Foi apresentado à Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, por meio do mandato do vereador Ricardo Gordo, um interessante projeto que pretende consolidar a cidade como um espaço onde o rock está presente no dia a dia. Vitória da Conquista tem uma bela história com esse ritmo, construída por seus adeptos e marcada por momentos importantes na nossa cultura.
Publicado originalmente em 14/08/2025, em Blog do Agito geral.
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| Deputado Fabrício Falcão (PC do B) Foto: AscomALBA/AgênciaALBA |
Por meio de indicação protocolada na Casa Legislativa, o deputado Fabrício Falcão (PC do B) sugeriu ao governador Jerônimo Rodrigues o nome de Miguel Silva Cortês Filho para denominar a Concha Acústica do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista.
No documento, o parlamentar ressaltou a história do locutor, radialista e produtor cultural, nascido em Vitória da Conquista, que residiu na rua União Operária, Centro de Vitória da Conquista, “demostrando desde a adolescência talento para a locução de rádio. Interagindo com os fãs e entusiastas do Rock com o bordão ‘E aí baby, vai encarar?’ e atuando na organização dos movimentos culturais, Miguel Cortês ficou bastante conhecido, e se tornou um dos mais influentes produtores da cena cultural conquistense”, afirmou.
Falcão destacou, ainda, a atuação de Miguel Cortês Filho como apresentador do “Programa Som da Tribo”, na Rádio Clube de Conquista, quando deu oportunidade a muitos artistas divulgando seus trabalhos e abrindo espaço na mídia para os produtores de eventos culturais alternativos.
Segundo o legislador, Miguel Cortês foi um amante do esporte e um ativista das causas sociais, exercendo o cargo de diretor social da Associação de Moradores do bairro Iracema. “Infelizmente faleceu aos 45 anos, no dia 5 de julho de 2012, deixando um vazio na cultura do Sudoeste da Bahia”, disse.
Falcão justificou a sugestão do nome de Miguel Silva Cortês Filho para a Concha Acústica do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, de Vitória da Conquista, à nobreza dos ideais do radialista, “pela sua forte atuação na área da cultura, especialmente na música alternativa, que merece ser, como expressão de reconhecimento a uma vida dedicada ao fortalecimento das expressões culturais de Vitória da Conquista e, sobretudo, o fornecimento dos valores e dignidade da pessoa humana e que é um anseio da comunidade conquistense”, argumentou.
Publicado originalmente em 19/03/2025, em Assembleia Legislativa da Bahia.
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Banda Renegados, no Point do Rock 2004 (Praça Guadalajara). Fonte: Acervo Memória Musical do Sudoeste da Bahia (cedida por Crescêncio Lima) |
Essa troca de influências “cidade-cena-cidade” se dá de forma orgânica: primeiro, a realidade urbana faz com que as pessoas busquem espaços específicos para ocupar. Com o tempo, esses espaços passam a se tornar associados a esse grupo também pela sociedade em geral, que passa a responder proporcionalmente. (MENDES, 2022, p. 34)
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| Recorte da Praça da Normal, exibindo, ao fundo, a entrada da Concha do Centro de Cultura. Fonte: Google Street View (visão em 2019) |
[…] não há memória coletiva que não se desenvolva num quadro espacial. Ora, o espaço é uma realidade que dura: nossas impressões se sucedem, uma à outra, nada permanece em nosso espírito, e não seria possível compreender que pudéssemos recuperar o passado, se ele não se conservasse, com efeito, no meio material que nos cerca. É sobre o espaço, sobre o nosso espaço – aquele que ocupamos, por onde passamos, ao qual sempre temos acesso, e que em todo o caso, nossa imaginação ou nosso pensamento é a cada momento capaz de reconstruir – que devemos voltar nossa atenção; é sobre ele que nosso pensamento deve se fixar, para que reapareça esta ou aquela categoria de lembranças. (HALBWACHS, 1990, p. 143)
A cidade é uma construção humana que, ao longo do tempo, vai se constituindo como um núcleo regente da sociedade contendo em si o poder seja político, econômico, religioso, cultural, da educação, da saúde, do lazer. Não é um fenômeno novo, pois que todas as grandes civilizações tiveram como centro a cidade: Babilônia, Atenas, Roma, Constantinopla, Londres, Paris. Continuadamente, ao longo da trajetória humana, a cidade se constitui como o lugar de encontro de diversos interesses e de vários segmentos da população, seja o simples mercado nas civilizações antigas, seja o grande centro do mundo capitalista da cidade atualmente. Nesse sentido, a cidade tem sido sempre o cérebro e o coração civilizatório. Portanto, compreender a dinâmica da vida urbana é condição para compreender a dinâmica do conjunto da sociedade. (CALLAI, 2018, p. 3-4)
REFERÊNCIAS
A novidade na festa foi a segregação social estabelecida esse ano, de um lado o poder público (pmvc) desesperadamente tentando a todo custo (e haja custo $$$) patrocinar e reinventar o que já havia acabado, pelo menos, há alguns anos atrás, a tão badalada “micareta de vitória da conquista”, que em tempos atrás era uma das melhores da Bahia.E do outro lado a micareta elitizada, fechada, discriminatória aonde deixava bem claro, que ali realmente só era pra quem tivesse um poder aquisitivo nos padrões que a festa exigia, ou seja, ficar afastado da galera de poder financeiro inferior, que é a grande maioria da sociedade que gostam e curtem esse tipo de cultura de nacionalidade fácil. E não vou entrar no mérito de comentar as coisas óbvias que acontecem tanto em um lado como no outro: violência em excesso, desequilíbrio emocional, tolerância zero, drogas, arrastão, clima desfavorável, ganância dos empresários (?) Do comércio, briga entre comércio e poder público… Ufa! A micareta antes de começar já era estressante.E para não encher e acho que todos já estão de saco cheio dessa micareta falida, acabada, inviável e que não agrega nada, nada financeiramente e principalmente culturalmente na nossa cidade.Então, a miconquista no bosque (out door) e a no parque (in door) ambas foram fracassadas em todos os sentidos.Então continuar com fracasso, com que está morto é burrice! E nessa batalha os dois lados da separação e segregação social saíram perdendo em todos os sentidos. E salve-se quem puder!
Pelo visto o Chefe do Gabinete Civil da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, Márcio Higino (PV), saiu bastante constrangido do show do Matanza que aconteceu na Concha do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima na noite deste domingo (17), promovido pela Suíça Baiana, fazendo parte do projeto Circuito Fora do Eixo. Indignado, o apresentador do evento, Miguel Côrtes, que é ancora do programa Som da Tribo (Rádio Clube FM), indagou ao público se eles sabiam quem foi o autor da Lei Cinderela, que regulamenta o horário de funcionamento de bares e restaurantes na cidade, como respostas gritavam o nome do prefeito Guilherme Menezes seguidos de vários palavrões e gestos difamadores. Para saber mais sobre o protesto, o Blog do Anderson conversou ao telefone com o provocador do movimento, Miguel Côrtes, que diz ser contra o Projeto de Lei em tramitação. “Sou totalmente contra. Isso é um retrocesso a democracia, Essa imposição criada pela Prefeitura de Vitória da Conquista com a conivência da Câmara de Vereadores. À Prefeitura deveria se preocupar com assuntos mais pertinentes e importantes, tais como: transporte coletivo, que está uma lastima, a saúde pública, que está na UTI, a educação, que está um caos, e tantos outros assuntos mais importantes que a Prefeitura e a Câmara poderiam buscar meios para um imediata em tantas outras questões de causas sociais e não ficarem se preocupando com uma polêmica sem relevância a comunidade conquistense. Segurança Pública é um dever do Estado e não acredito que com o fechamento dos bares a violência seja abolida. Ficar procurando um culpado e jogar essa culpa toda no consumo de bebidas alcoólicas é procurar chifre em cabeça de cavalo ”, disparou o radialista.
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Publicado originalmente em 18/04/2011, em Blog do Anderson.
6 Respostas para “Lei Cinderela é motivo de polêmica em show de rock”
yuri
18 de abril de 2011, 10:09
Boa, Côrtes!!!
Guilherme Menezes: Prepare-se para ver a sua popularidade ficar no chão.
Aguardem!
Dirceu Góes
18 de abril de 2011, 13:18
Caro Anderson,
Vitória da Conquista possui duas Universidades públicas e quatro faculdades particulares, com diversos professores aptos a desenvolver pesquisas sociológicas que poderiam associar ou não a redução de violência na cidade ao fechamento de bares, restaurantes e shows à meia-noite. Entretanto, até agora não percebi nenhum pesquisador científico respaldando a já avacalhada “Lei Cinderela”. Some-se a isso o fato de que nem as polícias Civil e Militar nem renomados profissionais da PMVC apresentaram ou assinaram relatórios contundentes mostrando que as mortes, os furtos e os assaltos, que não são poucos, praticados em Vitória da Conquista acontecem em bares, restaurantes e shows durante a madrugada.
Portanto, gostaria de saber quem fornece ao prefeito Guilherme Menezes subsídios para insistir com tão atabalhoado Projeto de Lei em tramitação na Câmara, que fere os costumes culturais da cidade, traz enormes prejuízos para o comércio do entretenimento e da gastronomia, além de barrar a possibilidade das pessoas pautarem suas próprias vidas se divertirem democraticamente.
Se essa Lei for aprovada, eu só quero ver o “Festival de Inverno”, a “Expoconquista” e o “Forró do Periperi” serem encerrados à doze badaladas noturnas. Eu só quero ver os funcionários da prefeitura, acompanhados por policiais armados de metralhadoras e escopetas, fechando as portas do Bistrô, do Boca de Forno, do Costinhas, do Santa Fé, da Quina de Massu e do Art Sushi, só para citar alguns exemplos, constrangendo a população conquistense.
Ao que me parece, a tal da “Lei Cinderela” tem tudo para se transformar na “Lei da Abóbora”. Possivelmente o seu autor poderá ficar com o sapatinho de cristal nas mãos, vagando pela madrugada em busca da donzela que ao colocar o pezinho e calçar o mimo ou vai ser responsabilizada pelas mazelas de Vitória da Conquista ou vai transformar o príncipe em sapo.
Miguel Côrtes e a galera do rock só deram uma breve demonstração do que a rebeldia da juventude é capaz de revolucionar.
Um grande abraço a todos.
Dirceu Góes – Jornalista e professor do Curso de Comunicação da UESB
geraldo west
18 de abril de 2011, 14:23
Eu quero saber é quando a ponte da Luis Eduardo vai ficar pronta!!!!!!!!!!!(isso é pra desviar a atenção do que deve ser feito)
Abigail
18 de abril de 2011, 16:06
Dirceu tava inspirado quando escreveu o texto! O jogo de palavras e ideias ficou muito bom. E se pensarmos bem, como me disse um delegado certa vez, quando existem muitos problemas numa certa área, cria-se uma lei, é mais barato e prático que tomar atitudes realmente eficazes.
O poder público conta com sociólogos justamente para isto: estudar a sociedade e seus problemas e eles, os sociólogos sabem muito bem quando uma ação irá resolver um problema ou apenas “tapear”.
Viva Bahia!
19 de abril de 2011, 7:39
Esse tipo de lei é um subterfúgio dos incompetentes, e está sendo usada em todo o Brasil. Evidentemente é muito mais fácil do que fazer uma administração municipal focada no interesse coletivo. Claro, se fosse aplicado o Estatuto da Cidade, entre outros instrumentos, e criada uma cidade humanizada e includente, teríamos menos violência. Mas isso, além de dar muito trabalho, choca com interesses privados. Melhor criar o factóide. Uma lei que proibisse as pessoas de saírem de casa seria mais eficiente ainda, não? Taí a sugestão: todo mundo proibido de sair de casa à noite…
Samleal
19 de abril de 2011, 10:04
O prefeito só colocou esta lei por que ele mora perto da Olivia Flores… E por conta disso o nenem tem que dormir cedo. Então, qualquer barulho que passe das 10 horas para ele e familia já o deixa desconfortável, e como ele tem que exercer o seu poder perante a sociedade, para quem sabe demonstrar controle sobre a população de Conquista, ele fez isso… Porém, o povo não é besta nem nada e a qualquer momento O poder que ele acha ter pode ser totalmente abalado…
A Rádio Baixaria surgiu com um exclusivo objetivo de se fazer verdadeira "rádio livre" uma emissora literalmente "pirata" que tinha como principais objetivos: notícias do bairro, agregado com altas doses de humor, dramatização, boa música e principalmente a vida como ela era no Bairro Iracema...
Então ouça, divirta-se e relembre como esse grupo de amigos imaginavam "uma rádio livre" naquela época... Ah! A “Rádio Baixaria” operava tanto no AM como no FM, é mole ???
Texto: Rubenildo Metal
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