Homenagem a ANDRE PAULO BARROS CAIRO
(Cantor, compositor, poeta, escritor, guitarrista, ambientalista, astrônomo, ufólogo, palestrante, ativista social)
Nasceu em Vitória da Conquista, no dia 15 de janeiro. Filho de Lourival Cairo e Stelita Barros Cairo (popularmente conhecida por D. Zinha).
Ao sete anos de idade sofreu um traumatismo encéfalo-craniano, levou dezenove pontos na cabeça, quatro dias em coma profundo e trinta dias de repouso, mente confusa, desconhecendo a família, visões perturbadoras com os olhos abertos ou fechados, visualizando o Alfa-Romeu chocando-se com sua cabeça, quando ele estava sentado num banco do Jardim das Borboletas, em frente à Catedral de Nossa Senhora das Vitórias, em Vitória da Conquista, lembranças após recobrar a consciência, foi com seus pais ao local do acidente e recorda que nesse dia, ao voltar para casa, um jipe de capota de aço, com uma corneta auto falante no teto ressoava a voz de Ubaldino Macário da 1ª. Igreja Batista dizendo: Onde você passará a eternidade? O ano 2000 não tardará, nem passará.
André Cairo sempre se interessou pela boa música, sendo fã dos Beatles e na sua adolescência criou o primeiro conjunto musical de Conquista, chamado “Os Terríveis” na Jovem Guarda, em benefício da excursão dos colegas do Ginásio Batista Conquistense, onde estudava. Depois, criou o Conjunto “Os Trepidantes”. Tem mais de 300 músicas de sua autoria.
Em 1990, André musicou a peça teatral infantil (musical) "Fantasia Serrana", de Heleusa Figueira Câmara, que foi dirigida por Gildásio Leite e promovida pelo Conservatório de Música de Vitória da Conquista.
Sempre esteve defendendo diversos temas, como: meio ambiente, saúde, educação, segurança pública, trânsito, combate ao HIV, preconceito, crianças com necessidades especiais e em 1989 fundou o Movimento Contra a Morte Prematura (MCMP), que é conhecido como o “movimento de um homem só”. André integra sozinho a entidade de reconhecimento nacional.
O MCMP já conseguiu muitas conquistas para a cidade, como por exemplo: Estação de Tratamento de Esgoto, Semáforos, Redutores, Tombamentos Ecológicos, Monumento ao Índio, Rampas, Vídeo Monitor, Guarda Municipal, lutou muito para que fosse feito um Aeroporto novo, etc.
Ele criou 91 personagens e se caracteriza para ir às ruas fazer as reivindicações que acha relevantes para Vitória da Conquista.
Segundo o grande professor e escritor Durval Lemos Menezes, “pelos serviços a Vitória da Conquista, que um cidadão bem intencionado e queira servir a sua cidade, o seu estado e o seu país, não é necessário ter mandato, basta ter a boa vontade, capacidade e competência para que possa sugerir, cobrar, reivindicar das autoridades competentes aquilo que a comunidade tanto precisa. Se muitos políticos de mandato não fazem, André com certeza vem fazendo”.
O Monumento ao Índio, localizado na praça Caixeiros Viajantes em Vitória da Conquista, foi inaugurado no dia 05 de junho de 2000 e traz um elemento típico do cotidiano indígena a “flecha”, o objetivo é lembrar a riqueza histórica, cultural e humana dos índios que habitaram a região de nossa cidade. A construção do monumento foi pensada pelo Movimento Contra a Morte Prematura, pelo trabalho incansável de André Cairo e a idealização e assinatura do artista plástico Edmilson Santana.
Em 2013, o MCMP foi homenageado em Sessão Especial da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, sendo muito aplaudido e o seu trabalho foi evidenciado principalmente, em sua preocupação com a preservação da vida das pessoas.
Em 2015, na Mostra de Cinema da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB, realizada no período de 04 a 09 de outubro, foi exibido o documentário “A Rosa Púrpura” sobre o fundador e único membro do Movimento Contra a Morte Prematura, André Cairo. O filme foi feito pelo professor Glauber Lacerda, do Curso de Cinema/UESB, que narra as lutas e as conquistas do MCMP.
Esteve no Programa de Jô Soares, na Globo News, deu entrevista para a Revista Veja e o Jornal A Tarde. O seu trabalho é apoiado pela Imprensa falada e escrita desde 1989.
André Paulo Barros Cairo faz parte dos 181 anos da cidade de Vitória da Conquista.
O Memorial HFC sente-se honrado em homenagear esse homem de múltiplos talentos e reconhece o seu relevante trabalho pela comunidade conquistense e enaltece a sua participação em vários eventos promovidos pelo Comitê Proler/UESB, sob a coordenação da Grande Mestra Heleusa Figueira Câmara.
Por Ebeilde Araujo Pedreira Goulart
Fonte:
- Blog do Anderson – 30 de janeiro de 2013 e 08 de agosto de 2013.
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Publicado originalmente em 21/12/2021, em Facebook.


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