Nessa lembrança temos o impressionado @tarsisvalentim admirando o vôo do ladrão de vinil @loro_fatbilly. Princípio Ativo arrebentando tudo no Rock Cordel em agosto de 2012.
Christian Bernardis
------------------------------ Publicado originalmente em 02/12/2021, Facebook.
Ocorrência policial foi registrada na cidade contra a empresária e esposa de Gal, Wilma Petrillo; situação não envolvia a Prefeitura.
Por Ailton Fernandes
Gal, no Natal da Cidade (Foto: Arthur Garcia)
Em 2012, a cantora Gal Costa foi uma das grandes atrações anunciadas pela Prefeitura de Vitória da Conquista para o Natal da Cidade. Ela se apresentou no domingo, dia 16 de dezembro, na praça Barão do Rio Branco. A praça estava lotada, cerca de 10 mil pessoas. O show foi um dos marcos na história do evento. O público aprovou a apresentação, com ressalvas.
Acompanhada apenas por um músico, Luís Meira no violão, foi uma apresentação simples. No repertório, os grandes sucessos da carreira, como “Chega de Saudade”, “Garota de Ipanema”, “Divino, Maravilhoso” e “Vapor Barato”. Porém, muita gente percebeu que a cantora não estava no seu melhor dia. Desafinou, errou a letra de algumas canções e não conseguiu se soltar no palco, como era de se esperar da Gal tropicalista.
O que o público não ficou sabendo foi o que aconteceu nos bastidores no dia do show. Os detalhes foram revelados em reportagem da revista Piauí, sobre a viúva da cantora, a empresária Wilma Petrillo. O acontecido em Conquista é relatado no início da reportagem “A viúva de Gal Costa”, assinada por Thallys Braga. Entenda o que aconteceu:
Uma viatura policial foi até a pousada onde Gal e a equipe estavam hospedadas para intimar Wilma Petrillo a prestar depoimento na delegacia;
A acusação: ameaçar e perseguir o médico conquistense Bruno Padro, de 31 anos;
Gal e Wilma conheceram o médico em 2003, quando ele ainda estava na faculdade em Salvador;
O jovem virou amigo de Gal e de Wilma, chegando a acompanhar turnês internacionais e a frequentar o apartamento delas. Ele é uma das vítimas dos golpes aplicados por Wilma, como relata a reportagem sobre o ocorrido em 2010:
“ - Bruninho, a Gal fez uma cirurgia no olho, e eu descobri que também vou precisar operar o meu, só que estamos sem dinheiro. Eu preciso de qualquer valor que você puder me emprestar, mas agradecerei muito se for algo entre 10 e 15 mil reais. Ele quase caiu pra trás. Petrillo acrescentou: - Eu disse a Gal que estava indecisa quanto a te pedir, mas ela falou que você é tão nosso amigo… Prado conta que se sensibilizou e disse que faria o possível para ajudar na cirurgia. Petrillo sorriu e secou as lágrimas do rosto. No dia seguinte, Prado mandou entregar na casa de Gal um envelope amarelo com 15 mil reais”.
Quando o médico começou a cobrar da empresária o valor emprestado, deixou de ser convidado para os shows e para frequentar a casa de Gal, começou a ser enganado sobre o pagamento e a receber ameaças por mensagem;
Uma das ameaças envolvia questão pessoal e a família do médico, o que a empresária acabou colocando em prática:
“Um dia ela atendeu ao telefone, e o médico cobrou o dinheiro. A empresária respondeu que faria a devolução em trinta dias. Passou-se um ano, quase dois anos, e nada. Certa vez, ela disse a Prado: - Se você continuar me cobrando, eu vou fazer uma coisa muito bonitinha: conto para o teu pai que você é viado. - Quando ela falou isso, eu tremi, diz o médico. Ele então conta que decidiu escrever um e-mail para Gal revelando toda a história. A cantora ligou, com a voz triste, dizendo que não sabia de nada e garantiu que Petrillo lhe enviaria um cheque. Acrescentou que seria melhor ele se afastar por um tempo porque ela não queria ter problemas com Petrillo. O cheque prometido não chegou de imediato, mas Petrillo honrou a ameaça: enviou para o consultório do pai de Prado um envelope com uma foto dele beijando o namorado - era uma imagem que o próprio Prado havia compartilhado com Petrillo quando ainda se davam bem. Prado conta que, mais tarde, ela ligou para o seu pai e expôs a sua intimidade. O efeito foi o inverso do que Petrillo planejara: Prado, entrando num período de tristeza e pensamentos suicidas, foi acolhido pela família”.
Quando a Prefeitura anunciou o show em Conquista, o pai do médico tomou uma atitude: deixou um delegado e um advogado avisados. Se houvesse nova ameaça, seriam acionados. Foi o que aconteceu;
No dia do show em Conquista, Wilma enviou para Bruno por SMS: “Você vai tomar uma surra tão bonita que vai aprender a respeitar os outros”;
Depois dessa nova mensagem, a ocorrência foi registrada:
Na delegacia, a empresária gritava com os policiais;
Na praça onde aconteceu o show, Gal estava nervosa no camarim: “eu quero saber o que está acontecendo”. O produtor de Gal estava lhe poupando. Mesmo com tudo pronto, Gal não queria subir ao palco, com medo de ser presa na frente do público;
O registro foi auditado pela delegada Lusdenes Batista, às 21h20;
Wilma Petrillo foi liberada e levada de viatura até o local do show. Só depois da sua chegada, que Gal subiu ao palco.
Gal faleceu em 9 de novembro de 2022. Depois da morte da cantora, Wilma Petrillo pediu à Justiça o reconhecimento da união estável com a cantora, a guarda de seu único filho e o direito de tornar-se a inventariante do seu espólio.
Jingle da Greve dos Professores do Estado da Bahia em 2012, que foi a greve mais longa da história da Educação Baiana. Jingle produzido em Vitória da Conquista.
Vitória da Conquista vive um momento de ebulição cultural muito grande: muitos artistas, eventos, festivais, produtores, rock, hip hop, reggae, mpb... todo mundo participando do mesmo cenário. Não há mais segmentação. Por isto, faz-se necessário um acontecimento que premie todo este contexto: o artista, a imprensa, produtores, casas, enfim, algo que evidencie a música conquistense.
O Suíça Bahiana Coletivo, Ponto de Articulação Fora do Eixo na cidade, assume o compromisso de criar esta premiação por conta da sua relação intensa com a música produzida em Conquista. Temos dois projetos musicais semanais (Noite Fora do Eixo e Sexta Básica), além de produzirmos quatro festivais durante o ano: Grito Rock (parceria com o Fora do Eixo), Festival da Juventude (parceria com a prefeitura), Rock Cordel (parceria com o BNB) e o próprio Festival Suíça Bahiana.
Na Noite Fora do Eixo da semana que vem divulgaremos todas as categorias, homenageado da primeira edição, show de encerramento, apresentadores e, claro, os indicados! A premiação acontecerá no dia 11 de outubro!
Publicado originalmente em 22/08/2012, em Facebook.
O cantor e compositor Gutemba (Gutemberg Vieira) é a próxima atração do Projeto Conexão Vivo na Sala do Coro, que retoma suas apresentações no dia 05 de março, uma segunda-feira, após uma pausa para o Carnaval. Os ingressos custam R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia-entrada) e devem ser adquiridos na data do evento, a partir das 18, na bilheteria do teatro.
Baiano nascido em Madre de Deus, o músico de 50 anos, 30 deles dedicados à música, Gutemba aoresentará, na ocasião, um repertório que reúne gêneros variados, como o pop, o rock e o samba, dentre outros. Todas as canções são de sua autoria e algumas criadas em parceria com outros músicos.
No show, o músico será acompanhado por três percussionistas (Otávio, Andréa Sanches e Fabinha), um guitarrista (Lúcio Ferraz) e um baixista (Luciano PP), além de um violoncelista que ainda não teve seu nome confirmado.
“Não tenho banda, tenho um trabalho próprio e quando faço show, convido alguns músicos”, afirma Gutemba, ao explicar o motivo dos variados instrumentos no palco. “Como trabalhamos com linguagens diferentes, inserimos instrumentos de outros ritmos. Podemos dar uma pegada mais rock e ter um acompanhamento de samba, por exemplo”.
Conexão Vivo – O projeto na Sala do Coro completa dois anos em 2012 e contará ainda com shows de Cabelo de Serpente, Humberto Monteiro, Mestre Lourimbau, Marcela Bellas, Nana, Quixabeira de Lagoa da Camisa, Soraia Drummond e Vandex. Todas as atrações foram escolhidas em edital por meio de uma curadoria formada por profissionais do mercado da música.
| Serviço |
Conexão Vivo na Sala do Coro 2012
Atração: Gutemba
Onde: Sala do coro do Teatro Castro Alves, às 20 horas
Quanto: R$8 (inteira), R$ 4 (meia-entrada) – vendidos na bilheteria do Teatro Castro Alves
A organização havia prometido: “O evento começará às 16:00 horas, e seremos pontualíssimos”. No entanto, às 16:40 h o público ainda aguardava na praça Guadalajara, vulgo, praça da Normal. Grupos de amigos esperavam ansiosos pela abertura dos portões da Concha Acústica do Centro de Cultura de Vitória da Conquista, enquanto, ao poucos, a praça da Normal começava a ficar mais escura. O termo “escuro” refere-se ao tom das camisas daqueles que ali se reuniam, onde as estampas de bandas e all stars nos pés acabavam por compor o look rock'n'roll. O Festival Rádio Rock aconteceu no último domingo (03/06) e veio quebrar o jejum de mais de um ano sem um grande festival de rock no Centro de Cultura. O céu ganhou um tom alaranjado, indicando o findar da tarde e o começo do evento. Por volta das 17 h a primeira banda subiu ao palco. Enquanto o público entrava na concha, os rapazes da In Mundos já faziam um som pesado e as primeiras rodinhas punks, ainda tímidas, começavam a se formar. A banda que já tem cinco anos de história, trouxe ao palco algumas músicas autorais como “Índio Pataxó” e “Saúde Zero”, além de alguns covers de Dead Kennedys, Ramones, entre outras bandas.
Foto: Letícia Portela
A luz do sol deu lugar à iluminação artificial e sob a luz vermelha dos refletores, a banda Bad Boy Boogie's tomou conta do espaço. Quando o primeiro acorde das guitarras soou, aqueles que ainda estavam sentados nas arquibancadas aglomeraram-se em frente ao palco juntando-se aos bons. Bad Boy Boogie’s, banda tributo à australiana AC/DC já é conhecida pelo público conquistense e vem se apresentando esporadicamente na cidade. Durante todo show fica visível uma intimidade com o público, uma troca mútua de energia. “Como não temos a oportunidade de fazer muitos shows, quando há algum, me jogo completamente, o público é nosso amigo, interagem e se divertem com a gente. E é isso, enquanto estivermos em palco vamos colocar tudo o que temos a oferecer”, diz Wesley Grunge, vocalista da banda, ainda tentando recuperar o fôlego após um show eletrizante. Sem perder a energia, a banda Recrucifixion deu continuidade, trazendo um som ainda mais pesado.
A atração mais esperada pelo público, a Cama de Jornal, queridinha do cenário punk de Conquista, foi a penúltima banda a se apresentar. E bastava Nem, vocalista da banda, cantar a primeira vogal de cada música para o público acompanhar. Uma parada para um esclarecimento: “Essa música que agora eu vou cantar, não é apologia à bebida, eu realmente a fiz por que estava tentando parar de beber”. Bastou essa frase para que a galera começasse a cantar “O álcool me persegue”. Em questão de segundos, os vocalistas das bandas que já haviam se apresentado, subiram ao palco e dividiram o microfone com Nem, momento ápice do festival.
Foto: Letícia Portela
A última banda foi a Suffocation of Soul. Quando começaram a tocar, aí sim entendi o que é um verdadeiro bate cabeça. O grupo de thrash metal old school com fortes influências do heavy tradicional, oriunda da cidade de Poções, tem uma característica em comum entre os quatros integrantes: cabelo longos e cacheados. Enquanto tocavam músicas como "Prellude to a Nuclear War" e "The Last Away of Madness", o que se via era um balançar quase que sincronizado de suas madeixas. O repertório da Suffocation ainda teve espaço para as músicas "Alison Hell" e "From The Past Comes The Storms", das bandas Annihilator e Sepultura, respectivamente.
O festival, organizado por Osniel Oliveira, relembrou os tempos em que haviam frequentemente shows de rock na Concha do Centro de Cultura. “Há mais de um ano não havia um evento desses, mais underground, mais rock'n'roll, mais metal. Por isso pensamos em fazer um evento mais dedicado à bandas mais pesadas, porque geralmente essas bandas não têm espaço em Vitória da Conquista”, afirma Osniel. Segundo o organizador, o principal empecilho para a realização desse tipo de evento é a falta de um espaço adequado. “A agenda do Centro de Cultura geralmente é cheia, e Conquista não oferece outro lugar, a maioria dos shows alternativos acontecem no Viela Sebo Café, mas sabemos que lá há problemas estruturais, é um espaço pequeno, um barzinho”, afirma.
Foto: Letícia Portela
O Festival Rádio Rock reuniu um público de cerca de 460 pessoas e deu um show de organização. O evento contou com cinco seguranças e dois bombeiros, que volta e meia ajudavam aqueles que excederam um pouco na bebida. No final da noite, veio a sensação de nostalgia e saudade dos velhos tempos de rock em Vitória da Conquista, além de muita dor no pescoço.
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Publicado originalmente em junho de 2012, em O Rebucetê.
A capa do compacto, lançado em 2013.
Completando, no primeiro trimestre de 2022, dez anos, 2012, Miopia continua sendo uma das nossas mais importantes canções, sempre pedida por fãs e ainda recebendo comentários no YouTube e outras plataformas, em muito se devendo a elementos na letra que seguiram se repetindo até hoje, sobretudo na sociedade brasileira, o que não era a minha intenção quando a compus: a ideia de uma música chamada 2012, Miopia era ser propositadamente datada, como uma espécie de "fotografia sonora" dos acontecimentos que mais me chamaram a atenção naquele momento.
Penso que, para analisar profundamente esta canção, devo abordar pelo menos quatro aspectos: 1) a letra em si; 2) o processo de criação musical junto à banda e sua inserção ao nosso repertório 3) a produção do fonograma e 4) a repercussão junto ao público. Neste texto, tentarei abordar todos, mas não me debruçando tanto sobre o item 1, que ganhará um texto próprio, separadamente, ao estilo destrinchando letras, com uma análise verso a verso.
A COMPOSIÇÃO
Não me recordo bem o que me levou a escrever essa letra. Mas algumas coisas, como a ideia de miopia social me soou interessante, quando estudava direito previdenciário para concursos públicos: um dos professores das dezenas de videoaulas que conseguia, explicando a natureza contributiva compulsória da Previdência brasileira, dizia algo do tipo: "o Estado obriga as pessoas a contribuírem com a Previdência porque elas sofrem de uma miopia social, ou seja: se deixar que elas guardem dinheiro por conta própria, para sua aposentadoria, pensarão sempre no curto prazo, gastarão tudo e ficarão desamparadas na velhice, sem condições mínimas de sobrevivência". Não vem ao caso discutir sobre isso. O fato é que aquele conceito ficou na minha cabeça, e passei a prestar atenção a outros aspectos da vida onde seria possível aplicá-lo, sobretudo quando pensava em mídia, mercado do entretenimento, educação, alienação, etc. O tal pão-e-circo, que todos conhecemos ainda na escola.
A Distintivo Blue ainda era uma jovem banda, buscando seu estilo e tentando defini-lo principalmente através de novas composições. Tínhamos lançado nosso primeiro EP, Aplicando a Lei, no ano anterior, que foi uma verdadeira colcha de retalhos, com gravações feitas em vários momentos diferentes, e com formações diferentes. Luar do Pontal foi um experimento com uma antiga letra que eu havia composto alguns anos antes. De Cara no Blues era da mesma época, e era a primeira faixa autoral da The New Old Jam, banda de rock setentista que eu participava com Rômulo Fonseca e Camilo Oliveira. Você Roubou o Meu Pendrive era uma tiração de sarro em resposta a alguns comentários que nos apontavam como uma banda séria demais. Cada uma dessas, gravada num estúdio diferente, com pessoas diferentes.
A banda buscava seriamente uma estabilidade em relação a integrantes. Era um verdadeiro pé no saco fazer testes e esperar que novas pessoas pegassem o ritmo da banda partindo do zero a todo instante. Chegamos a um ponto interessante, comigo, Rômulo Fonseca, Camilo Oliveira [os três fundadores da banda], mais Rodrigo Bispo no Baixo, no baixo e uma epopeia para achar um baterista fixo. Nessa configuração, fizemos quase um ano inteiro de shows sem baterista, quando me propus a tentar cantar e tocar cajón ao mesmo tempo. Entramos em estúdio para gravar nosso segundo EP, Riffs, Shuffles, Rock n' Roll. Já havíamos lançado Missing My Baby como single, gravado no estúdio de Thomaz Oliveira, onde gravamos Pendrive. Fator importantíssimo nesse cenário: grana para gravar era MUITO difícil. O esforço era gigantesco para chegar ao ponto de entrar em estúdio. E claro, baixo orçamento significa gravações não tão boas, e temos plena consciência de que não temos gravações maravilhosas em toda a nossa discografia.
Assim, em fevereiro de 2012 comecei a escrever a letra. Lembro que o "eu vejo que tudo está no fim" foi o pontapé inicial: chegou à minha mente do nada, e eu escrevi. O clima em toda a Bahia era de tensão com a "greve" dos policiais militares, que nos deixou, pela primeira vez, em uma situação semelhante à que vivemos desde 2020: lockdown, com o comércio todo fechado, por medo de assaltos. Durante alguns dias, a cidade parou de verdade. De casa, cheguei a ouvir barulhos de tiros, e isso não era comum por lá. Na TV, passava o já tradicional Big Brother Brasil 12, que virou notícia depois de um suposto caso de estupro dentro da casa. Me chamou a atenção ver um telejornal da TV Record, declarada inimiga da Globo, falando de BBB. Em todo lugar se falava de BBB, aliás. Eu tinha um e-mail no Yahoo! e me incomodava muito acessar a página inicial da plataforma e ver, nos destaques, uma atenção enorme ao reality show enquanto coisas realmente importantes aconteciam no Brasil e no exterior, como o nosso lockdown aqui na Bahia.
Questões como a construção da usina de Belo Monte, no Pará, e seus gigantescos impactos ambientais, além do abominável acontecido no Espírito Santo, de um empresário que ateou fogo a um morador de rua também faziam parte do nosso cotidiano. Em meio a isso, lembrei de, anos antes, uma onda de calor na Europa que matou dezenas de pessoas, sem falar, é claro, do desabamento de um prédio no Rio de Janeiro, que chocou o país. Muita coisa acontecia e eu me lembrava das antigas aulas de Atualidades na escola, uma disciplina que unia geografia e história, mas abordando questões mais contemporâneas. Pensei em escrever uma letra que poderia ser utilizada numa aula dessa disciplina, para se referir àquele primeiro trimestre de 2012.
A letra, então, trata de tudo isso, mais alguns pensamentos pessoais, como a violência contra animais - que abordo, direta ou indiretamente, em outras letras, como Blues do Covarde e O Andarilho -, políticas de educação, egoísmo, hipocrisia e a própria miopia social, na parte do "pensar no presente, que é o que dá pra ver", e o meu incômodo com as escolhas da imprensa sobre o que é e o que não é realmente importante, repetida em todos os refrões: "o mundo pega fogo e só se fala em Big Brother Brasil". Bom, isso não mudou e nem demonstra sinais de que mudará, em pleno 2022. Até quando esse programa será exibido? E quando parar, que tipo de porcaria o substituirá? Nem preciso falar sobre a nova postura da emissora, que é dar seguimento ao seu projeto de alienação ideológica também através dos participantes do reality, de forma direta e aberta, ao contrário de outros tempos, onde se fingia uma imparcialidade de imprensa e se enfiava goela abaixo seus interesses sob um disfarce ou em doses homeopáticas. Bem, também não vamos nos alongar nesse tema. Se você chegou até aqui, provavelmente é capaz de analisar as coisas por conta própria.
Recorte do manuscrito original. Note que cada trecho foi escrito num momento diferente, com poucas correções.
Compus a parte musical no baixolão. O tema principal, bastante comum no blues, é uma referência a um dos meus ídolos no gênero, John Lee Hooker, que tocava sua guitarra de forma bastante peculiar e autêntica, às vezes soando até mesmo como primitiva. Sem dúvidas, uma das minhas grandes influências no blues, e basta me escutar tocando guitarra um pouco para perceber essa influência. Sem dúvidas, se eu precisasse resumir o blues em uma só pessoa, com certeza seria aquele velhinho estiloso, de óculos escuros, meias bandeirosas, terno, chapéu e sua guitarra, tocada de forma tão peculiar que é facilmente reconhecível, bem como sua voz bonita, como a de um locutor, mas com o feeling de quem passou por poucas e boas para fazer sua música acontecer. Esta foi uma canção composta sem grandes dificuldades. à época, eu não tocava violão ou baixo publicamente, mas tinha os instrumentos em casa e usava para compor. Nunca fui um bom instrumentista, mas considero ter bons ouvidos e uma mente criativa. No conforto da privacidade, conseguia materializar minhas composições e captá-las com um gravador, celular ou computador. A melodia surgiu naturalmente, à medida em que a letra ia surgindo. Como dizem, é como se uma entidade "baixasse" e fizesse todo o trabalho de criação.
Eu tinha, como referência estética, a faixa Bank Robbery, com John Lee Hooker e Miles Davis, um instrumental cheio de improviso que faz parte da trilha sonora do filme The Hot Spot [1990]. Durante toda a primeira década de 2000, vivemos a era dos downloads de MP3. Buscando por álbuns de blues naquelas comunidades do Orkut, cheguei, em algum momento, a essa trilha. Em Vitória da Conquista, minha cidade, era difícil comprar um disco de blues: as lojas simplesmente não tinham esse tipo de música em suas prateleiras, salvo raríssimas exceções. Então, a partir de 2002, comecei uma longa jornada pela internet para descobrir artistas e suas obras. Assim conheci John Lee Hooker. Nunca assisti ao filme, mas essa faixa em especial, se tornou uma das minhas favoritas. Pensava: "eu gostaria de ter gravado essa música". A guitarra características do mestre, que também solta alguns sussuros, a bateria reta, sem firulas, o baixo idem, e o trompete com surdina às vezes até beirando a desafinação executado pelo mestre Miles Davis me encantavam toda vez em que eu escutava a faixa. Ao perceber que a minha nova música combinava com aquela atmosfera, fixei a ideia de que deveria soar de forma semelhante quando fosse tocada ao vivo e, especialmente, na gravação de estúdio. Mostrei à banda e começamos a tocar.
TOCANDO COM A BANDA
Na banda, como eu não tinha confiança suficiente para pegar um violão e simplesmente tocar e cantar uma música nova para mostrar ao pessoal, eu fazia gravações, em casa, de como deveria ser, basicamente, cada nova composição. Assim foi com Miopia. Gravei o baixo, mixei com uma voz e mandei para a banda. Depois, era só ir falando dos detalhes durante os ensaios até chegar próximo ao que eu tinha em mente. Lembro de que deu um certo trabalho até que Rodrigo mentalizasse a parte do solo e tocasse sem errar. Na prática, era só mentalizar a letra cantada, mas sempre dava problema. Então, passei a fazer vocalizações para orientá-lo enquanto Rômulo e Camilo se viravam com suas guitarras. Eu compus a base, o riff principal, a melodia, mas não me preocupei com arranjos e solos. Isso se deu por conta deles. Geralmente, Rômulo ajudava Rodrigo a criar suas frases também. Eu sempre tinha o hábito de gravar os ensaios, para detectar erros e consertá-los e para o caso de surgir alguma nova e boa ideia, como aconteceu com Doze Horas, em 2014 [farei um post como este a respeito, no futuro].
Uma das gravações pareceu suficiente para que cada um trabalhasse em casa em seus próprios arranjos e na fixação. Foi quando surgiram as inscrições para o X Festival de Música da Bahia - FMB, que seria realizado no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. Eu confiava na nossa nova música e tinha até orgulho da letra que havia conseguido compor, mas era necessário o envio de uma gravação em áudio, além da letra, para a inscrição. Decidi usar a gravação que usamos como guia. Eu gosto muito desse áudio até hoje. Muitos equívocos e deslizes, mas conseguiu traduzir bem o feeling que eu desejava para ela. Enviamos. Por incrível que pareça, foi aceito e nós tocamos a nova faixa da Distintivo Blue frente a um júri e a uma plateia aberta ao novo. Chamamos o trompetista Daniel Novaes, que já havia trabalhado conosco em todas as faixas com metais lançadas até então. Ele deveria ser o Miles Davis em Bank Robbery, com sua surdina metálica.
A gravação-guia, que usamos para amadurecer a composição e participar do Festival, gravada num tablet.
Nunca me iludi de que chegaríamos à final daquele festival: todo músico sabe que esse tipo de competição foi feita para a MPB, e o blues, um estranho no ninho, dificilmente iria longe. Por isso, encarei aquela apresentação como uma forma de divulgar o trabalho. Imprimi algumas dezenas de edições da BLUEZinada! contendo mais detalhes sobre a música e a banda [Confira AQUI], cheguei um pouco mais cedo e coloquei em cada assento da plateia. Eu nem sabia de cor toda a letra naquele momento, e nem Rodrigo ainda havia resolvido seu problema da hora do solo. Mas fomos mesmo assim: coloquei uma "cola" no chão e, na hora do solo, fiquei perto de Rodrigo, fazendo as vocalizações fora do alcance do microfone. Foi uma bela experiência, mas não passamos daquela fase, logo, não chegamos à etapa em que os participantes começavam a receber alguma quantia em dinheiro, que seria extremamente útil para gravarmos nosso próximo EP. Vida que segue. A música continua viva até hoje, o festival não. Nesse mesmo ano, Na Trilha do Blues também seria classificada para o X Festival de Música da Educadora FM, em Salvador, mas também não passou da primeira fase. Pelo menos, foi tocada na rádio da capital algumas vezes, e isso é o que nos interessava àquele momento.
A GRAVAÇÃO
Apesar de a música ter nascido e se referir ao ano de 2012, ela apenas seria lançada um ano depois. Isso se deu por uma série de dificuldades enfrentadas pela banda àquele ano. Assim como era muito difícil manter uma formação estável, não percebíamos apoio por parte do público e contratantes da cidade. Na verdade, a impressão que tínhamos era a de que nossa cidade nos valorizava muito menos que outras, que jamais chegamos a conhecer. Queríamos nosso lugar enquanto banda de blues brasileira, mas o próprio blues brasileiro traz seus problemas, especialmente ligados à desunião e desorganização dos músicos, bem como o simples fato de ser, o blues, uma espécie de "alternativo do alternativo": enquanto o rock mantém suas cenas locais contornando dificuldades, mas resistindo com bravura - e este foi o cenário onde nascemos, na cena rock da nossa cidade - a cena do blues nos parecia preguiçosa e desinteressada, causando-nos grande estranhamento.
Mesmo iniciativas de fomento, como a nossa BLUEZinada! não eram suficientes para despertar as pessoas para a existência de um grande conjunto de bandas com músicos muito talentosos precisando de alguns empurrõezinhos para fazerem acontecer. O estopim para decidirmos acabar com a banda, ao final de 2012, foi um edital para um evento promovido pela prefeitura municipal, que dizia valorizar e priorizar a música autoral, mas ficamos de fora enquanto víamos bandas cover mais bem "articuladas politicamente" sendo contempladas. Precisávamos desse tipo de evento, que pagava melhor que qualquer bar, para viabilizar nossas gravações, e esse tipo de coisa nos deixava muito frustrados.
Nosso show no II Festival Suíça Bahiana [2011], com público recorde e horário privilegiado.
Ao final de 2011, tocamos em um grande festival independente local, chamado Festival Suíça Bahiana, do Coletivo Suíça Bahiana, do Circuito Fora do Eixo, grande máquina de fazer eventos à época, que contou com diversas bandas locais, mas também de nível nacional, como Ratos de Porão e Emicida. Tocaram todos nos mesmos dois palcos, montados lado a lado, com estrutura semelhante. Nosso show foi o primeiro do último dia, um domingo, no fim da tarde. Com um sol escaldante na cara e um público quase inexistente, fizemos nosso show.
Era comum, aliás, nesses shows promovidos pelo Fora do Eixo, que ficássemos sempre com os piores horários. Foi assim no Grito Rock 2010, que tocamos no mesmo palco do Centro de Cultura que apresentaríamos 2012, Miopia em 2012 (e ocuparíamos por todo o ano de 2015 e 2016 com ensaios e gravações), mas com um público que se poderia contar nos dedos, e nas Noites Fora do Eixo, onde uma banda local se apresentava antes, e uma banda de fora depois. A banda que se apresentava primeiro sempre tocava para um público pequeno, "esquentando os motores" para a banda de fora, encarada como principal. Isso nos incomodava muito. Fizemos nosso trabalho nesse dia e tocamos em um espaço gigantesco para um punhado de pessoas. Horas mais tarde, aquele mesmo espaço estaria lotado. Não entendíamos o porquê de sempre ficarmos com esses horários. Passamos a duvidar da qualidade do nosso trabalho. talvez nós fôssemos, simplesmente, uma banda ruim, incapaz de gerar algum engajamento.
Certa vez, resolvemos comprovar essa teoria. Para uma Noite Fora do Eixo com a banda Mendigos Blues, de Itabuna-BA, exigimos do produtor, a inversão de papéis: só tocaríamos se, ao invés de sermos a primeira banda, fôssemos a última. Assim, caso a banda de fora fosse realmente a atração principal, seu público viria mais cedo e a prestigiaria, e nos abandonaria em seguida. O resultado foi que os colegas de Itabuna experimentaram nossa frustração de todas as vezes anteriores, ao fazer um show para pouquíssimas pessoas e, na nossa vez, fizemos uma das melhores apresentações desde a formação da banda, com uma ótima participação do público. Nossa tese de que não seríamos capazes de fazer um bom show e conquistar o público foi derrubada: o problema era realmente uma espécie de boicote ao nosso trabalho. Sempre ficávamos com horários ruins para que fossem privilegiadas outras bandas, de forma proposital.
Nosso show no Festival Suíça Bahiana de 2011 foi difícil e nos rendeu alguns constrangimentos. Não tínhamos baterista, então contratamos Diego Oliveira, um grande músico e produtor local, atualmente conhecido por seu projeto folk chamado Benjamin, e também engenheiro de som em nossas faixas Luar do Pontal, Blues do Covarde e De Cara no Blues, sendo, também, o baterista nestas duas.Ele assumiu as baquetas neste show e em uma Noite Fora do Eixo, onde gravamos a versão bootleg de Luar do Pontal, publicada como faixa-bônus no EP Riffs, Shuffles, Rock n' Roll (2012). Não tínhamos dinheiro para pagar seu cachê, então, contávamos com o pagamento pelo show do festival para pagá-lo e usar o restante para entrar em estúdio. O fato é que não recebemos o pagamento. Meses se passaram, e Diego, com razão - afinal, ele precisava ser remunerado pelo serviço como um músico contratado, e não como um membro da banda, que recebia calotes - já havia demonstrado sua insatisfação.
Durante algumas vezes, o Coletivo nos dava a mesma resposta: "não temos dinheiro para pagá-los agora". Cheguei a me reunir com membros de outras bandas locais que também se apresentaram no festival para discutir alguma forma de sermos pagos. Não deu muito certo e não saíamos do lugar. Foi quanto tive uma ideia, ao perceber que o Coletivo mantinha uma espécie de parceria com o Estúdio Drummond, onde gravamos Na Trilha do Blues, My Business Blues e O Álcool Me Persegue anteriormente. Entramos em contato perguntando o valor da gravação por faixa. R$500,00 era o valor à época. Exatamente o valor do cachê que batalhávamos para receber pela apresentação no festival. Decidimos ir ao escritório do Coletivo mais uma vez, com a intenção de cobrar e, caso recebêssemos mais uma negativa, apresentar um plano alternativo: fazer uma permuta com o estúdio para gravar 2012, Miopia.
Entramos ao escritório como membros da família Corleone: enfileirados, mal-encarados e fechamos a porta para conversar. Aconteceu o que prevíamos: o plano B foi aceito e, dias depois, fomos contatados pelo estúdio para nos avisar que tínhamos o crédito de gravação de uma faixa. Entramos em estúdio, então. Nesse ponto, já contávamos com Weslei Lima (Corega) como baterista fixo, e a música já estava suficientemente amadurecida para gravar. Chamamos Daniel Novaes mais uma vez para gravar os trompetes, e Chico Novais (sax) e Paulinho do Trombone para fazerem unicamente a nota final da música. Em geral, considero o resultado como uma boa gravação. Ainda não seria dessa vez que eu conseguiria transmitir exatamente o que tinha em mente para a banda, mas, escutando hoje, ainda considero uma das melhores que já gravamos. Os detalhes de bumbo e caixa que são simples, mas quando não observados, fazem a música perder expressividade, foram registrados e o riff não perdeu muito do feeling que eu imaginava.
Lançamos a música como um "compacto" à moda antiga, ou seja: lado A com 2012, Miopia e lado B com Pendrive (karaoke-joes), que eu mesmo produzi em casa, com as pistas de Você Roubou o Meu Pendrive. Como eu considero todas as vozes da nossa discografia ruins, fazer versões instrumentais acabou sendo até uma forma de escutar as músicas sem me contorcer de agonia. Isso se deve muito porque eu ainda não havia descoberto a afinação ideal para a minha voz, que é a bemol, como fez Stevie Ray Vaughan. Sobre isto, falarei melhor posteriormente. A capa do single contém uma foto de um show da banda em 2010, no Viela Sebo-Café, obviamente, "embaçada", como enxerga o mundo alguém que, como eu, sofre de miopia.
A REPERCUSSÃO
Por ter uma letra crítica e direta, citando nomes e pouco otimista, e um instrumental "reto" e simples, considero 2012, Miopia um legítimo "punk-blues" brasileiro. A recepção do fonograma foi interessante: não houve um "oba-oba" de imediato, mas doses "homeopáticas" de reação, que duram até hoje. Conseguimos fazer com que tocasse em algumas rádios universitárias e programas independentes pelo Brasil. Nesta época, nosso ativismo pelo que chamo de BRBlues (o blues autoral brasileiro, cantado em português) estava indo bem, apesar de a banda ainda estar, tecnicamente, encerrada, como citei anteriormente. Só retornaríamos ao final de 2013, em um show na Casa do Rock, em Vitória da Conquista, para só se desmembrar novamente em 2017.
Desde o lançamento, curiosamente, muitos elementos da letra se repetiram, por diversas vezes. A "greve" da Polícia Militar da Bahia de 2012 também aconteceu posteriormente em outros estados, como o Ceará e Espírito Santo. O BBB continua firme e forte, inclusive sendo o programa mais rentável da emissora. Problemas ambientais, violência contra animais, moradores de rua, desabamentos... Tudo isso continua acontecendo. O curioso é que, por algum motivo, coisas assim costumam ganhar maior projeção justamente no primeiro trimestre do ano, quando as notícias dividem espaço com o reality show.
O lyric video de 2012, Miopia, lançado em 2016.
Em 2016, lançamos um lyric video produzido sob encomenda por Thomaz Oliveira, parceiro de longa data. A minha ideia para ele foi, basicamente: "aqui está a nossa arte. faça agora a sua arte sobre ela". Assim, não interferi muito na produção do vídeo: apenas forneci bastante material gráfico, a letra e outras informações para que ele deixasse a imaginação fluir à vontade. O espaço de comentários do vídeo no YouTube continua recebendo mensagens das pessoas até hoje, e funciona como nosso melhor termômetro. Uma música que foi composta com a intenção de ser datada tornou-se atemporal, quem diria... Vale a pena acessar o vídeo diretamente em sua plataforma e dar uma lida nos comentários.
Seria hipocrisia de minha parte se dissesse que não sinto orgulho por ter criado essa música, cuja letra já foi publicada em um livro produzido pelo Clube Caiubi de Compositores e no jornal do Centro Acadêmico do curso de Direito da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Também houve banda fazendo cover por aí, o que nos honra muito. Desde o ano passado venho trabalhando em uma nova canção, como uma espécie de "continuação" da história, inspirado por inúmeros pedidos de uma nova letra. Por incrível que pareça, a partir de 2020, tivemos até mesmo um "[...] não temos saúde, trancados em casa, sem ter quem nos ajude" que também chamou a atenção das pessoas quarentenadas. A nova música chama-se 2021, Miopia, alterando-se apenas a disposição dos números, e será lançada em meu projeto solo, Joe Malfs Clan, com um instrumental também em homenagem a um mestre do blues. Aguarde novidades.
Esta é a história por trás da nossa faixa 2012, Miopia. Sentiu falta de algum detalhe que não foi esclarecido? Escreva nos comentários e atualizaremos o texto.
A Faculdade Independente do Nordeste tem o grande orgulho de ter apoiado e patrocinado um evento tão especial quanto foi esta edição em 2012 do Festival Suiça Bahiana. A Arena MiraFlores foi o palco e ponto de encontro das mais variadas tribos, em uma festa bonita e bem organizada, com o público curtindo cada show. Nos dias 7 e 8 de dezembro, estiveram no palco: Achiles Neto, Na Terra de Oz e Complexo Ragga – de Vitória da Conquista; Scambo, Diamba e Vivendo do Ócio – de Salvador; ConecrewDiretoria – do Rio de Janeiro; Pouca Vogal – do Rio Grande do Sul; Shadowside – de São Paulo.
O evento, que já está em sua terceira edição, contempla a nova música brasileira, dando espaço para bandas desconhecidas do grande público, criando uma festa única e com sonoridade nova.
Promovido pelo Coletivo Suíça Bahiana e pelo Circuito Fora do Eixo, o FSB está de parabéns, em especial a dupla que apresentou o Festival para a FAINOR, demonstrando interesse e garra no projeto: Pablo Luz e Gilmar Dantas.
Festival Suiça Bahiana e FAINOR foram as duas marcas que fizeram Vitória da Conquista ser palco da diversidade de ritmos, criando uma grande sinergia. Estivemos presentes com nossa equipe, fazendo fotos de quem estava curtindo os shows. Você pode ver as imagens em nossa página no Facebook.