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Cama de Jornal: clipping

Foto: divulgação

"Sem muita enrolação, uma troca rápida nos vocais e era a vez de Nem, vocalista da banda Punk Cama de Jornal, da distante Vitória da Conquista na Bahia. Ele veio até São Paulo por conta própria, especialmente para a homenagem e manda bem, cantando de forma emocionada a música Quanto Vale a Liberdade?"

(Resenha no site Rockonstage.org, sobre o show Tributo ao Redson no Hangar 110, em São Paulo-SP )

"Nova troca rápida e a voz da vez é a de Nem, vocalista da banda punk Cama de Jornal, de Vitória da Conquista – BA, vindo até São Paulo especialmente para a homenagem, mandando “Quanto Vale a Liberdade?” de forma emocionada, como foi praxe nessa noite."

(Resenha no site Portal Rock Press, sobre o show Tributo ao Redson no Hangar 110, em São Paulo-SP )

 
"A próxima música foi “Quanto Vale a Liberdade”, cantada por Nem (Cama de Jornal ), que veio de Vitória da Conquista, Bahia, depois de 24h de viagem de ônibus, só para participar da homenagem. O baixo ficou com Val, e a guitarra com Helinho."

(Resenha no blog Causador de Discórdia, sobre o show Tributo ao Redson no Hangar 110, em São Paulo-SP )

 
"Mais um convidado no palco, dessa vez vindo de longe. Após enfrentar 24h de ônibus vindo da Bahia especialmente para este momento, é a vez de Nem (Cama de Jornal) prestar sua homenagem cantando “Quanto Vale a Liberdade” (Caos Mental Geral – 1998)."

(Resenha no site Punknet, sobre o show Tributo ao Redson no Hangar 110, em São Paulo-SP )

"Mas a noite tinha também punk rock, com uma banda local veterana e outra nacional já clássica. A local, Cama de Jornal, faz um dos shows mais low profile que deve existir. Punk rock na veia, rápido, acelerado, com letras críticas e um dos vocalistas mais figuras que o rock pode ter. Inspirado, soltando comentários hilários, ele mostrou que ainda dá pra ser punk, divertido e sincero nos tempos de hoje. Não sobra para niguém, ele sacaneia todo mundo, até ele mesmo, a banda e o público. Nem alguns clichês usados desde os anos 80 faz a banda perder a graça. Deveria ter muito mais bandas assim por ai, sem pose, sem grande pretensões, apenas vontade de dizer o que pensa e se divertir com o rock. O Ratos de Porão já foi tudo isso, e mesmo com 31 anos nas costas ainda é pura porrada, divertida, rápida e com o mais puro punk ácido se esbarrando com o hardcore. Ainda sabem fazer um show marcante."

 
(Resenha nos sites IBahia e El Cabong, sobre o show da Cama de Jornal no Festival Suiça Bahiana no Clube D'Waler, em Vitória da Conquista-Ba )

"A seguir foi a vez do punk rock assumir o Festival Suíça Bahiana com as bandas Cama de Jornal e Ratos de Porão. O primeiro show, da Cama de Jornal, teve participação do público do início ao fim. Sendo uma das bandas mais conhecidas e queridas do público conquistense, a Cama de Jornal fez o que pode ter sido o último show da banda – mais um motivo para o público ter aproveitado ao máximo a performance dos músicos. Com o seu punk rock com atitude e letras de protesto (e algumas muito divertidas) a banda, como sempre, fez um excelente show."


(Resenha no site Vitoria da Conquista, sobre o show da Cama de Jornal no Festival Suiça Bahiana no Clube D'Waler, em Vitória da Conquista-Ba )
 
"Com uma lata de cerveja na mão e a irreverência a qual já estamos acostumados, o vocalista da Cama de Jornal divertiu a galera durante toda a apresentação da banda no FSB. Na cara-de-pau  chegaram até a convidar o João Gordo para fazerem uma participação no show, mas não deu muito  certo.” Okay, mas eu quero tirar uma foto com o João Gordo, já estou avisando a produção.Se não me deixarem tirar a foto eu vou fazer confusão nesse backstage”, brincava Nem. O vocalista lembrou ainda que há 10 anos atrás estavam ensaiando no fundo do quintal de um amigo e ressaltou a importância  para  eles de estarem tocando em um festival como o que foi promovido pelo Suíça Bahiana nesse final de semana. O repertório não teve novidades, cantaram seus maiores sucessos, que foram acompanhados em coro pela plateia. A surpresa ficou reservada para a música “Esgoto ou Lama”, em que um boneco com mais de dois metros de altura feito de sucata percorreu o espaço e dançou junto com os fãs."


(Resenha no Blog O Rebucetê, sobre o show da Cama de Jornal no Festival Suiça Bahiana no Clube D'Waler, em Vitória da Conquista-Ba )
" 'O povo é besta. O povo é idiota. O povo tem que se foder!' Calma, leitor. Não estamos falando de você. Essa frase é um trecho da letra da música “Os Políticos” do Cama de Jornal, uma das bandas que sacudiu o Viela Sebo Café ontem à noite (20/10). Apesar do frio de trincar os dentes que fazia na cidade, os conquistenses não desanimaram: provaram que não eram idiotas nem nada e foram curtir o “esquenta” do Festival Suíça Bahiana (FSB), que acontecerá nos dias 28,29, 30 desse mês no Clube D´Waler. O Ensaio contou ainda com a apresentação das bandas Randômicos, Distintivo Blue, Ladrões de Vinil, Garboso e os Os Barcos.

Cama de Jornal foi a segunda banda a se apresentar e foi o ponto alto da noite. Encontrando o Viela já cheio, subiram ao palco mostrando para o que vieram.”Pode falar 'caralho' aqui, hein? Pode falar 'caralho'?”, brincava o vocal. Por ser uma velha conhecida dos roqueiros de Conquista,o público gritava e cantava todo o repertório da banda, que completou 10 anos de estrada esse ano. Nem, vocalista da banda, ressalta a importância do festival trabalhar com os temas Música, Sustentabilidade e Pensamento. Para ele, o indivíduo tem que ter a consciência do seu papel na sociedade em relação ao consumismo exacerbado e destaca que a participação da música no despertar dessa conscientização é essencial."


(Resenha no Blog O Rebucetê, sobre o show da Cama de Jornal no Ensaio do Festival Suiça Bahiana no Viela Sebo Café, em Vitória da Conquista-Ba )

"A essa hora eu já pensava: Meu suplício continua.., dessa vez eu errei, nunca fiquei tão feliz em errar!!!A melhor banda da noite, excetuando o Cólera, foi exatamente essa *CAMA DE JORNAL*. Nunca tinha tido o prazer de ver uma apresentação dos caras, mas achei tão espontâneo e tão sincero, que fiquei bem feliz em terem chamado os caras para tocar, e eu ter o prazer em conhecer algo bom assim. Punk/hardcore do bom!!!E o público parecia comungar da mesma opinião que a minha, pois estava todo mundo empolgado e dançando, foi um belo aquecimento para o show do Cólera, foda demais! ."

(Resenha no Blog Toma na Cara, sobre o show da Cama de Jornal Abrindo para a Banda Cólera, em SIMÕES FILHO-BA )


"E da Cama de Jornal de Vitória da Conquista, que já vi algumas apresentações, além de ouvir umas gravações. Uma banda que realmente não preza nem pela qualidade sonora, nem por estruturas musicais mais desenvolvidas, porém sem se tratar de uma banda tosca negativamente falando e sem parecer uma banda iniciante. O que se pode constatar é uma boa simpatia e energia no palco, não falo sobre energia de movimentos, de pulo ou corridas, mas do clima que eles criam quando começam a tocar. Destaco também o sotaque bem puxado, peculiar, engraçado e nordestino do vocal. ."

(Resenha no Blog Cabeça Tédio, sobre o show da Cama de Jornal Abrindo para a Banda Cólera, em SIMÕES FILHO-BA )


"Tosco todo. É assim que a banda de punk rock, Cama de Jornal, de Vitória da Conquista (BA), se intitula. Bom, ou é brincadeira de Nem, vocalista, ou é a tosqueira mais bem organizada já vista por terras brasileiras. A banda toca bem e o vocalista é carismático e contestador, aliando essas duas características, até então, díspares. Seus hinos estão entre os mais cantados pelo público: “Sim, somos os piores”, “Comendo lixo” e “Autonomia é o caminho” foram cantadas em uníssono pelos punks veteranos de PdR’s e pelos simpatizantes do estilo. Nem aproveitou para criticar o próprio povo com a canção “Os Políticos”, chamou o vocalista Doriva, da banda Orelha Seca pra fazer uma participação e conseguiu divulgar seu trabalho vendendo todos os seus cd’s. Atitude de verdade nunca lhes faltou. ."
Por CLÉBER
(Resenha no site da ACCRBA, sobre o show da Cama de Jornal no Palco do Rock 2008, em SALVADOR-BA )

"VELHA ESCOLA- A banda toca um tipo de punk anterior a invasão emo. Letras politícas, melodias simples, guitarras cruas, e com forte influência do Dead Kennedys no vocal. Eles podem até seguir todos os clichês do gênero, mas o fazem com competência. Pra quem gosta de Inocentes e Cólera."
Por Danilo Fraga
(Resenha do CD "Comendo Lixo", no Caderno Dez, Jornal A Tarde, SALVADOR-BA )

"...Em seguida, punk rock clássico. A banda de Vitória da Conquista, CAMA DE JORNAL (nome ótimo), fez a horda punk do palco do rock suar e vibrar ao som de seus petardos. Destaco as músicas “Agir Para Vencer”, “A Revolta dos Miseráveis” e “Comendo Lixo”, que abriram o show em grande estilo, apesar do público, como sempre, ir juntando-se aos poucos. Num momento de auto-julgamento a banda manda a música “Sim, Somos os Piores”, Será???? Nem tanto. O movimento punk é histórico em todo o mundo e nunca vai ser pior em nada."
(comentário do show do PALCO DO ROCK 2006, EM SALVADOR-BA, no site da ACCRBA )

"...O show começou cedo. Quando boa parte do público chegou, a banda Cama de Jornal já estava no palco. Usando uma camiseta da Princípio Ativo, o vocalista Nem comandou o show da banda punk mais famosa do interior da Bahia de todos os tempos. A banda fez um show pregando a união, tendo participações de integrantes da Renegados, Blas Fêmia, Zero800... Um ótimo show, como tem sido todos os shows da Cama de Jornal."
(comentário do show de lançamento do DVD "A Conquista do Rock" no site Tudoaver )


"...A Cama de Jornal, de forma impressionante, reúne o público mais ruidoso em frente ao palco. Ironicamente (traço clássico no vocalista), Nem vem mais pacifista com sua porrada punk. “Antes mandava todo mundo tomar no cu, hoje eu tenho outro pensamento”, disse. Quem fez participação foi o guitarrista Christian, que tocou na Atestado de Pobreza na década de 90, e o produtor da festa, Niel..."
(comentário do show "A Conquista do Rock" no site voceve )

"...Depois, foi a vez do punk rock da Cama de Jornal fazer a galera agitar bastante e cantar muito, mostrando a força do grupo e a excelente presença de palco do vocalista Nem..."
(comentário do show "A Conquista do Rock" no site tudoaver )
 

CAMA DE JORNAL: Comendo Lixo
"Pra aqueles que acham que na Bahia só rola axé e todo mundo é conformado com sua realidade, a Cama de Jornal é uma ótima prova do contrário. Com sua segunda demo, se é que se pode chamar de demo, por que o trampo dos caras consiste em uma ótima produção, desde a parte gráfica até a qualidade da gravação dos sons, realmente os caras capricharam neste álbum. O som é aquele bom e velho punk dos anos 80, que todos nós gostamos, ás vezes até com uma pitada de Ska. O álbum contém 18 sons, com direito a dois covers. O destaque vai para: Lutando até morrer ( inspirada no texto "A ordem do dia" de J. G. de Araújo Jorge) e Bandeira Mundial ( com uma mensagem anarkista )"
(resenha do CD "Comendo Lixo" no zine Feto do Ódio)

Cama de Jornal-Comendo Lixo
"A banda Cama de Jornal montou o cd "comendo lixo" mostrando outro cenário possível com sua mídia impressa e sua mídia de áudio. As letras são mostras de um pensamento que não quer calar-se, a banda acredito eu, mostra que existem opiniões a serem ditas e que todos poderão consumir o quanto achar-lhe necessário. Eles estão mostrando que é sim possível demonstrar outros cenários possíveis em determinadas ou inusitadas situações de algum espaço e tempo. Para que todos possamos continuar bem o que precisamos é exatamente isto, desenvolver nosso próprio padrão de vida e simplesmente exibi-lo em qualquer teletela, seja ela simplesmente seus olhos, seus ouvidos, seus sentidos em geral, seja o que lhe aprouver, todos estão sendo simplesmente apoiadores do fictício ou do físico, não importa, qual for o método, consumirá o que lhe tiver na frente, e verás até onde consegue chegar. Não somente estes trabalhos, mas também os bons serviços de reciclagem de papel, como por exemplo pseudo-novas embalagens, caixas, desenhos, sons e o que a comunicação alcançar, queremos que todso possam desfrutar de todo o bem existente em todos os universos, não importa que espaço-tempo você está desenvolvendo no momento, continuar estas informações depende somente de você. "DO IT YOURSELF", your choice is the real choice. - 20/7/2005"
(Resenha do CD "Comendo Lixo" no site Cultura subversiva)
 

"Tenho recebido algum material, em especial da excelente banda de Punk Rock "CAMA DE JORNAL"...logo em breve mais atualização na seção Resenhas também..."
(comentário do site Terceiro Mundo Chaos)

CAMA DE JORNAL
"A Revolta Dos Miseráveis"
(Independente) (2003)

"Banda vinda da cidade de Vitória da Conquista - Bahia, nos apresenta nesse primeiro trabalho um Cd demo com 10 faixas, incluindo 1 cover para o grande Olho Seco (Que Vergonha). O som dos manos se aproxima muito do Olho Seco mesmo e também dos Inocentes da década de 80. Pra mim foi uma surpresa receber o material dos manos por ser de uma cidade longe, onde jamais imaginaria ter uma banda de Punk Rock tão boa como essa. Punk rock sujo, crú e tosco, no melhor sentido da palavra, direto na sua cara, realmente muito bom. O cuidado com a parte gráfica tb é de grande destaque, em se tratando de punk rock, onde estamos acostumados a receber geralmente materiais xerocados, nesse caso o material é feito em gráfica com com fotos e as letras no encarte. Os destaques ficam para as faixas 7 "Meu ex-amigo" e a faixa 8 "Atacando Inércia" com uma letra e música muito foda!!! Você que curte um punk rock old school corra atrás!!!"
Por Alexandre Casalunga
(Resenha do CD “A Revolta dos Miseráveis” no site Terceiro Mundo Chaos)

CAMA DE JORNAL
"Comendo Lixo" 
(Independente) (2004)

"Banda vida da cidade de Vitória da Conquista - Bahia, nos mostra nesse novo trabalho um punk rock básico e crú muito bom, seguindo a mesma linha do primeiro trampo (a demo "A Revolta dos Miseráveis").  A parte gráfica do trampo dos caras é brilhante e o Cd é Silkado, ou seja um trabalho realmente excelente. A parte musical tb é muito boa, particularmente achei bem influenciado pelo Inocentes da década de 80. As letras mostram a indignação, revolta e a sinceridade de 4 pessoas que idealizam o que fazem, ou seja buscam realmente transmitir algo em suas letras e músicas (coisa muito difícil de se encontrar hoje em dia). O Cd conta com 18 músicas, sendo 2 covers "Escravo da Merenda" da banda Grito Punk, e "Pus da Cidade" da banda Atestado de Pobreza. Adquira já esse trampo, pois vale muito a pena, e não é sempre que encontramos bandas com essa garra e força de vontade, ainda mais hoje em dia com tantas merdas rondando por aí!!!"
Por Alexandre Casalunga
(Resenha do cd “Comendo Lixo” no site Terceiro Mundo Chaos)
 

"A Cama de Jornal, já consagrada, principalmente, entre o público punk, com a velha descontração e o sarcasmo do seu vocalista Nem, conseguem, aliados a toda aquela sonzeira tosca, atingir altos pontos em qualquer evento que eles participem. Apesar do próprio vocalista sugerir que aquele tipo de som é mais interessante em lugares fechados (se possível, cubículos mesmo), a diversão foi garantida."
(Resenha do show “De Volta ao Centro de Cultura” no site Tudo a ver)

"...A Cama de Jornal, mais ácida, com punk-manifesto, abusado, direto e anti-comercial. Parte do público dispersou, e Nem, o vocal arauto, cantou: “o povo é besta, o povo é idiota...”.Marco Antonio J. Melo 

“Atitude punk é fazer o que você gosta, falar o que você pensa e o resto você deixa pra lá.

Apesar da gente tratar o show na base da ironia, é diferente de parecermos engraçados. Engraçado é o palhaço no circo.

 A galera da gente é bem underground, tem menos dinheiro. Esse foi um evento caro, de bandas comerciais, que não valia pagar R$12,00” 
Nem, vocalista da Cama de Jornal

 “Fiquei muito surpreso com a idade do público. É um pessoal muito novo. Gostei muito das bandas e do festival. É bom ver isso acontecendo fora de Salvador, porque lá o rock é sofrível. A Cama de Jornal me surpreendeu. Achei legal a postura deles. São autênticos e viscerais. Gostei também da Ardefeto. Queria ver o show deles com mais calma”
Luciano Matos, jornalista do A TARDE e site MTV
(Comentários sobre o "Conquista Rock Festival", no Site Voceve.)
 

 CONQUISTA É ROCK

Cidade fria. Pouco mais de 250 mil habitantes. sem praia. Distante 509 Km da capital. Um cinema e poucas outras opções culturais. Nada melhor que o rock, para preencher a cabeça dos jovens de Vitória da Conquista e ocupar as tardes e noites de tédio. é nesse clima que a cidade realizou no último fim de semana, pelo segundo ano, o Conquista Rock Festival, reunindo bandas locais e de Salvador. A banda de fora do estado, a goiana MQN, acabou desfalcando o evento na última hora.

Embaixo de um frio de 15 graus, o público na primeira noite de festival, impressionava pela pouca idade. Numa média de 16 a 18 anos, pouco mais de 300 pessoas reservavam sua noite de sábado para assistir seis bandas na primeira noite. A neblina noturna não era a única semelhança com Londres. ecos do bom rock inglês apareciam na abertura do festival, com a banda local Ardefeto fazendo um som inspirado no Brit Pop, mas com um pé no indie-rock dos anos 80 e no pós-punk.

O festival ainda tem o que melhorar, mas tem um enorme potencial, assim como a cena local e as bandas. A Flauer, banda de Salvador formada quase só por meninas, com um pop-punk em inglês e português, se mostrou um pouco tímida no palco, mas mesmo assim, apresentou bem seu misto de guitarras sujas e vocais doces. Na sequência, o melhor show da noite. Também de Salvador, a Los Canos prova a cada show ter atingido o equilíbrio necessário entre diversão e competência. Rock, punk, bom humor e total despretensão que rendem algumas das melhores pérolas que o rock brasileiro tem notícia.

A banda punk Cama de Jornal já entrou no palco soltando um provocativo "agora vocês vão ter punk de verdade". E soltaram o braço, com um punk cru, direto, tosco e ácido. Para encerrar a noite, a The Honkers pagou o débito de dois shows desmarcados na cidade. Mesmo que o público já fosse bem pequeno e estivesse cansado, a banda mais uma vez provou por que tem um show considerado por muitos como o melhor do país no meio rock. Não se importou se havia uma ou dez pessoas dançando e o resto assistindo, estavam ali pra tocare e, quando tocam, é diversão garantida, ou pegue seu dinheiro de volta.

Luciano Matos
(Matéria publicada no Jornal A Tarde)

TRIBOS DO ROCK

Mais uma vez as tribos do rock se encontraram no palco de rock, em frente a Escola Normal. Público fiel e mais cheio dos palcos alternativos, este ano apresentou o frescor de pessoas novas, menos adolescentes e bandas mais talentosas. Shirlei Dutra e sua voz possante e rasgada, foi um dos grandes destaques. Outros que agradaram o público foram MPB Blues  que pela primeira vez se apresentou no palco do rock  e Zé dos cafés.
O momento mais patético aconteceu com a banda punk rock Cama de Jornal. Com vocais pra lá de estridentes e pouco domínio de instrumentos musicais, eles rasgaram, com toda fúria, um abadá, deixando para o público estraçalhar um outro. Muitos dos que assistiam a cena protestaram: “sinceramente, não vi ninguém rasgando camisas de rock no circuito oficial, cada um curte o som que quer, sem agressões”, comentou a estudante Adriana Costa. Tirando o incidente, a cena rock prossegue, sendo o movimento de jovens mais interessante da atualidade em Vitória da Conquista.

(Matéria publicada em 2004, na revista Conquista News)

SHOW PUNK EM TEATRO DE CONQUISTA

Rolou no dia 8 de Agosto, no Teatro Carlos Jeovah em conquista, o show “Autonomia é o caminho”.
A abertura foi com a banda Autocrítica, que fez um set curtíssimo(6 músicas apenas), mas agitou a galera com covers de Ramones, Inocentes e Nirvana. Com a galera já aquecida, foi a vez da banda Cama de Jornal subir ao palco para fazer o seu “Punk Hardcore tosco Todo”, como costuma dizer Nem, o vocalista da banda. O show com cerca de 50 minutos, teve mosh, a galera gritando as músicas da Cama de Jornal e também muito escracho (já natural) por parte de Nem, contra tudo e contra todos. Em seguida(sem aquela demora entre uma banda e outra), foi a vez da banda Plebeus repugnantes, de Poções, mostrar seu som pra galera de Conquista. Foi a primeira vez que a banda tocou por aqui com a formação original. Além de músicas próprias, a banda tocou covers de Camisa de Vênus e Legião. A galera curtiu a banda, cantou junto e presenciou a participação de Maurício da N’Noic em duas músicas. Pra fechar a noite, subiu ao palco a banda Grito Punk, que como a Autocrítica, fez um set curto, com músicas próprias e alguns covers.O ponto alto foi a música Macaco, da própria banda. O show foi legal, a galera compareceu, o som foi bem mixado por Niel, não houve nenhum incidente e principalmente, a galera se divertiu. Isso mostra que o underground sobrevive mesmo sem apoio, e que as vezes não é preciso se preocupar em ser um grande músico, tocar em grandes eventos, fazer sucesso, etc...o mais importante é você passar uma mensagem, é ter atitude. Essa é a essência do Rock n’ Roll. Viva o underground!!!!!

Por Nem, Vocalista da Cama de Jornal e organizador do evento.
(Matéria publicada em 2003, no jornal Cultura Jovem)


I. Malforea

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