O Troféu Conquistense de Música resultou num disco de vinil lançado em 1991, rechaeado das melhores canções de artistas da região ou que fincaram suas raízes musicais na cidade de Vitória da Conquista, sendo portanto um material musical genuíno que e se tornou um traballho muito consumido domesticamente, portanto, possui grande valor afetivo. Foi e é um disco muito ouvido em especial pelos músicos conquistenses e com isso ganhou um respeito e serviu de inspiração para muitos que o precederam.
Das dez canções que compõem o disco que atingiu o status de relíquia, destacamos Hipocrisia, de autoria de Edislon Dhio, um artista dono de uma sensibilidade musical especial e com uma estética e contornos raros em suas melodias. Em sua trajetória Dhio realizou inúmeros trabalhos de destaque, entre campanhas para empresas, como jingles políticos, também muito bem registrados no incosciente coletivo.
Hipocrisia era uma canção alerta, uma convocação para a compreensão de mundo e seu refrão revisita a memória de quem alguma vez consumiu as boas vibrações do disco. "Hipocria é a mesma coisa todo dia, hipocrisia, uôôô", eternizou-se na medida em que muito cedo o seu dono parte, mas não sem deixar sua obra e seu pensamento, sobretudo num momento em que a hipocrisia ganhou nova configuração e triunfo político atualmente, não sem ganhar o contraponto da sutileza sincera de edilson Dhio.
Hoje, em Salvador, às 16h, Edilson Dhio, nome artístico de Souza Santos, será sepultado, mas deixa uma memória, sua música, sua poesia e eterniza-se com muitas belas canções e parcerias. Adeus, Dhio!
------
Publicado originalmente em 27/08/2019, em Blog do Maurício Sena.
O single foi composto pela conexão virtual entre Bahia e o Distrito Federal e entre os irmãos Maurício Sena e Paulo Dagomé
(foto: Youtube/ reprodução)
Na última sexta-feira (12/6), o cantor Maurício Sena lançou a faixa Contragolpe. O single foi feito por um conexão virtual entre Bahia e o DF. A letra composta inicialmente por Paulo Dagomé, baiano de Vitória da Conquista radicado há 30 anos em Brasília, foi passada para o irmão, Maurício Sena, que atua na cidade-natal de Dagomé.
“A música está pronta desde fevereiro, mas alguns percalços e a pandemia atrasaram o lançamento, que foi feito inicialmente pelo Youtube. O lançamento no dia 12, Dia dos Namorados, foi uma grande coincidência”, conta Paulo Dagomé.
A música em ritmo de reggae fala sobre a necessidade de posicionamentos contra o que acredita ser um desmonte das conquistas sociais das duas últimas décadas. “Usei na letra elementos do manifesto comunista, a partir da ideia da luta de classes e da internacional, hino comunista. É um chamado aos chamados progressistas para sair da posição de resistência e partir para uma ação mais efetiva na proteção dos direitos básicos das pessoas”, afirma o compositor.
Contragolpe é embalada pelo trecho: “Não permitiremos que do alto dos arranha-céus burgueses/ as panelas soem como exemplo da burrice da nação/ refletindo o golpe inconsequente dessa elite escravocrata/ que alimenta a classe dominante serva da corrupção”.
A faixa chegou às plataformas acompanha de um videoclipe em lyric vídeo, feito por Calcifer Zecaiê.
------