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Foi apresentado à Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, por meio do mandato do vereador Ricardo Gordo, um interessante projeto que pretende consolidar a cidade como um espaço onde o rock está presente no dia a dia. Vitória da Conquista tem uma bela história com esse ritmo, construída por seus adeptos e marcada por momentos importantes na nossa cultura.

O projeto institui o Dia do Rock em Vitória da Conquista, uma homenagem póstuma ao ilustre comunicador Miguel Côrtes, figura que dedicou grande parte da sua vida à promoção cultural, realizando eventos e fortalecendo movimentos ligados à música. É, sem dúvida alguma, uma justa e merecida homenagem.

Considero uma iniciativa brilhante do vereador Ricardo Gordo, que já vem desempenhando papéis relevantes dentro do cenário musical e festivo da cidade. Agora, ele prestigia o rock, um gênero com o qual Vitória da Conquista mantém íntima relação, influenciada inclusive pela proximidade com o estado de Minas Gerais, onde o rock é amplamente cultivado e de onde chegam inspirações que se incorporam à nossa cena cultural.

Parabéns ao vereador pela proposta e, ao mesmo tempo, nossas homenagens a Miguel Côrtes, que deixou um legado significativo para a cultura local. A partir de 2026, Vitória da Conquista terá oficialmente o seu Dia do Rock, celebrando e fortalecendo ainda mais essa identidade musical.

Leia na íntegra a nota enviada pela assessoria do vereador:

Em meio a um cenário cultural cada vez mais plural, o município de Vitória da Conquista avança com um projeto de lei que institui o Dia Municipal do Rock. O texto, de autoria do vereador Ricardo Gordo, estabelece que a data seja comemorada anualmente no dia 5 de outubro, data de nascimento do “radialista do rock” Miguel Côrtes, apresentador do programa Som da Tribo falecido em junho de 2012.

Ricardo Gordo argumenta que o Dia Municipal do Rock visa valorizar, divulgar e incentivar a produção, difusão e consumo da música e da cultura rock em suas diversas vertentes. Ressalta ainda a importância histórica, social e artística do gênero para o município, reconhecendo sua contribuição para a formação cultural e identidade local.

A iniciativa sugere que as celebrações sejam realizadas pela administração pública em parceria com produtores culturais, coletivos, entidades e artistas da cidade. Além disso, o texto propõe aproveitar e fortalecer eventos já existentes que contemplam o rock, entre eles o Point do Rock, o Festival Suíça Bahiana, o Festival de Inverno Bahia e o Conquista Moto Rock, ampliando a sinergia entre espaços de apresentação, público e produção criativa.

O projeto traz, ainda, uma justificativa detalhada que enfatiza a relevância do rock como expressão cultural, artística e social. Segundo o documento, o gênero movimenta públicos, fomenta identidades e incentiva debates, contribuindo para a economia criativa local. O texto destaca a atuação de Miguel Côrtes como figura marcante da comunicação e da música na cidade, reconhecendo sua influência na divulgação de artistas independentes e na difusão das diversas vertentes do rock.

Na justificativa, Gordo ressalta o papel da cultura musical na integração entre gerações e estilos, bem como a necessidade de valorizar músicos, produtores e coletivos que alimentam a cena rock da região. “O Dia Municipal do Rock pode se tornar uma referência anual no calendário cultural da cidade, abrindo espaço para festivais temáticos, homenagens, rodas de conversa, shows e ações educativas voltadas ao universo rock”.


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Publicado originalmente em 14/08/2025, em Blog do Agito geral.

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Deputado Fabrício Falcão (PC do B)
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA

Por meio de indicação protocolada na Casa Legislativa, o deputado Fabrício Falcão (PC do B) sugeriu ao governador Jerônimo Rodrigues o nome de Miguel Silva Cortês Filho para denominar a Concha Acústica do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista.

No documento, o parlamentar ressaltou a história do locutor, radialista e produtor cultural, nascido em Vitória da Conquista, que residiu na rua União Operária, Centro de Vitória da Conquista, “demostrando desde a adolescência talento para a locução de rádio. Interagindo com os fãs e entusiastas do Rock com o bordão ‘E aí baby, vai encarar?’ e atuando na organização dos movimentos culturais, Miguel Cortês ficou bastante conhecido, e se tornou um dos mais influentes produtores da cena cultural conquistense”, afirmou.

Falcão destacou, ainda, a atuação de Miguel Cortês Filho como apresentador do “Programa Som da Tribo”, na Rádio Clube de Conquista, quando deu oportunidade a muitos artistas divulgando seus trabalhos e abrindo espaço na mídia para os produtores de eventos culturais alternativos.

Segundo o legislador, Miguel Cortês foi um amante do esporte e um ativista das causas sociais, exercendo o cargo de diretor social da Associação de Moradores do bairro Iracema. “Infelizmente faleceu aos 45 anos, no dia 5 de julho de 2012, deixando um vazio na cultura do Sudoeste da Bahia”, disse.

Falcão justificou a sugestão do nome de Miguel Silva Cortês Filho para a Concha Acústica do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, de Vitória da Conquista, à nobreza dos ideais do radialista, “pela sua forte atuação na área da cultura, especialmente na música alternativa, que merece ser, como expressão de reconhecimento a uma vida dedicada ao fortalecimento das expressões culturais de Vitória da Conquista e, sobretudo, o fornecimento dos valores e dignidade da pessoa humana e que é um anseio da comunidade conquistense”, argumentou.


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Publicado originalmente em 19/03/2025, em Assembleia Legislativa da Bahia.

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Banda Renegados, no Point do Rock 2004 (Praça Guadalajara). Fonte: Acervo Memória Musical do Sudoeste da Bahia (cedida por Crescêncio Lima)


Em Vitória da Conquista, entre a segunda metade da década de 1990 e toda a seguinte, havia um certo espaço público, com histórico de ocupação majoritariamente por estudantes, que passou a ser conhecido por concentrar um grupo específico de jovens, geralmente trajando camisas pretas, estampadas por logotipos e imagens relacionadas a músicos e bandas. A música, aliás, era o principal elo entre essas pessoas que, não raro, eram vistas segurando violões, discos, fitas k-7, pôsteres e outros elementos afins. Falamos aqui da Praça Guadalajara, ou, como comumente conhecida, a “Praça da Normal”, em referência ao Instituto de Educação Euclides Dantas, colégio público outrora denominado “Escola Normal”, cuja extensão do muro frontal coincide com praticamente toda a da praça. 

O amplo espaço é naturalmente preenchido principalmente pelos próprios estudantes. Gerações e gerações de jovens a mantiveram como local de encontros. No período em questão, um interessante fenômeno se verificou: estudantes de outras regiões da cidade passaram a frequentá-la, em busca de inclusão ao grupo. Não necessariamente moradores das imediações (bairro Recreio, Alto Maron, Centro e Candeias) estudavam na escola, o que contribuiu para essa integração. Representantes de toda a cidade eram encontrados ali, discutindo, escutando, tocando, conhecendo e criando música. Amigos levavam amigos, que levavam amigos. Florescia ali a cena rock conquistense enquanto um verdadeiro movimento cultural jovem, em busca de mais espaço e reconhecimento junto à comunidade externa, mais voltada musicalmente aos gêneros que dominavam os programas dominicais da TV aberta ou, mais restritamente, ao regionalismo intelectualizado, representado pela figura de Elomar Figueira, que inaugurou e formatou uma verdadeira escola musical de cantadores e violeiros.

Este fenômeno – espaços geográficos urbanos ocupados por grupos de pessoas em torno da música – foi introduzido, no início da década de 1990 ao universo acadêmico pelo canadense Will Straw, aproveitando o termo cena musical já utilizado desde a década de 1940 pelos jornalistas musicais ao escreverem sobre os clubes de jazz nos Estados Unidos. O conceito vem sendo aperfeiçoado desde então, por diversos pesquisadores em todo o mundo, inclusive no Brasil. Grosso modo, podemos considerar uma cena musical como um conjunto de pessoas, espaços e iniciativas voltadas à manutenção de si enquanto grupo e movimento, tendo a música como elemento central. Assim, há “funções” bem definidas no âmbito da cena: o artista, o técnico de som, o produtor cultural, o proprietário de estúdios, o jornalista especializado, o público consumidor, e o próprio espaço urbano.

A cena, ao menos até o período abordado, tinha início em espaços físicos, que são ocupados por motivos externos, como a conveniência de uma praça localizada em frente ao um colégio com grande concentração de roqueiros entre o corpo discente. Essas pessoas se detectam e, pouco a pouco, o grupo assume uma forma cada vez mais sólida, marcando o espaço e atraindo pessoas afins. Em um contexto onde o rock não representava os ideais da cultura mainstream, sendo até mesmo marginalizado por toda sorte de estereótipos, encontrar pessoas com gostos semelhantes era uma verdadeira conquista, sobretudo para adolescentes. Assim, o espaço público que atraiu e influenciou esse grupo passa a ser modificado por ele, tornando-se conhecido pela sua presença. A Praça da Normal torna-se, também, a “praça dos roqueiros” em Vitória da Conquista:

Essa troca de influências “­cidade-cena-cidade” se dá de forma orgânica: primeiro, a realidade urbana faz com que as pessoas busquem espaços específicos para ocupar. Com o tempo, esses espaços passam a se tornar associados a esse grupo também pela sociedade em geral, que passa a responder proporcionalmente. (MENDES, 2022, p. 34)

A cena passa, então, a formar um circuito de ambientes relacionados ao grupo. Não por acaso, a Praça da Normal contém, ainda, a porta de entrada para a Concha Acústica do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, um dos mais importantes e icônicos espaços públicos da cena rock conquistense, onde aconteceu a maioria dos shows e festivais temáticos até os dias atuais. Nessa época, ainda era possível se chegar, em poucos minutos, ao Paraki Bar (fechado em 2013), um dos principais espaços locais para se socializar ao som do rock. Outras iniciativas privadas semelhantes, como o Viela Sebo-Café, a Casa Fora do Eixo, a Casa do Rock e o Odeon Bar também aconteceram em um raio não muito distante da praça, em diferentes momentos. 

Recorte da Praça da Normal, exibindo, ao fundo, a entrada da Concha do Centro de Cultura. Fonte: Google Street View (visão em 2019)

Obviamente, aconteceram diversos eventos em outras regiões da cidade, mas a Praça da Normal parece ter exercido maior atração ao movimento, o que se comprovou em 2003, quando a Prefeitura Municipal, reconhecendo a importância do espaço para o grupo (e inclusive a importância cultural do grupo em si, anteriormente ignorado em grandes eventos), passou a instalar o Point do Rock, palco dedicado ao rock durante a micareta, financiado com dinheiro público. A praça, importante destacar, também era reconhecida como o ponto de partida do circuito da festa desde seu início, em 1989. O rock local, literalmente, posicionou-se “cara a cara” com o axé – considerado um antagonista – reivindicando sua devida valorização enquanto um nicho cultural igualmente válido.

Halbwachs, em seus estudos sobre a memória coletiva, intimamente relacionados a conceitos como identidade e pertencimento, enfatiza a importância do espaço para o grupo e toda a gama conceitual que o envolve:

[…] não há memória coletiva que não se desenvolva num quadro espacial. Ora, o espaço é uma realidade que dura: nossas impressões se sucedem, uma à outra, nada permanece em nosso espírito, e não seria possível compreender que pudéssemos recuperar o passado, se ele não se conservasse, com efeito, no meio material que nos cerca. É sobre o espaço, sobre o nosso espaço – aquele que ocupamos, por onde passamos, ao qual sempre temos acesso, e que em todo o caso, nossa imaginação ou nosso pensamento é a cada momento capaz de reconstruir – que devemos voltar nossa atenção; é sobre ele que nosso pensamento deve se fixar, para que reapareça esta ou aquela categoria de lembranças. (HALBWACHS, 1990, p. 143)

Assim, percebemos a importância do espaço, sobretudo público, para a(s) dinâmica(s) social(is). A cidade é tão viva quanto seus habitantes. Os espaços públicos são construídos por pessoas, mas com a função/missão de transformá-las, viabilizar seus anseios e esperanças. Na cena rock, pessoas de diferentes bairros se reuniram em espaços como o da Praça da Normal. Bandas foram formadas integrando pessoas de diferentes classes sociais, que dificilmente teriam se conhecido em nível de igualdade sob outras circunstâncias. Não raramente, instrumentos musicais eram tomados emprestados de pessoas mais abastadas para viabilizar a existência de uma banda contendo membros de condições financeiras restritas. A cena musical, bem como outras manifestações socioculturais, é um fenômeno tipicamente urbano.

A cidade é uma construção humana que, ao longo do tempo, vai se constituindo como um núcleo regente da sociedade contendo em si o poder seja político, econômico, religioso, cultural, da educação, da saúde, do lazer. Não é um fenômeno novo, pois que todas as grandes civilizações tiveram como centro a cidade: Babilônia, Atenas, Roma, Constantinopla, Londres, Paris. Continuadamente, ao longo da trajetória humana, a cidade se constitui como o lugar de encontro de diversos interesses e de vários segmentos da população, seja o simples mercado nas civilizações antigas, seja o grande centro do mundo capitalista da cidade atualmente. Nesse sentido, a cidade tem sido sempre o cérebro e o coração civilizatório. Portanto, compreender a dinâmica da vida urbana é condição para compreender a dinâmica do conjunto da sociedade. (CALLAI, 2018, p. 3-4)

Viver na cidade, portanto, significa ter (e reivindicar) o direito à cidade. Como seria possível o desenvolvimento da cena musical sem espaços capazes de reunir pessoas com interesses afins ou, ainda, sem que essas pessoas possuam o fundamental direito a um lar para onde se possa recolher-se ao fim do dia? Diversos fatores fizeram da Praça da Normal, um espaço tradicional e central da cidade, um dos principais espaços da cena musical. Em contrapartida, a própria cena, incomodada com a alta concentração de eventos à região, organizou shows e outros encontros em regiões mais periféricas, como os bairros Zabelê, Jurema, Ibirapuera e Brasil. 

O rock conquistense refletiu a inquietude típica do gênero musical frente ao Poder Público, reivindicando direitos. Para isso, o programa radialístico O Som da Tribo (encerrado em 2012, com o falecimento do radialista e agitador cultural Miguel Côrtes Filho, homenageado com a nomeação de uma praça próxima à sua casa, em 2019) exerceu um fundamental papel, não raro, denunciando injustiças e cobrando soluções ao vivo, através das ondas FM. A cena rock lutou não apenas por espaço e reconhecimento, mas por cidadania, fundamental elemento social que “se concretiza de fato quando seus portadores adquirem status de partícipes dos rumos que toma a sua cidade” (CARVALHO; RODRIGUES, 2023, p. 59).

Tal é a função social da arte: denunciar, provocar e promover reflexões e mudanças. A arte é capaz de interpretar realidades e expelir ideias com objetivos diversos. Recentemente, conceitos como o de cena musical foram flexibilizados pela realidade virtual, alcançando níveis de expansão inimagináveis quando dos primeiros escritos de Straw. Atualmente, analisar a realidade cultural em relação à urbana é tarefa mais complexa, repleta de elementos novos. A cena modificou-se, mas ainda utiliza espaços icônicos como a Concha do Centro de Cultura, demonstrando a força do espaço urbano para determinados grupos ao passar das gerações. Ocupemos a cidade e a transformemos à nossa imagem. A cidade e a arte existem porque as pessoas existem. Viver na cidade significa exercer o direito à cidade.


REFERÊNCIAS


CALLAI, Helena Copetti. A Cidade como conceito e como conteúdo. In: CALLAI, Helena Copetti; OLIVEIRA, Tarcísio Dorn de; COPATTI, Carina. A cidade para além da forma. Coleção cidade: Conhecer e interpretar para compreender o mundo da vida. Vol. 1. Curitiba: CRV, 2018. p.115-128.

CARVALHO, Claudio; RODRIGUES, Raoni. Fundamentos do direito à cidade. 1. ed. João Pessoa: Porta, 2023.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Tradução: Laurent Léon Schaffter. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1990.

MENDES, Plácido Oliveira. A vez dos camisas pretas: memória, formação e consolidação da cena rock de Vitória da Conquista-BA. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Programa de Pós-Graduação em memória: Linguagem e Sociedade, Vitória da Conquista, 2022. 

STRAW, Will. Systems of Articulation, Logics of Change: Communities and Scenes in Popular Music. Cultural Studies, v.5, n.3, 1991, p. 368-88.
Conversamos com Miguel Cortes, locutor, idealizador e  apresentador do programa O Som da Tribo na rádio 96 fm sobre o novo formato adotado para a micareta 2007. Miguel, que é bastante realista e não tem papas na língua no momento de criticar e buscar alternativas para a cultura conquistense, deu a seguinte opinião:

A novidade na festa foi a segregação social estabelecida esse ano, de um lado o poder público (pmvc) desesperadamente tentando a todo custo (e haja custo $$$) patrocinar e reinventar o que já havia acabado, pelo menos, há alguns anos atrás, a tão badalada “micareta de vitória da conquista”, que em tempos atrás era uma das melhores da Bahia.E do outro lado a micareta elitizada, fechada, discriminatória aonde deixava bem claro, que ali realmente só era pra quem tivesse um poder aquisitivo nos padrões que a festa exigia, ou seja, ficar afastado da galera de poder financeiro inferior, que é a grande maioria da sociedade que gostam e curtem esse tipo de cultura de nacionalidade fácil. E não vou entrar no mérito de comentar as coisas óbvias que acontecem tanto em um lado como no outro: violência em excesso, desequilíbrio emocional, tolerância zero, drogas, arrastão, clima desfavorável, ganância dos empresários (?) Do comércio, briga entre comércio e poder público… Ufa! A micareta antes de começar já era estressante.E para não encher e acho que todos já estão de saco cheio dessa micareta falida, acabada, inviável e que não agrega nada, nada financeiramente e principalmente culturalmente na nossa cidade.Então, a miconquista no bosque (out door) e a no parque (in door) ambas foram fracassadas em todos os sentidos.Então continuar com fracasso, com que está morto é burrice! E nessa batalha os dois lados da separação e segregação social saíram perdendo em todos os sentidos. E salve-se quem puder!


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Publicado originalmente em 22/10/2007, em ArtCultura.

Na última quarta-feira (14), o programa Positividade aproveitou a semana do Dia do Rock para homenagear um grande radialista e um saudoso programa conquistense. Trata-se de Miguel Côrtes e O Som da Tribo.

O programa, apresentado por Maciel Jr. e Nagib Barroso, contou com as presenças de Kessler e Rubenildo Metal para fazer a homenagem. Ambos lembraram grandes momentos do programa e do radialista, que tanto ofereceu para a cultura conquistense.

Miguel e O Som Tribo foram fundamentais para revelar diversos artistas e produtores musicais da cena musical chamada "alternativa", ou seja, gerando espaço e divulgando nomes que não conseguiam tanta mídia em outros meios de divulgação.

Ouça o programa completo:



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Publicado originalmente em 20/07/2021, em Rádio Up.


Há 9 anos a cena cultural de Conquista perdia um cara visionário e grande apoiador da cena rock alternativa local. Miguel Silva Côrtes Filho, partia aos 45 anos. Miguel mantinha o microfone do programa "Som da Tribo" sempre aberto aos artistas independentes e undergrounds, que não tinham espaço em outras mídias. Figura carimbada nos eventos culturais e shows da cidade, Miguel deixou um legado incrível, com sua humildade, tocava desde as bandas que tinham como gravar em um bom estúdio, até as que gravavam só um violão, dentro de um quarto, numa gravação simples e caseira. Assim era Miguel Côrtes. Um cara sensacional, além do seu tempo, e que nos deixa saudades!
Aqui fica a minha homenagem pra esse cara que respirava música de qualidade, com esse vídeo que é só uma parte do acervo do programa, e que anos após a morte de Miguel, um amigo em comum me disponibilizou! No link abaixo, tem o arquivo completo com todas as músicas autorais de bandas de Conquista e Região que Miguel tocava no quadro "Som Local".

Se vc curtir, se inscreva no canal, que essa é uma das propostas: Divulgar bandas!!!

00:00 BATALHANTES - POBRE DE NÓS BRASILEIROS
02:25 BENE - DIA LINDO, NOITE BELA (SÓ COM VOCÊ SEREI FELIZ)
06:03 CAMA DE JORNAL - O HOMEM
07:30 CHIRLEI DUTRA - RESSACA DE AMOR
10:39 CINCO CONTRA UM - BRINCANDO DE RODA
13:56 CONTRAMAO - BIJOUTERIAS
17:36 DEZOITO 21 - DEZOITO 21
21:05 DISTINTIVO BLUE - LUAR DO PONTAL
25:02 DP - O QUE VEM DO CÉU
27:53 KESSLLER - PANSY
31:56 LADRÕES DE VINIL - FORMAS
36:10 LIATRIS - VIOLENT VIOLET
39:27 MICTIAN - COSMIC CURSE
43:24 OS BARCOS - DE VIR
46:59 PARALIPS - MINHA CIDADE
51:09 PRINCIPIO ATIVO - VER ME
53:07 RAMANAIA - CANSEI DE ESPERAR
57:40 RELES FATOS - PALHAÇOS DE UM CIRCO CHAMADO BRASIL
01:01:18 RENEGADOS - TECNOLOGIA
01:04:50 SHAO & OS ANÉIS DE SATURNO - OS DIAS
01:09:39 SIGNISTA - A PORTA DA MORTE
01:14:10 SR. UILSON - VACILAR JAMAIS
01:16:51 THE PLANT - LAMENTO (DVD)
01:23:25 ZÉ DOS CAFÉS - PLANALTO DA CONQUISTA
01:27:15 ZERO 800 - SEJA COMO FOR

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Publicado originalmente por Tosco Todo - Selo de Divulgação, no YouTube.

 

Foto: Rubenildo Metal

Pelo visto o Chefe do Gabinete Civil da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, Márcio Higino (PV), saiu bastante constrangido do show do Matanza que aconteceu na Concha do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima na noite deste domingo (17), promovido pela Suíça Baiana, fazendo parte do projeto Circuito Fora do Eixo. Indignado, o apresentador do evento, Miguel Côrtes, que é ancora do programa Som da Tribo (Rádio Clube FM), indagou ao público se eles sabiam quem foi o autor da Lei Cinderela, que regulamenta o horário de funcionamento de bares e restaurantes na cidade, como respostas gritavam o nome do prefeito Guilherme Menezes seguidos de vários palavrões e gestos difamadores. Para saber mais sobre o protesto, o Blog do Anderson conversou ao telefone com o provocador do movimento, Miguel Côrtes, que diz ser contra o Projeto de Lei em tramitação. “Sou totalmente contra. Isso é um retrocesso a democracia, Essa imposição criada pela Prefeitura de Vitória da Conquista com a conivência da Câmara de Vereadores. À Prefeitura deveria se preocupar com assuntos mais pertinentes e importantes, tais como: transporte coletivo, que está uma lastima, a  saúde pública, que está na UTI, a educação, que está um caos, e tantos outros assuntos mais importantes que a Prefeitura e a Câmara poderiam buscar meios para um imediata em tantas outras questões de causas sociais e não ficarem se preocupando com uma polêmica sem relevância a comunidade conquistense. Segurança Pública é um dever do Estado e não acredito que com o fechamento dos bares a violência seja abolida. Ficar procurando um culpado e jogar essa culpa toda no consumo de bebidas alcoólicas é procurar chifre em cabeça de cavalo ”, disparou o radialista.


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Publicado originalmente em 18/04/2011, em Blog do Anderson.


6 Respostas para “Lei Cinderela é motivo de polêmica em show de rock”

yuri

18 de abril de 2011, 10:09

Boa, Côrtes!!!

Guilherme Menezes: Prepare-se para ver a sua popularidade ficar no chão.

Aguardem!


Dirceu Góes

18 de abril de 2011, 13:18

Caro Anderson,


Vitória da Conquista possui duas Universidades públicas e quatro faculdades particulares, com diversos professores aptos a desenvolver pesquisas sociológicas que poderiam associar ou não a redução de violência na cidade ao fechamento de bares, restaurantes e shows à meia-noite. Entretanto, até agora não percebi nenhum pesquisador científico respaldando a já avacalhada “Lei Cinderela”. Some-se a isso o fato de que nem as polícias Civil e Militar nem renomados profissionais da PMVC apresentaram ou assinaram relatórios contundentes mostrando que as mortes, os furtos e os assaltos, que não são poucos, praticados em Vitória da Conquista acontecem em bares, restaurantes e shows durante a madrugada.

Portanto, gostaria de saber quem fornece ao prefeito Guilherme Menezes subsídios para insistir com tão atabalhoado Projeto de Lei em tramitação na Câmara, que fere os costumes culturais da cidade, traz enormes prejuízos para o comércio do entretenimento e da gastronomia, além de barrar a possibilidade das pessoas pautarem suas próprias vidas se divertirem democraticamente.

Se essa Lei for aprovada, eu só quero ver o “Festival de Inverno”, a “Expoconquista” e o “Forró do Periperi” serem encerrados à doze badaladas noturnas. Eu só quero ver os funcionários da prefeitura, acompanhados por policiais armados de metralhadoras e escopetas, fechando as portas do Bistrô, do Boca de Forno, do Costinhas, do Santa Fé, da Quina de Massu e do Art Sushi, só para citar alguns exemplos, constrangendo a população conquistense.

Ao que me parece, a tal da “Lei Cinderela” tem tudo para se transformar na “Lei da Abóbora”. Possivelmente o seu autor poderá ficar com o sapatinho de cristal nas mãos, vagando pela madrugada em busca da donzela que ao colocar o pezinho e calçar o mimo ou vai ser responsabilizada pelas mazelas de Vitória da Conquista ou vai transformar o príncipe em sapo.

Miguel Côrtes e a galera do rock só deram uma breve demonstração do que a rebeldia da juventude é capaz de revolucionar.

Um grande abraço a todos.


Dirceu Góes – Jornalista e professor do Curso de Comunicação da UESB

geraldo west

18 de abril de 2011, 14:23

Eu quero saber é quando a ponte da Luis Eduardo vai ficar pronta!!!!!!!!!!!(isso é pra desviar a atenção do que deve ser feito)

Abigail

18 de abril de 2011, 16:06

Dirceu tava inspirado quando escreveu o texto! O jogo de palavras e ideias ficou muito bom. E se pensarmos bem, como me disse um delegado certa vez, quando existem muitos problemas numa certa área, cria-se uma lei, é mais barato e prático que tomar atitudes realmente eficazes.

O poder público conta com sociólogos justamente para isto: estudar a sociedade e seus problemas e eles, os sociólogos sabem muito bem quando uma ação irá resolver um problema ou apenas “tapear”.

Viva Bahia!

19 de abril de 2011, 7:39

Esse tipo de lei é um subterfúgio dos incompetentes, e está sendo usada em todo o Brasil. Evidentemente é muito mais fácil do que fazer uma administração municipal focada no interesse coletivo. Claro, se fosse aplicado o Estatuto da Cidade, entre outros instrumentos, e criada uma cidade humanizada e includente, teríamos menos violência. Mas isso, além de dar muito trabalho, choca com interesses privados. Melhor criar o factóide. Uma lei que proibisse as pessoas de saírem de casa seria mais eficiente ainda, não? Taí a sugestão: todo mundo proibido de sair de casa à noite…

Samleal

19 de abril de 2011, 10:04

O prefeito só colocou esta lei por que ele mora perto da Olivia Flores… E por conta disso o nenem tem que dormir cedo. Então, qualquer barulho que passe das 10 horas para ele e familia já o deixa desconfortável, e como ele tem que exercer o seu poder perante a sociedade, para quem sabe demonstrar controle sobre a população de Conquista, ele fez isso… Porém, o povo não é besta nem nada e a qualquer momento O poder que ele acha ter pode ser totalmente abalado…


Final dos anos 80 e até meados da década de 90, nasce no pequeno e pacato Bairro Iracema em Vitória da Conquista-Bahia, uma nova voz nas ondas do rádio... "A Rádio Baixaria" idealizada por Rubenildo Metal (blog do rubenildo), Gildásio Alves (Secretário de Comunicação do Municipio), Miguel Côrtes (Som da Tribo) e Wasniclevérson Rala (Skin, Funcionário Bco. do Brasil/SP).

A Rádio Baixaria surgiu com um exclusivo objetivo de se fazer verdadeira "rádio livre" uma emissora literalmente "pirata" que tinha como principais objetivos: notícias do bairro, agregado com altas doses de humor, dramatização, boa música e principalmente a vida como ela era no Bairro Iracema...

Então ouça, divirta-se e relembre como esse grupo de amigos imaginavam "uma rádio livre" naquela época... Ah! A “Rádio Baixaria” operava tanto no AM como no FM, é mole ???

Texto: Rubenildo Metal

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