. A uni-los, havia a disposição para homenagear o músico, artista plástico e luthier Dão Barros, morto em 2010, aos 54 anos, que agora dá nome à praça revitalizada pela Prefeitura.

A união dos artistas permitiu que a comunidade presenciasse – e relembrasse – um desfilar de baiões, toadas e outras canções brejeiras, autorais, que marcaram o momento de efervescência cultural vivido em Vitória da Conquista nos anos 80. Essas músicas foram defendidas por seus autores em diversos festivais de música, não somente em Vitória da Conquista, mas em outras cidades do interior baiano e de outros estados do Brasil.

Praticamente todos os artistas envolvidos na homenagem chegaram a se apresentar nesses festivais durante os anos 80. Papalo Monteiro, por exemplo, recorda que já “correu muito trecho” por aí ao lado de Dão Barros. Apresentaram-se em Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná, apenas para citar alguns estados. “Eu não poderia deixar de homenageá-lo de jeito nenhum”, disse Papalo, que hoje dá aulas de violão clássico e viola caipira no Conservatório de Música de Vitória da Conquista.

‘Comunhão’ – “Os artistas sempre se sensibilizam quando há uma homenagem a alguém da mesma área”, disse Gil Barros, irmão mais novo do homenageado. Gil, que se disse “gratificado” com a homenagem, é o último remanescente do Grupo Barros, do qual fez parte ao lado de Dão e de outro irmão, Carlos, falecido em 1989. O trio se tornou conhecido nos anos 80 e 90 por produzir um repertório com influências da música andina, a partir de instrumentos artesanais que os próprios irmãos Barros fabricavam.

Uma dessas canções, “Saudade”, foi cantada no domingo por Geslaney Brito e Iara Assessú. Geslaney, que é professor de violão Clássico no Conservatório de Música, creditou o sucesso da homenagem coletiva ao fato de que “o princípio da arte é a comunhão”. E, embora o foco ali fosse a entrega da praça revitalizada e a lembrança de seu novo patrono, o músico afirmou que o momento deixou evidente uma constatação: “As pessoas perceberam que a produção artística de Vitória da Conquista continua em alta”.

‘Celebração’ – Dessa forma, relembrando antigas canções e reafirmando a memória de Dão Barros – agora reforçada por meio da praça que leva seu nome –, os artistas convidados pela Prefeitura e pela família Barros celebraram algo que, como bem lembrou Geslaney, a cidade não perdeu. “O Governo Municipal homenageou um grande artista da cidade: luthier, músico e poeta. Nada melhor do que uma celebração dos próprios artistas, tecendo essa cantoria para celebrar o amigo artista ausente e matar a saudade”, observou o secretário municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Nagib Barroso – ele próprio um dos artistas participantes da efervescência musical relembrada no domingo.


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Publicado originalmente em 24/05/2015, em Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista.

Na próxima sexta-feira, 10, tem estreia na TV Uesb. O programa “Imagem Casa Som” entra na programação com a exibição de documentários musicais produzidos pelos estudantes do curso de Cinema e Audiovisual da Uesb. Serão oito episódios de 13 minutos, exibidos às sextas-feiras, às 19 horas, com reprises aos sábados, às 15 horas, pelo canal 4.1 e também disponibilizados no 
canal da emissora no YouTube.

A temporada do ano de 2022 foi produzida na disciplina “Documentário no Brasil”, que tem como objetivo apresentar a trajetória histórica e a estética do documentário brasileiro. A cada episódio, um artista da região sudoeste da Bahia será apresentado aos telespectadores. Assista aqui o trailer de divulgação.

Com as produções, os estudantes tiveram a oportunidade de transformar os estudos em material audiovisual. Os episódios são uma reunião de referências audiovisuais estudadas ao longo de um semestre, somadas ao olhar para a cultura regional.

Para mais informações sobre o programa, entre em contato com a TV Uesb, pelo e-mail: jornalismotv@uesb.edu.br.


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Publicado originalmente em 07/06/2022, em Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

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