Os cantadores Dirlêi Bonfim e Papalo Monteiro participam do programa "Tarde UESB" (UESB FM) em 19/04/2024.
Apresentação: Caique Santos
Produção: Yasmin Luene e Jacqueline Silva
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A praça Nove de Novembro será palco de diversos shows de artistas regionais. A partir desta quinta-feira (14), às 18h, quem estiver no centro da cidade vai curtir boa música ao som do cantor, compositor e instrumentista, Papalo Monteiro. Também sobe ao palco a banda Café com Blues, com seu rico repertório e diversidade instrumental.
A programação segue até o dia 23 de dezembro com a valorização dos artistas regionais. Segundo a prefeita Sheila Lemos, essa é mais uma forma de apoiar os artistas da terra, que ainda sofrem prejuízos por causa da pandemia da Covid-19. “Nós estamos resgatando as apresentações dos nossos artistas porque entendemos a importância de incentivar a cultura local”, disse a gestora.
Na praça Tancredo Neves, seguem as apresentações dos ternos de reis de diferentes bairros e povoados do município. Na sexta-feira (15), a partir das 19h, o louvor ao nascimento de Jesus fica por conta do Terno das Rosas, do distrito de José Gonçalves. No sábado (16), se apresenta o terno de reis Três Reis Magos, do Iguá, e no domingo (17) é a vez do Raio de Sol animar a praça. Na Tancredo Neves, a programação irá até o dia 30 de dezembro e retornará no dia 6 de janeiro, Dia de Reis, com o Encontro de Terno de Reis.
Confira a programação completa dos shows na Nove de Novembro e dos ternos de reis na Tancredo Neves.
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Publicado originalmente em 12/12/2023, em PMVC.
Publicado originalmente em 12/12/2023, em PMVC.
Por que publicamos conteúdo já publicado em outros sites?
Finalmente está disponível a tão sonhada primeira edição da nossa zine. Após uma década de experiências com a BLUEZinada!, o Projeto Memória Musical do Sudoeste da Bahia oferece conteúdo original sob este novo formato, com o objetivo de divulgar a pesquisa, a musicalidade da nossa região, fomentar novas pesquisas e interesses, além de manter viva a cultura das zines, tão importante no ambiente da música independente no século passado e cada vez mais rara atualmente, sobretudo em formato físico.
Seguindo os moldes de sua antecessora, a zine do #memóriasudoeste foi criada principalmente para o formato físico, sempre distribuído gratuitamente, em um formato A5 (A4 dobrado ao meio) e impressa em preto e branco, alcançando todos os tipos de público, com a possibilidade de qualquer um baixar a versão para impressão (links abaixo) e imprimir por conta própria. Enquanto isso, buscamos apoio para imprimir as dezenas de cópias que serão distribuídas por aí.
Mas, compreendendo as limitações nesse sentido, aqui também está a versão digital, em formato pdf, adaptada para leitura em computadores, tablets, celulares, etc. Neste formato, a zine é colorida, e esta é a principal diferença entre as duas versões.
Se você pertence a alguma empresa, associação, órgão público, biblioteca, arquivo público, universidade, escola, espaço cultural, etc, e gostaria de receber algumas cópias ou, até mesmo, contribuir com a impressão de outras tantas, entre em contato conosco. O importante é não permitir que nossa cultura caia no esquecimento. Nossa intenção é a periodicidade trimestral. Fique à vontade para compartilhar por aí. Esperamos que gostem do trabalho.
NESTA EDIÇÃO:
Imagem da vez | Café com Blues
Discografia | Grupo Barros
Entrevista | Mazinho Jardim
Wigwam: a memória musical do Cine Madrigal
Leia+ | A memória da música em Vitória da Conquista: uma herança religiosa e familiar
Capa | Música autoral: termômetro dos tempos e espaços
Memórias | Memórias de um roqueiro conquistense - #1
Release | Bruno Lima
Assista | Xangai em ‘‘Cantingueiros’’
Palavras cruzadas
Foto da capa: Papalo Monteiro e Alex Baducha (2017). Fonte: Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista. Edição por Plácido Oliveira Mendes.
BAIXE AGORA:
PALAVRAS CRUZADAS
BASTIDORES
Curioso(a) para saber como foi produzida a zine? Acesse, abaixo, os rascunhos originais. Em breve, relato de experiência, pelo autor.
Rascunho 01 (boneco inicial) | Rascunho 02 (boneco utilizado + transcrições de falas da série "Prefácio" para a matéria de capa)
Há oito dias, músicos relembraram antigas canções e reafirmaram a memória do colega, falecido em 2010
É difícil reunir tantos talentos ao mesmo tempo num único palco. Mas a Prefeitura conseguiu tal façanha na manhã do último domingo, 17, em meio à primeira edição de 2015 do projeto Domingo por Encantos, que embalou a entrega oficial da Praça Dão Barros à comunidade do Ibirapuera e de outros bairros do entorno.
O time era de primeira categoria: Evandro Correia, Dorinho Chaves, Papalo Monteiro, Geslaney Brito e Iara Assessú, Manno di Sousa, Cláudia Rizzo, Élder Oliveira, Onildo Barbosa, Paulo Pires, Gil Barros. E, além da qualidade do elenco, destacava-se seu entrosamento. A uni-los, havia a disposição para homenagear o músico, artista plástico e luthier Dão Barros, morto em 2010, aos 54 anos, que agora dá nome à praça revitalizada pela Prefeitura.
A união dos artistas permitiu que a comunidade presenciasse – e relembrasse – um desfilar de baiões, toadas e outras canções brejeiras, autorais, que marcaram o momento de efervescência cultural vivido em Vitória da Conquista nos anos 80. Essas músicas foram defendidas por seus autores em diversos festivais de música, não somente em Vitória da Conquista, mas em outras cidades do interior baiano e de outros estados do Brasil.
Praticamente todos os artistas envolvidos na homenagem chegaram a se apresentar nesses festivais durante os anos 80. Papalo Monteiro, por exemplo, recorda que já “correu muito trecho” por aí ao lado de Dão Barros. Apresentaram-se em Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná, apenas para citar alguns estados. “Eu não poderia deixar de homenageá-lo de jeito nenhum”, disse Papalo, que hoje dá aulas de violão clássico e viola caipira no Conservatório de Música de Vitória da Conquista.
‘Comunhão’ – “Os artistas sempre se sensibilizam quando há uma homenagem a alguém da mesma área”, disse Gil Barros, irmão mais novo do homenageado. Gil, que se disse “gratificado” com a homenagem, é o último remanescente do Grupo Barros, do qual fez parte ao lado de Dão e de outro irmão, Carlos, falecido em 1989. O trio se tornou conhecido nos anos 80 e 90 por produzir um repertório com influências da música andina, a partir de instrumentos artesanais que os próprios irmãos Barros fabricavam.
Uma dessas canções, “Saudade”, foi cantada no domingo por Geslaney Brito e Iara Assessú. Geslaney, que é professor de violão Clássico no Conservatório de Música, creditou o sucesso da homenagem coletiva ao fato de que “o princípio da arte é a comunhão”. E, embora o foco ali fosse a entrega da praça revitalizada e a lembrança de seu novo patrono, o músico afirmou que o momento deixou evidente uma constatação: “As pessoas perceberam que a produção artística de Vitória da Conquista continua em alta”.
‘Celebração’ – Dessa forma, relembrando antigas canções e reafirmando a memória de Dão Barros – agora reforçada por meio da praça que leva seu nome –, os artistas convidados pela Prefeitura e pela família Barros celebraram algo que, como bem lembrou Geslaney, a cidade não perdeu. “O Governo Municipal homenageou um grande artista da cidade: luthier, músico e poeta. Nada melhor do que uma celebração dos próprios artistas, tecendo essa cantoria para celebrar o amigo artista ausente e matar a saudade”, observou o secretário municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Nagib Barroso – ele próprio um dos artistas participantes da efervescência musical relembrada no domingo.
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Publicado originalmente em 24/05/2015, em Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista.
Edigar Mão Branca, música Pau de Atiradeira - Programa Som Brasil - Rede Globo - 1987. Vídeo por Rubinho Nova.
Programação Geral
Abertura – Tenda de debates - Casa Memorial Régis Pacheco
18h00 – Mesa de Abertura e Lançamento do Selo Postal do 1º Circo de Cultura do Sudoeste
18h30 – Mesa Redonda - A Cultura na encruzilhada: o que temos e o que queremos como cultura – Tenda de debates – Casa Memorial Régis Pacheco
Mediador: Euvaldo Cotinguiba Gomes
Convidados: Professor Rui Medeiros e Gutemberg Vieira
20h30 – Show de Lançamento do CD Toré com Geslaney Brito, Iara Assessu, Date Sena e Andreia Sanches – Tenda de debates
21h00 – Lançamento do livro “Mellhorescer” de Ualy Castro Matos no espaço Letras & Prosa – Casa Memorial Régis Pacheco
21h30 - Show “De Frente” com Gutemberg Vieira – Tenda de debates – Casa Memorial Régis Pacheco
Sábado, 15 de setembro de 2007
10h30 – A arte que vem da luz - Projeção fotográfica de trabalho coletivo desenvolvido para o evento sob a coordenação Carlos Rizério – Casa Rede de Atenção
Fotógrafos participantes: Ana Clara, Carlos Rizério, D´Almeida, Edna Nolasco, Florian Haub, Mônica Lula, Roberto Mendes e Sabiá
11h00 – Oficina sobre fotografia com Carlos Rizério e Sabiá
14h00 – Exibição do filme Aurora de Friedrich Wihelm Murnau – Casa Rede de Atenção
16h00 – Mesa Redonda – Cinema - do Circo ao Shopping Center – Casa Rede de Atenção
Mediador: Marcos Primo
Convidados: Valter Rodrigues, Milene de Cássia Silveira Gusmão e Luiz Antônio Fuganti (a confirmar)
17h30 – Intervenção Musical – A Flauta Doce na Música de Câmera com maestro Marcos Ferreira – Tenda de debates – Casa Memorial Régis Pacheco
18h30 - Show Caixa de Folia com Papalo Monteiro, Dorinho Chaves e Elder Oliveira – Arena de Debates – Tenda de debates – Casa Memorial Régis Pacheco
19h30 – Evandro Correia canta o Poeta Jean Cláudio – Espaço Letras & Prosa
Venha tomar uma cachaça conosco em comemoração ao aniversário da Letras & Prosa
20h30 - Show com Paulo Macedo e Quinteto de Viola – Tenda de debates – Casa Memorial Régis Pacheco
Domingo, 16 de setembro de 2007
10h00 – Abertura da Feira Cultural
10h00 – Apresentação musical – Com Marcelo Viana, Daniel Vieira e Lucilene – Tenda de debates – Casa Memorial Régis Pacheco
10h30 – Apresentação musical com apresentação do Coral de alunos Cefet sob a Regência do maestro Marcos Ferreira - Memorial Regis Pachecco
11h00 – Literatura – Novos Caminhos Literários – “Lemos o que temos, de nada ou muito pouco sabemos” – Tenda de debates – Casa Memorial Régis Pacheco
Mediador: Elton Becker
Convidados: Professora Marília Librandi, Professor Bitti e Dudda Seixas
14h00 – Show com Chirlei Dutra, Lúcio Ferraz e Daniel –– Tenda de debates – Casa Memorial Régis Pacheco
14h30 – Exibição do filme “Fora do Remo” e “Por Que Viver o Presente” – Direção de João Gabriel e “Voz da Cidadania” – Direção Gildasio Leite – Casa Rede de Atenção
15h00 – Poesia – Velhos e Novos Poetas - um passeio pelo mundo da poesia – Tenda de debates – Casa Memorial Régis Pacheco
Mediador: Euvaldo Cotinguiba Gomes
Convidados: Carlos Jehovah, Elder Oliveira e Pedro Ivo
17h00 – Música e Literatura – Experimentações - Casa Rede de Atenção
Elton Becker, João Omar, Lana Sheila e Petrônio Joab
Encerramento com:
19h00 – Show de Lançamento do CD Corda Bamba com Maestro João Omar e Convidados– Tenda de debates – Casa Memorial Régis Pacheco
20h00 – Quarteto de Blues com Diro Oliveira, Lúcio Ferraz, Luciano PP e Thomaz Oliveira
Programação Infantil – Arena dos Pequenos – Casa Memorial Régis Pacheco
Sábado, 15 de setembro de 2007
10h30 – Oficina de pintura facial com Victória Vieira e contação de histórias infantis – Coordenação Yane Mesquita e Victória Vieira
11h30 – Oficina “Da Sucata a Arte” com o artesão e artista plástico Arnaldo – Arena dos Pequenos – Casa Memorial Régis Pacheco
15h00 – Apresentação da peça “Era Uma Vez” – Com o Grupo Encontro de Arteiros - Arena dos Pequenos – Casa Memorial Régis Pacheco
16h00 – Oficina sobre Musicalização Infantil com Luiza Santos Barbosa – Casa Rede (oficina para adultos)
Domingo, 16 de setembro de 2007
10h30 – Uma história por vez – leitura e dramatizações de histórias infantis – Coordenação Yane Mesquita
11h30 – Apresentação da Peça “A Incrível História do Menino que Ficou Preso no Computador” – Direção de Gilsergio Botelho – Arena dos Pequenos – Casa Memorial Régis Pacheco
15h00 – Oficina sobre musicalização infantil com a Pedagoga Luiza Santos Barbosa – para adultos
16h00 – Oficina de dobraduras infantis com Vitória Vieira – para crianças – Arena dos Pequenos – Casa Memorial Régis Pacheco
17h 00 – Apresentação da Academia de Ballet “Art Dance” – Direção Lis Souza – Casa Memorial Régis Pacheco
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Publicado originalmente em 11/09/2007 (e-mail).
‘Vitória da Conquista tem um celeiro de artistas maravilhosos’, disse o espectador Cecílio Gonçalves
A noite de quarta-feira, 20, segunda do Natal Conquista de Luz, começou com o talento do músico Clériston Cavalcante, com o show “Lado B”. Quem esteve por lá pôde ouvir, tocadas por Clériston, pérolas do homenageado pelo evento deste ano, Elomar Figueira, como “Arrumação” e “Campo branco”. Mas também canções de outros artistas, como Dominguinhos, Stevie Wonder, César Camargo Mariano, enfim.
Quem esteve por lá, viu e sentiu o clima criado pelo artista – como o sapateiro Cecílio Gonçalves, 65. “Vitória da Conquista tem um celeiro de artistas maravilhosos. E a Prefeitura está de parabéns por ter contratado o pessoal da casa”, disse Cecílio, a respeito da opção da Prefeitura por montar uma programação totalmente baseada em artistas da região.
Sua esposa, a doméstica Leila Regina Rocha, 59, concordou com ele: “Acho ótimo. Muito melhor os da casa do que os de fora”.
Papalo agradeceu o convite da Prefeitura: “Adorei ser convidado. Eu me senti à vontade para cantar, este formato funciona”
Cecílio disse conhecer o repertório de parte dos artistas – a exemplo de Papalo Monteiro, que entrou no palco em seguida, a quem ele considera “muito bom”.
Papalo trouxe o show “Dos sertões”, descrito por ele mesmo como “uma viagem sonora pelo sertão”, ou “pelos vários sertões, de dentro e de fora”. O espetáculo se baseou na canção homônima, com letra do professor Tadeu Botelho e música de Papalo. “A partir dessa canção, fiz uma viagem dentro de meu próprio trabalho. Pesquisei as que têm mais a ver com esse sertão com o qual eu me identifico”, explicou o artista.
A escolha do repertório e da proposta do show, aliás, foi influenciada pelo formato do Natal Conquista de Luz, como o próprio Papalo explicou. “Adorei ser convidado. Porque, ao ser convidado, eu pude fazer um trabalho mais autoral”, contou. “Se parte de um convite, parte da obra, e não da interpretação que você faz de outras canções. Eu me senti à vontade para cantar. Adorei, e acho que este formato funciona”, afirmou o compositor.
Emerson considerou importante a realização de um evento com artistas de talentos tão diferentes quanto evidentes
A segunda noite do Natal Conquista de Luz foi composta ainda pelas apresentações de artistas experientes, como Mauré e Braguinha, que fizeram um passeio “eclético e versátil” por clássicos da música popular brasileira, e nomes mais jovens, como o grupo The Cadillacs – neste caso, uma viagem por sucessos consagrados do rock’n’roll dos anos 60, 70 e 80.
‘Valorização’ – Acompanhado pela namorada Aline, 20, o engenheiro Emerson Novaes, 29, considerou “muito importante” a realização de um evento com artistas de talentos tão diferentes quanto evidentes, que atuam em Vitória da Conquista e região. “Quem conhece Vitória da Conquista, sabe a história que nós temos e toda a evolução que a gente passou. E a importância da valorização do artista da nossa terra faz com que demonstre essa importância para a região sudoeste, a qual Vitória da Conquista representa aqui na Bahia”, comentou Emerson.
Em 2004 a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista lançou o selo Série Cultura Conquistense, com o objetivo de fomentar e preservar a musicalidade local. O terceiro disco da série resgata o talento e influência do poeta Jean Cláudio, figura querida e conhecida na cultura local, de uma forma valiosa: pela música, através de amigos igualmente talentosos.
O disco traz um encarte de 12 páginas, incluindo textos, letras das músicas (na verdade poesias musicadas) e poemas extras (Poeta é Rio e O Poeta de Cara Vermelha). Não há informações sobre tiragem e data de lançamento. A referência mais antiga encontrada até o momento sobre o disco na internet é de 2007. Este é mais um disco raro, distribuído em livrarias locais e de mão em mão. Conseguimos uma cópia e digitalizamos, para que não se perca este valioso registro da cultura conquistense. Ouça na íntegra, ao final do post. Abaixo, algumas informações presentes no encarte:
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A Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, vem desenvolvendo o projeto série cultura conquistense, tendo como objetivo central identificar, preservar e difundir gêneros e expressões artístico-musicais populares tanto mais remotas quanto recentes e atuais, que carreguem traços simbólico-culturais do Sudoeste da Bahia.
Este 3º CD da série registra letras-poemas de JEAN CLÁUDIO e canções de uma constelação de compositores, músicos e cantores conquistenses, ou aqui radicados de a muito, seus amigos e parceiros.
Autor de odes e epopéias, quase todas ainda inéditas, inspiradas em temas e personagens da realidade regional brasileira, JEAN é também poeta visceral, flagrando, com seus sentimento e palavras, dilemas, impasses, perplexidades, sonhos, aspirações, alegrias e celebrações das vidas de muita gente. Sobretudo, seus versos livres procuram desentranhar a rima e métrica do próprio significado do viver e do estar no mundo.
Para todos nós, seus amigos, admiradores e leitores, é um privilégio e uma honra contribuir para a divulgação e uma parte de sua obra, emoldurada em harmoniosas canções e belas interpretações.
José Raimundo Fontes
Prefeito de Vitória da Conquista
JEAN CLÁUDIO
Conquistense, vencedor de dois concursos de poesia, de três que participou na década de 80, e com um livro de poemas já publicado, embora tenha produções para muitos outros, gosta mesmo é de distribuir poemas de mão em mão, os quais passam a ser admirados imensamente. Também possui trabalhos publicados em jornais e revistas literárias da Bahia, resultado de uma conquista poética que o conduz desesperadamente. Esta guia-o ao quase supostamente invisível e indizível e, assim, sente suas cócegas inevitáveis, fazendo-o produzir cenas, sentidos e manifestações, quando atravessado criativamente por grandes emoções e críticas que conseguem envolver intensamente aqueles que a lêem.
Seus poemas costumam ser musicados por artistas de renome, de Conquista e região, e a maioria está presente neste disco, já que é poeta, "irmão do vento e da água, e deixa seu ritmo por onde passa":
A leveza do vento leba-o para o mar,
O mar transforma-o em metáfora constante,
E a metáfora é a imagem sempre desejada.
Salve, seu moço!
Esmeraldina Raquel
FAIXAS
1) Humanos Manos (letra: Jean Cláudio; música: Graco Lima Jr.)
2) Menino da Vida (letra: Jean Cláudio; música: Evandro Correia)
3) Serra do Periperi (letra: Jean Cláudio; música: Papalo Monteiro)
4) Palmares Terra Zumbi (letra: Jean Cláudio; música: Evandro Correia)
5) Vadeia Vadim (letra: Jean Cláudio; música: Gutemberg Vieira)
6) Virgínia Rodrigues (letra: Jean Cláudio; música: Graco Lima Jr.)
7) De Cá (letra: Jean Cláudio; música: Diro Oliveira)
8) Conversa de Nariz (letra: Jean Cláudio; música: Graco Lima Jr.)
9) Violino de Feira (letra: Jean Cláudio; música: Gutemberg Vieira)
10) Rolete de Cana (letra: Jean Cláudio; música: Dinho Oliveira)
11) Viola Peneira (letra: Jean Cláudio; música: Lili Correia)
E vejo entre porto de areia e mata
O canto do bicho camacã.
E vejo o uivo do rio que atraca
Cia e mata pela mata
Onde o gavião voa
Liquidamente nas asas da terra...
E novamente aqui estou
A ver luzes
Pequeninas luzes
Tragando o abio do sereno!
Jean Cláudio
FICHA TÉCNICA
Produzido por: Graco Lima Jr. /Luciano PP
Gravado no STUDIO LUART
Vitória da COnquista - BA - Agosto/Setembro de 2004
Técnico de Gravação e Mixagem: Arthur Fabiano
Masterização STUDIO LUART por: Arthur Fabiano
Arte e fotos: Diro Oliveira
Direção Musical: Luciano PP
Produção Executiva: Jean Cláudio
Foto da capa:
Criação de Rachel Moreira Gomes
Olhos de Rachel Moreira Gomes e Mariana Costa (Salvador).
Montagem: Diro Oliveira
Desenhos de Romeu Ferreira
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