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As cantoras Jeanna Lopes e Luiza Portal participam do quadro "Duetos", no programa "Tarde UESB" (UESB FM) em 01/12/2023.

Apresentação: Caique Santos 
Produção: Yasmin Luene

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O duo Tarcísio e Guigga participa do programa "Tarde UESB" (UESB FM) em 01/12/2023.

Apresentação: Caique Santos 
Produção: Yasmin Luene

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A final do Festival de Arte e Música Unimed Sudoeste (Famus) acontece no Espaço Cultural Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, no dia 16 de dezembro, a partir das 20h. As bandas Homens de Cabaré, Mastruz com Leite e a cantora Robertinha vão se apresentar no Festival.

Para o encerramento foi preparada essa edição de Natal, que também terá apresentações dos finalistas do Festival. Os finalistas venceram audições com vários outros cantores em suas cidades. A representante de Vitória da Conquista na grande final é a cantora Marlua, que concorre com Jack Cruz, representando Itapetinga, Bruno Lima, representando o município de Brumado, Natália Bueno, de Guanambi e Mary Ouro que vem representando Jequié.


O evento também tem o objetivo de arrecadar alimentos para famílias carentes. Assim, a entrada do Famus será 1kg de alimento não perecível.

Os interessados podem fazer a troca em um desses pontos: Lojas silva calçados , posto São Jorge (Rodoviária ) , Casa do óleo, Chalé dos biscoitos e Pizzo Acabamentos (Juracy Magalhães).

O evento deve levar milhares de pessoas ao Glauber Rocha, sendo um momento de comemoração e celebrados às vésperas de uma das datas mais importantes do ano.

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Publicado originalmente em 01/12/2023, em Blog do Sena.

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A Câmara Municipal de Vitória da Conquista manifesta seu Aplauso para os artistas Guigga e Marcos Marinho pelo primeiro lugar na 51ª edição do Festival Nacional da Canção, o maior do gênero no país, com a composição “Qualquer Outra Coisa”.

De autoria da vereadora Viviane Sampaio e subscrito pelos vereadores Alexandre Xandó e Chico Estrela, o projeto de Moção aos compositores foi apresentado e aprovado na Câmara em Setembro de 2021, mas aguardava agenda dos artistas, que não residem no município.

Na próxima sexta-feira, em passagem pela cidade para o show de lançamento do álbum Mar sobre Pedras, Guigga receberá a homenagem na Câmara de Vereadores, às 9 horas, em sessão pública.

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Publicado originalmente em 28/11/2023, no Instagram.

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Os alunos do Conservatório Municipal de Música (CMM) encerraram com chave de ouro, nesta sexta-feira (24), os concertos “Para Ouvir com a Florada”, que ocorreram com o início da primavera. Os espetáculos foram parte fundamental da formação artística dos estudantes, que tiveram a oportunidade de se apresentar e demonstrar todo o talento adquirido durante o curso.


A iniciativa dos concertos surgiu por ideia do professor de violão clássico, Geslaney Brito, que teve a proposta abraçada pela coordenação, professores e alunos do CMM, que viram nos concertos uma oportunidade de enriquecer a formação musical dos estudantes, além da preparação pedagógica musical tradicional. No encerramento, foram preparadas apresentações de violão clássico, popular, canto e piano, sob a regência do professor, Marcos Brito.

Geslaney, William e Marcos

Durante os concertos, os alunos puderam mostrar um repertório diversificado que contemplou diferentes estilos musicais e períodos da história da música. Para o aluno William Rodrigues, os concertos foram uma grande oportunidade para os alunos mostrarem seu talento e se desenvolverem como artistas. “É uma experiência valiosa que ajuda a fortalecer a formação artística no Conservatório”, ressaltou William.


O professor de teoria musical, Marcos Brito, foi o encarregado pelo concerto final que, segundo ele, teve o papel de levar aos estudantes uma experiência única de palco. “O projeto contribuiu muito para o desenvolvimento da confiança e segurança nas habilidades musicais dos alunos. Isso traz um ânimo diferente e um sentimento de realização para eles”, explicou Marcos.


Segundo o coordenador do CMM, Alex Lacerda, os concertos de primavera foram um sucesso e deverão se repetir nos próximos anos. “Ficamos felizes com o resultado e o engajamento de todos aqui no CMM. Alunos de todas as faixas de idade mostraram um alto nível de profissionalismo e talento, e com certeza estão prontos para enfrentar novos desafios no mundo da música”, destacou Alex.



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Publicado originalmente em 25/11/2023, em PMVC.

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O sertão elomariano no cerrado, entre um causo, um repente, um verso e umas canções


Ailton Fernandes

Parece surreal juntar os sertões de Elomar com o blues norte-americano, mas Xangai o fez, agrupado com a Café com Blues. Eles levaram para Brasília esse encontro que parece desafiar, mas homenageia o menestrel conquistense e fala do sertanejo, da caatinga, das labutas, da vida simples do povo, das roças e dos roçados de Vitória da Conquista.

Entre um causo, um repente, um verso e umas cantigas, se alternavam canções do repertório elomariano, músicas da banda e outras reconhecidas pelo cantar de Xangai, que entrava e saía do palco, deixando o grupo desfilar a vontade. Nesta sexta (17), o palco foi o do Clube do Choro, e na quinta eles também estiveram no Teatro da UNIP.

Para isso, as violas não estavam sozinhas. Com guitarras, baixo, bateria, percussão e sopro, os cantadores Xangai, Diro e Thomaz Oliveira começaram com “Arrumação” e “Curvas do rio”, depois teve “O pidido”, “A meu Deus um canto novo”, “Campo branco” e “Noite de Santo Reis”. No meio disso, blocos com as canções autorais do Café com Blues, como “Blues na catingueira”, “Chuva”, “Um bluseiro no sertão” e “Sertanilha”. O encerramento foi com “Clareou” e com o “Bolero de Isabel”, atendendo aos pedidos por bis.

A ideia desse encontro foi produto da pandemia. “Nasceu da esperança da volta de Elomar aos palcos, pela situação de saúde que ele passou na pandemia, e para prestar essa homenagem ao menestrel, que é da fonte que a gente bebe, do mesmo lugar que também é a fonte da pesquisa dele”, lembra Diro. A primeira apresentação aconteceu em Vitória da Conquista, em dezembro de 2022, em outro formato: Café com Blues acompanhada da Orquestra Conquista Sinfônica, regida pelo maestro João Omar e participações de Xangai.


A união Xangai-Café com Blues pretende continuar percorrendo o Brasil. “A gente tá sentindo como vai ser esse movimento, vamos ver para onde a brisa leva. A Café com Blues ela pode caminhar só, com o repertório dela, mas essa linha de homenagear o menestrel está sendo bem interessante. Xangai é nosso amigo, mas tem muita importância para a nossa música, é uma referência muito grande e um grande carimbo estar sendo apresentada ao Brasil através de Xangai”, diz o cantor.

Para Xangai, o que parece ser inusitado, foi um arranjo natural. “Eu sou um apreciador da música, seja ela de onde for, de onde ela vier. Mas, no caso do Café com Blues, é uma banda de característica pop, como se diz, blues, rock ’n roll e tal, agora com uma acuidade, os meninos são muito atentos com a escolha do texto, do que falar. Eu digo ‘não basta cantar, e sim o que cantar’, é uma escolha, uma opção e eles apresentam pra gente um repertório tratando a realidade da nossa região, cantam a caatinga, os aspectos do que é nosso”, explicou o cantador, tido como um dos melhores intérpretes do cancioneiro elomariano. “Café com Blues é bonito, agradável de ver, são versáteis e talentosíssimos”, sinalizou.

A banda Café com Blues foi criada em 2004, em Vitória da Conquista. Desde o início, sua ideia é difundir a cultura nordestina, o reisado, as chulas, modas de violas, o repente e todo o universo cultural do povo do nordeste, em particular da caatinga baiana, criando novos espaços harmônicos e melódicos, “trazer a raiz para perto do novo e levar o novo para perto da raiz em um vai-e-vem de ritmos, fazendo quem ouve tanto conhecer a origem quanto saborear o agora”.

A formação atual é Diro Oliveira (vocal, flautas e gaitas), Thomaz Oliveira (vocal e guitarra), Paulo Novaes e Daniel Novaes (sopro), Gerson Broggini (baixo), Neto Fernandes Sá (bateria), Emílio Bazé (percussão), Alex Santos (violão) e Lúcio Ferraz (guitarra).


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Publicado originalmente em 18/11/2023, em Cultura Di Fato.

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O grupo Forró Temperado participa do quadro "Estúdio ao Vivo" do programa "Tarde UESB" (UESB FM) em 20/10/2023.

Apresentação: Caique Santos
Produção: Yasmin Luene

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Forró Temperado [Instagram] -  https://www.instagram.com/oforrotemperado/





No aniversário de 69 anos do cantor e compositor Juraildes da Cruz, o programa Saber, da Rádio Câmara de Vitória da Conquista, faz uma bela homenagem, no quadro "Artista da Semana", entrevistando o próprio artista e, ainda, um de seus maiores intérpretes, o cantador Xangai, ao vivo no estúdio. 

Locução: Guilherme Barbosa
Técnica: Vinicius Trindade
Transmitido originalmente em 23/11/2023, a partir das 8h.


Entrevista (YouTube)



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O comentarista atuava na Rádio UP FM, onde apresentava o UP Esportes.

Foto: reprodução / redes sociais.

Morreu no início da noite desta terça-feira (21), o comentarista esportivo Domingos Vieira de Oliveira Neto, popularmente conhecido como Neto Comander. O jornalista, de 60 anos, foi encontrado morto em sua residência, no bairro Vila Serrana I.

Neto passou pelas rádios Clube, Brasil e mais recentemente estava na UP FM, onde apresentava o programa UP Esportes e coordenava a equipe de esportes nas transmissões dos jogos do Vitória da Conquista.

Conhecido também como o “comentarista classe A”, Neto já foi goleiro e um dos primeiros membros da Torcida Organizada Criptonita (TOC), principal organizada do Vitória da Conquista.

Botafoguense fanático, Neto deixa esposa e dois filhos, além de grandes fãs de seus comentários.


Atualização, 23:10: Em nota divulgada nas redes sociais, a Rádio UP FM se manifestou sobre a perda do comunicador e prestou sua solidariedade aos familiares e amigos de Neto.


Atualização, 07:42: O corpo de Neto será velado na Pax Vitória, localizada na Rua Olavo Bilac, 289, no bairro São Vicente, a partir do meio-dia. O sepultamento acontece nesta quinta-feira (23), no Cemitério da Saudade.


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Publicado originalmente em 21/11/2023, em Jornal Conquista.
O evento está marcado para acontecer no próximo dia 12 de dezembro, aniversário de emancipação política da cidade.

Foto: Prefeitura de Itapetinga.

Na noite da última segunda-feira (20), aconteceu o lançamento da 25ª edição da Marcha para Jesus em Itapetinga. No auditório da Coopardo, a comunidade evangélica e as autoridades locais apresentaram a programação do evento, que conta pela primeira vez com a prefeitura como co-organizadora, ao lado da AMEI (Associação de Ministros Evangélicos de Itapetinga).

A atração principal confirmada é a cantora gospel Cassiane, recordista de vendas e figura destacada no cenário evangélico, que volta à Bahia pela primeira vez na região sul e sudoeste durante as festividades do aniversário de 71 anos de Itapetinga.

Na ocasião de lançamento, o prefeito Rodrigo Hagge (MDB) ressaltou o impacto positivo do evento na cidade. “Nossa cidade tem crescido constantemente. Isso não é apenas reflexo do trabalho que temos desenvolvido, mas do agir de Deus sobre nós. E eu fico muito feliz em poder participar dessa nova era do nosso município”, afirmou o gestor.

A Marcha para Jesus já é um evento integrado ao calendário oficial do município e tem como objetivo central transmitir mensagens de paz e união. Este ano, está marcado para acontecer no próximo dia 12 de dezembro, aniversário de 69 anos de emancipação política da cidade, e promete atrair uma grande multidão.


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Publicado originalmente em 21/11/2023, em Jornal Conquista.

A radialista, com 20 anos de experiência, relembra sua trajetória e aponta quais são os planos para o futuro na carreira

Rose Aguiar e Yasmin Luene

Há mais de 20 anos no ar no rádio conquistense, a locutora da Band FM, Sheila Lima, é apaixonada pela área da comunicação e uma admiradora da educação. Natural de Vitória da Conquista, onde cresceu com sua família, ela é filha de Milton Ferreira dos Santos, já falecido, e Edineuza Pinto Santos, e defende que o amor que sente pelo rádio e pela música foi um presente vindo de seus pais. Com as irmãs Shirley e Síntia, a infância de Sheila foi repleta de vivências que despertaram o seu talento pela locução.

Ela estudou durante algum tempo Administração pela Faculdade Independente do Nordeste (Fainor) e, hoje, cursa Jornalismo na Estácio, a fim de se aprimorar na área que atua, o radiojornalismo. É uma das apresentadoras de um dos programas de rádio  mais ouvidos da cidade, o Jornal Band News, que vai ao ar na hora do almoço na Band FM de Conquista (99.1 FM).   

A voz da locutora ecoa nas ondas de rádio na cidade de Conquista e de toda a região Sudoeste. Até se consolidar na área, ela relembra que enfrentou desafios, já que é um mercado predominantemente masculino. “Já sofri assédio”, desabafou. 

Em entrevista exclusiva ao site Avoador, ela contou ainda quais são suas ambições e planos para o futuro, tanto no rádio quanto na comunicação.


Sheila Lima

Avoador – Você é vista por muitas mulheres, que desejam trabalhar com a locução no rádio, como uma inspiração e uma referência. Isso se deve à consolidação de sua carreira nesse segmento em Vitória da Conquista. Como foi sua trajetória para chegar até aqui?

Sheila Lima – Primeiro, eu gostaria de dizer que estou bem feliz de receber o Avoador aqui na Band FM. Vejo que valeu a pena todo o esforço que fiz até aqui, a ponto de ouvir palavras como essas sobre mim. No rádio é sempre como se fosse o primeiro dia. Todo dia eu me emociono, todo dia eu me entrego. E essa paixão começou por gostar de música, de pessoas e da comunicação. Eu fui apresentada à música por meus pais, Milton Ferreira dos Santos, já falecido, e Edineuza Pinto Santos. Somos três filhas do primeiro casamento – Sheila, Shirley e Síntia – e os meus pais sempre nos incentivaram a também gostar da música. (Sheila também é irmã de Natalícia, do segundo casamento de seu pai, e de Wadson, de outro casamento de sua mãe). Apesar do meu pai não ter “muita leitura”, como ele falava, – para dizer que não tinha estudado – ele tinha uma sensibilidade muito grande. Ele me apresentou vários artistas, MPB, Xangai, Alceu Valença… Gostava também do Michael Jackson. Já minha mãe gostava mais de música francesa e música italiana. E na infância, eu e minhas irmãs ficávamos brincando, cantando e ouvindo música nos discos de vinil, ou “bolachão” como eles falavam. Depois, eu tive acesso ao rádio, o 3 em 1. A gente colocava o vinil, tinha o rádio, o locutor e os apresentadores e tinham os programas de auditório. Eu já alcancei a fase final desse formato. (O 3 em 1 era um aparelho de som antigo que tocava o vinil, a fita cassete e o rádio). 

No rádio é sempre como se fosse o primeiro dia. Todo dia eu me emociono, todo dia eu me entrego. E essa paixão começou por gostar de música, de pessoas e da comunicação. Eu fui apresentada à música por meus pais, Milton Ferreira dos Santos, já falecido, e Edineuza Pinto Santos.

Avoador – Há quanto tempo isso?

Sheila Lima – Eu tenho 46 anos e isso acontecia quando eu tinha 5, 6 anos de idade, ou seja, 40 anos atrás. Quando meu pai comprou esse som três em um e nos deu um microfone de presente, a gente fazia apresentações, eu e minhas irmãs. Então era pegar o microfone, colocar a fita cassete, eu falava e minhas irmãs cantavam, apertava o REC e gravava, a gente escrevia música, a gente dançava…

Avoador – E isso tudo acontecia onde?

Sheila Lima – Eu sou de Vitória da Conquista. Nasci aqui mesmo. E quando eu estava com uns 13 anos, estudando no Centro Integrado, houve um concurso de uma rádio aqui em Conquista para ser locutor por um dia. Eles diziam: “Se você gosta de rádio, se você quer ser um de nós…”. Naquele glamour, e a gente tinha aquela vontade de conhecer o locutor, então, falei: “Gente, que máximo!”. Pois, gravei a fita em casa, gravava um pouco o rádio, parava, gravava um pouquinho de locução, um pouco de música, e mandei para o concurso. Eu era muito nova. Dessas fitas mandadas para o concurso, foram escolhidas apenas algumas. Entre cem, escolheram dez e depois afunilou para quatro, e eu estava entre essas quatro. Eu fui a última a ser selecionada. Também selecionaram o Miguel Cortes, já falecido, que foi apresentador de rádio também, Alexandre Marques, que hoje é policial, mas trabalhou com rádio, Cacau Bolacha, que agora é locutor em Salvador e eu, Sheila Lima.

Eu tenho uma história de amor com todos os locutores de Conquista.Tem muita gente bacana que passou por minha vida e hoje são meus colegas de profissão.

Avoador – Você tinha algum locutor em quem se inspirava?

Sheila Lima – Eu tenho uma história de amor com todos esses locutores de Conquista, se eu falar um só, eu serei injusta. Tem muita gente bacana que passou por minha vida e hoje são meus colegas de profissão. Eu ouvia todas as rádios de Conquista. Ouvia e gostava mesmo e achava interessante a comunicação, não era só a música, mas também o jeito de trabalhar.

Eu fiz rádio um final de semana, apenas quatro horas, porque era essa a promoção do concurso, e me apaixonei.

Avoador – Foi após o concurso que você começou sua carreira de forma profissional?

Sheila Lima – Nessa época, eu era menor de idade e não sabia nada de operação de rádio, só aquela brincadeira que eu tinha em casa com minhas irmãs. Eu fiz rádio um final de semana, apenas quatro horas, porque era essa a promoção do concurso, e me apaixonei. Era lá na Rádio Clube. A gente fez um treinamento e tinham os locutores que auxiliavam, como a Patrícia Oliveira e o Maciel Júnior. Na época eu falei: “Gente, eu quero ser radialista!”. Desses quatro concorrentes no concurso que eu participei, só o Cacau foi contratado, ele ficou um tempo trabalhando aqui em Conquista e depois foi para Salvador. E todos os outros colegas também chegaram a trabalhar com o rádio. Só que por eu ser muito nova não consegui. Até fiz teste depois de um tempo na Rádio 100,1, porque eu queria muito trabalhar com rádio, mas, infelizmente, não surgiu a vaga. (A antiga Rádio 100,1 hoje é a Rádio Up FM de Vitória da Conquista. Foi fundada em 1991, com o nome Conquista Musical FM. Em 2000, a rádio se tornou a 100,1. Já em 2003, a emissora passou a afiliar a Transamérica Hits, rede de rádios de São Paulo. Em 2020, passou a ser afiliada da Rádio Up.)

Avoador – Você acredita que ser mulher afetou o início do seu ingresso no rádio?

Sheila Lima – Têm muito mais homens, sim, no rádio. Na FM, você contava duas mulheres no máximo, sempre isso. A referência sempre foi com quatro homens e só uma mulher ou até seis homens e no máximo duas mulheres. A mulher ou ficava na redação ou na parte artística. Duas locutoras em uma estação de rádio, por exemplo, uma de manhã e outra à tarde, você não ouvia.

De tanto eu falar com um repórter para me avisar quando surgisse uma oportunidade de emprego, ele um dia me disse que tinha uma vaga. Não era no rádio, mas era de locução e lá na rodoviária.

Avoador – Essa distinção adiou o início de sua carreira?

Sheila Lima – Então depois desse concurso, eu, ainda menor e na batalha por uma ocupação, um emprego, continuava tentando o rádio, mas acabei indo trabalhar na rodoviária. Surgiu uma vaga na rodoviária de Vitória da Conquista para locução. – “Atenção senhores passageiros com destino a São Paulo, dirija-se ao local de embarque!”. Pensei: “Bom, é um começo, eu vou fazer!”. Como eu fazia amizade com colegas repórteres e ficava acompanhando o trabalho deles, de tanto eu falar com um repórter para me avisar quando surgisse uma oportunidade de emprego, ele um dia me disse que tinha uma vaga. Não era no rádio, mas era de locução e lá na rodoviária. Ele perguntou se eu tinha interesse e eu disse que tinha. “Você vai ter que gravar uma fita de rádio” – Ele me emprestou o gravador quadradinho dele, mas me disse que eu precisava devolver cedinho no outro dia, porque ele iria trabalhar.

Avoador – Você então não perdeu a oportunidade?

Sheila Lima – Eu, já com 17 anos, gravei a fitinha e fui levar lá na rodoviária. Cheguei meio acanhada e disse: “Queria falar com seu Mac”. (Mac Donald, hoje, colega de Sheila no Jornal Band News, no horário do almoço na Band FM). Ele ouviu o material e fez uma cartinha, me entregou e disse para eu procurar Franklin Andrade no Arco – Apoio Rodoviário Coletivo. Franklin me disse que havia três vagas de locutor na rodoviária, nos três períodos do dia, e me perguntou qual eu iria preferir. Como eu estudava à tarde, então eu disse que preferiria à noite. Quando ele perguntou minha idade e eu disse que tinha 17 anos, ele falou: “Não posso te contratar!”

Avoador – Esse fato atrasou mais uma vez sua carreira como locutora?

Sheila Lima – Eu tive um problema com a minha documentação na infância e meus pais não consertaram, então nela constavam dois anos a mais em minha idade. Eu tinha 17 anos, mas constavam 19 em meus documentos. Eu disse: “Seu Franklin, nos meus documentos eu tenho 19.” Depois que eu lhe disse isso, ele falou: “O emprego é seu!”.

Avoador – O primeiro emprego formal como locutora?

Sheila Lima – Sim. Eu trabalhei na rodoviária durante uns dois anos. Eu tinha que tocar uma música que não agredisse o ouvido de ninguém, porque as pessoas estavam ali de passagem. Eu tinha uma fita, com umas dez músicas de um lado e mais dez do outro, um aparelhinho de som e o microfone. E mesmo somente com essas ferramentas, eu ficava tentando mixar. Tocava três músicas de Elis Regina e depois então tocava mais três de Carpenters, de Chiclete com Banana… Só que os textos eram os mesmos, já que os horários dos ônibus eram sempre iguais todos os dias e eu tinha que chamar os passageiros para o carro. Quando acontecia algo excepcional, como uma criança que se atrasava, por exemplo, eu pensava – muito empolgada: “Opa, um texto diferente!”. Aí era o meu momento! (risos).  Eu tinha essa vontade, eu era muito criativa!

Avoador – Da rodoviária para o rádio, como foi essa transição?

Sheila Lima – O locutor Nilton Júnior, por quem eu tinha muita admiração, passava lá pela rodoviária e sempre me ouvia. Em um desses encontros, eu disse o quanto gostava do trabalho dele. Houve uma outra vez que ele foi conhecer o estúdio e me passou a proposta de uma rádio comunitária de uma cidade que ele iria trabalhar como assessor de comunicação da prefeitura, e perguntou se eu tinha interesse. E eu fui, era uma oportunidade. (Nilton Júnior teve uma longa trajetória no rádio em Vitória da Conquista e Salvador, inclusive como diretor da Rádio Uesb.  Ele também era professor da Fainor e da antiga UniFTC, hoje Unex. Faleceu aos 60 anos, em fevereiro de 2023).

 Avoador – Qual era essa cidade?

Sheila Lima – Jânio Quadros. E lá foi muita paixão, porque a cidade tinha 32 mil habitantes, na época, ou seja, era uma cidade pequena. Eu tive treinamento com um pessoal de Salvador, eu recebia cartas, presentes dos ouvintes, eu era tratada como uma rainha. Era muito bacana. (A cidade de Presidente Jânio Quadros, localizada no Sudoeste da Bahia, fica a pouco mais de 120 km de Vitória da Conquista). 

Avoador – Foi quando realizou seu sonho de trabalhar no rádio?

Sheila Lima – A cidade e tudo isso foi muito legal, mas eu queria estudar, dar continuidade aos meus estudos. E lá, as alternativas eram poucas. Além disso, aquela rádio comunitária não tinha perspectiva de se tornar uma rádio FM comercial. Então, por mais que estivesse tudo muito gostoso e muito bom ali, já que eu tinha meu emprego, com hospedagem, alimentação, salário, mas eu queria muito fazer rádio profissional. E nisso, eu já tinha feito o teste da Rádio 100,1 FM, só que não tinham chamado. Então, enquanto eu estava em Jânio Quadros, uma locutora da rádio [100,1] precisou sair de licença à maternidade, e surgiu uma vaga. Aí me chamaram para fazer outro teste. Como eu queria voltar a estudar, e eu só vinha a Conquista a cada quinze dias, eu fiz o teste. O Carlos Albuquerque gostou, mas disse que eu precisava começar em uma semana. (Carlos Albuquerque era empresário e radialista em Vitória da Conquista. Ele implantou na cidade a Rádio 100,1, hoje Up FM. Também foi ele quem deu a Sheila Lima o seu nome artístico. Carlos Albuquerque faleceu aos 68 anos, em 2018). 

Comecei na rádio, fiquei com um horário ótimo, à tarde. Eu nunca tinha feito rádio profissional e foi muito bom, uma delícia. Foi uma experiência incrível.

Avoador – Precisou deixar Jânio Quadros?

Sheila Lima – Aí eu conversei com o Nilton Júnior e ele me apoiou muito, disse que era uma grande oportunidade. Eu tinha pouco mais de vinte anos na época. Comecei na rádio, fiquei com um horário ótimo, à tarde. Eu nunca tinha feito rádio profissional e foi muito bom, uma delícia. Foi uma experiência incrível. Quando eu entrava no estúdio, e isso acontece até hoje, era eu e o ouvinte. Nessa hora a vergonha passa, mesmo que eu ainda sinto um frio na barriga, mas eu tenho o maior prazer nisso aqui [trabalhar com o rádio]. Só que também passei por muita coisa…

Avoador – Quais foram os maiores obstáculos que você enfrentou para se firmar como locutora e se tornar Sheila Lima?

Sheila Lima – O ambiente é sempre muito masculino. Aí vem aquilo que toda mulher passa e, infelizmente, isso acontece em todas as profissões.

Avoador – Você já sofreu assédio?

Sheila Lima – Já sofri assédio.

Já teve um artista que me disse assim: “A gente vai ser ver mais tarde, viu?”. Aí, você vai entrevistar e recebe uma ‘apertada’, um ‘puxão’, um cheiro que você não pediu.

Avoador – Como você lidou com isso?

Sheila Lima – Hoje, a gente fala mais sobre isso, a gente percebe mais. Até mesmo fala os termos no ar. Falar do corpo de uma mulher ou usar uma determinada expressão… não dá mais. Ou então um convite para sair de uma forma mais inoportuna. Já teve um artista que me disse assim: “A gente vai ser ver mais tarde, viu?”. Aí, você vai entrevistar e recebe uma ‘apertada’, um ‘puxão’, um cheiro que você não pediu. E isso não se faz quando o repórter é homem. Já a mulher passa por isso. Às vezes até com um companheiro seu, essas situações acontecem.

Avoador – Na FM 100,1 foi o seu primeiro trabalho profissional no rádio conquistense?

Sheila ima – Fiquei dois anos lá na 100,1. Mesmo ainda muito jovem, eu tive oportunidades maravilhosas de entrevistar artistas que eu sempre admirei.

Quando eu vou entrevistar alguém do meio artístico, não vou de qualquer jeito. Eu estudo o artista, eu acompanho.

Avoador – O locutor de rádio tem uma relação muito próxima com os artistas, como é lidar com isso?

Sheila Lima – Quando eu vou entrevistar alguém do meio artístico, não vou de qualquer jeito. Eu estudo o artista, eu acompanho. Porque, se você for falar com um artista e não saber o que ele fez e está fazendo em sua carreira, é um desrespeito tanto com ele quanto com você mesmo, com a sua própria imagem profissional. Agora, claro, que eu também demonstro alegria. Sempre me lembro que estou trabalhando, não é porque eu tenho uma credencial para estar próximo a eles, que eu vou tietar os famosos. Gostando ou não do artista, é preciso fazer meu trabalho.

Na Band eu comecei com os flashes na rua, depois fui para a parte artística musical e hoje estou no jornalismo

Avoador – Além do rádio, o que você já fez ou quer fazer no ramo da comunicação, pensa em TV?

Sheila Lima – Eu faço parte de um dos maiores grupos de comunicação da América Latina [Grupo Bandeirantes]. Em breve a Rede Bandeirantes vai instalar a Band TV aqui em Vitória da Conquista, e eu já tenho 20 anos na Band FM. Quando eu saí da Rádio 100,1, foi porque surgiu a oportunidade de vir trabalhar aqui. Na Band, eu comecei com os flashes na rua, depois fui para a parte artística musical e hoje estou no jornalismo. Então, eu já estou fazendo algumas coisas nesse sentido, mas eu também já fiz apresentação de festas, locução de cavalgadas, que eu gosto bastante, cerimonial de eventos corporativos, TV.

Eu amo o carinho das pessoas por mim, a ponto de ter pessoas que eram meus ouvintes e depois se tornaram grandes amizades.

Avoador – Como é a reação das pessoas, que já conhecem sua voz, quando te veem pessoalmente nesses espaços?

Sheila Lima – Não pode nem ficar falando qualquer coisa, viu? Às vezes, eu estou ali cobrando alguma coisa e aí chega um ouvinte e diz: “Então fala isso amanhã na rádio, Sheila Lima”. E no caso de relacionamentos afetivos, seja de amizade ou amoroso, eu fico pensativa também. Eu penso que se o interesse em mim ou na minha amizade é de verdade ou se é algo platônico, pela admiração que se tem pelo meu trabalho, enfim. Eu amo o carinho das pessoas por mim, a ponto de ter pessoas que eram meus ouvintes e depois se tornaram grandes amizades.

O importante é ter pé no chão, não se deslumbrar com os elogios e saber aceitar quando alguém não gosta. Eu não sou muito radical, minha palavra de ordem é o respeito.

Avoador – E quanto às críticas, você já enfrentou alguma referente ao seu trabalho?

Sheila Lima – Já e aceito todas também. No rádio, você tem mais pessoas elogiando, só que vai ter quem critique. O importante é ter pé no chão, não se deslumbrar com os elogios e saber aceitar quando alguém não gosta. Eu não sou muito radical, minha palavra de ordem é o respeito. Eu presto muita atenção no que vou dizer, pois quero sempre escutar o outro. Uma vez quando eu disse que torcia para o Flamengo, um ouvinte me disse que eu tinha que torcer para um time da Bahia, e eu tive que me expressar com todo o respeito ao ouvinte: “Eu torço para o Flamengo, mas admiro e sou apaixonada pelo Bahia, pelo Vitória, pelo Conquista, o Serrano…” Então a pessoa entendeu, mas se eu fosse agressiva ou desrespeitosa seria muito ruim.

Se fosse para eu dar um conselho hoje, sempre vou dizer para buscar a formação acadêmica. Eu sou uma incentivadora do estudo. Acho lindo quando a pessoa estuda e me emociono.

Avoador – Deixe uma mensagem às pessoas, principalmente, às mulheres que se inspiram em você e que têm o interesse de trabalhar com o rádio.

Sheila Lima – Vamos fazer rádio, rádio é uma delícia. Abrem-se muitas portas e é preciso gostar do que faz. Ouvir os outros. Não ficar preso ao seu próprio mundo. Abrir a mente. E estudar é muito importante. Eu já estudei Administração, na Fainor, e estou concluindo também o curso de Jornalismo. Então, se fosse para eu dar um conselho hoje, eu sempre vou dizer para buscar a formação acadêmica. Quando eu comecei no rádio aqui na Band, o que me auxiliou foi a academia. Por eu estar fazendo Administração, foi muito melhor para fazer as entrevistas, para elaborar os roteiros. Porque para entrevistar o prefeito, um deputado, um senador ou um artista famoso, você tem que se posicionar como um profissional. Então para isso, é preciso ter entendimento, ter estudo. E o estudo também é usado para se checar as informações, para confrontá-las, para saber buscar fontes confiáveis. É preciso se preparar. Além de não se abalar com os “nãos” no início da carreira. A cidade de Vitória da Conquista também é muito propícia para a comunicação, tem muitos veículos, a Band está vindo aí instalar a TV, tem aeroporto, temos os cursos de pós-graduação, temos mestrado, doutorado. A pesquisa da Uesb, por exemplo, nos oferece tantas oportunidades. Então, eu sou uma incentivadora do estudo. Acho lindo quando a pessoa estuda e me emociono. 

Avoador – Você tem mostrado isso na prática, pois mesmo com o talento para o rádio desde à infância, nunca deixou de estudar, de se preparar para chegar até aonde chegou. Conte sobre isso. 

Sheila Lima – Aqui na Band, por exemplo, a colega Luciana Nery, que já é mestre, fez o programa Universo Diverso com a professora Carmen [Carvalho], abordando exatamente isso, como se faz para checar uma informação, checar as fontes, pois não é só receber um release ali e publicar sem checar… Então, você só aprende isso na academia. O rádio é uma concessão pública, você não pode brincar com isso, e infelizmente tem gente que faz de qualquer jeito e não pode. Então, a gente que está estudando precisa se impor e defender que é preciso ter responsabilidade. O jornalismo é lindo! Meu colega Léo Pereira escreveu um livro, e com certeza a sua formação acadêmica contribuiu para que ele pudesse fazer isso. (Luciana Nery é educadora e também comunicadora, atualmente é colega de Sheila Lima na Band FM e apresentadora do quadro de entrevistas com especialistas, Universo Diverso. Léo Pereira é jornalista e apresenta ao lado de Sheila um programa de premiações na Record TV). 

Avoador – Pensa em fazer pesquisa, fazer um mestrado, depois um doutorado?

Sheila Lima – Eu tenho vontade! Inclusive já me disseram que eu tenho facilidade para ensinar, para atuar na sala de aula. Meu ex-marido, Mário Bittencourt, se formou na Uesb, trabalhou com jornalismo investigativo, e eu sou muito fã desse segmento da área da comunicação. (Mário Bittencourt é jornalista especializado na cobertura do Agronegócio. Foi colunista da Band FM, em Vitória da Conquista, e já atuou como repórter dos jornais A Tarde, Correio e Folha de S.Paulo). Ele seguiu para o mestrado no Sul do país e sempre escreveu e escreve muito bem, estuda muito e gosta disso. Não há limite para o estudo! 


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Publicado Originalmente em 19/11/2023, em Avoador.

Cerca de 400 pessoas, entre artistas do movimento hip hop, rappers e grafiteiros da cidade e região Sudoeste e população em geral, estiveram presentes no Centro de Cultura

Ana Paula Santana, Bruno Bronze, Louise Melo, Matheus Guimarães, Nicole Prado

Vitória da Conquista foi sede do VDC Hip Hop GT Festival, que aconteceu entre os dias 10 e 11 de novembro, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. Cerca de mil pessoas marcaram presença nos dois dias de evento. Eram artistas do movimento hip hop, rappers e grafiteiros da cidade e região Sudoeste e população em geral. 

O evento, que é o primeiro festival desse tipo, comemorou o Dia Municipal do Hip Hop, que é dia 12 de novembro, conforme a Lei nº 2.653/2022, proposta pelo vereador Alexandre Xandó (PT). Segundo o vereador, a data celebra a cultura urbana. “Essa Lei foi consequência de discussões com militantes do Hip Hop, e é uma forma de reconhecer e valorizar a cultura da periferia de Conquista. A turma já vinha realizando muitos eventos, como a Batalha Chapa Halls77, o Hip Hop pela Paz, Conquistart e a Batalha da 6. Agora, a realização desse evento que ocupou todos os espaços do Centro de Cultura é a materialização de um sonho que foi pensado muito tempo antes,” destacou o parlamentar.

A programação estava diversificada. Na sexta-feira (10/11), a mesa de abertura contou com vereador Xandó; doutor em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA),  o professor doutor Jorge Hilton; o secretário Estadual de Cultura, Bruno Monteiro;  secretário Municipal de Cultura, Xangai; o arte educador visual, o professor Lee Mendes, e .  Cada um fez uma fala em defesa da cultura periférica.  Segundo Jorge Hilton, Conquista e região Sudoeste são  fundamentais no cenário da  cultura hip hop baiano. Foram realizados também shows com os M’cs baianos, Break Dance, b-boys, b-girls e estúdios de dança. O destaque foi para a rapper Evelyn Black Pink, cantora de apenas 9 anos, que usa os versos para denunciar sua vivência na escola enquanto menina negra.

No sábado (11/11), as atividades iniciaram, às 9 horas, com pinturas de painéis de graffiti. Das 9h às 12h, foram oferecidas oficinas de grafitti, com Lee Mendes, break com Jeff Dee, MC com Uh! Neto, DJ com DJ Dhy, e o curso Conhecimento com o professor Jorge Hilton. Às 12h, DJ Thigaz animou o evento, seguido pela DJ Afrolatina.

À tarde, ma Concha Acústica, do Centro de Cultura, das 14h às 16h, foi realizada a Batalha de MC’s. Simultaneamente, no Palco B – Teatro, das 14h às 17h, aconteceu a Batalha de break. Durante a noite, Pagodrop e Zara Draga se apresentaram, seguidos pelo rapper de Barra do Choça, Sidy Loko.

Para Sidy Loko, rapper de Barra do Choça, participar do VDC Hip Hop GT Festival foi um marco na cultura baiana. “É mais do que fazer um show, é ver a voz da periferia ecoando na celebração da nossa cultura”.

O evento, que recebeu a presença de diversos representantes da comunidade surda da região, contou com intérpretes de libras em todas as apresentações. Também arrecadou cerca de 300 quilos de alimentos que foram destinados ao Programa Bahia Sem Fome, do Governo do Estado.

Ravi Lobo, rapper de Salvador, foi a principal atração do sábado e finalizou o evento. Foto: Nicole Prado

Batalha de Mcs agita palco principal. Dezenas de crianças acompanharam as batalhas e oficinas. Arte passada de geração pra geração. Foto: Nicole Prado

Professor Dr. Jorge Hilton durante a cerimônia de abertura do Festival fala sobre a importância do momento para Conquista e região. Foto: Nicole Prado



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Publicado Originalmente em 19/11/2023, em Avoador.

A artista conquistense envolveu o público com um show de ritmos tradicionais da cultura nordestina

Na tarde desta sexta-feira, 17 de novembro, durante o quarto dia da FliConquista, o público foi agraciado com a envolvente performance da artista Ana Barroso, cantora e atriz nascida em Vitória da Conquista. 

Acompanhada por Tarcísio Santos na guitarra e Nielton Marinho na percussão, Ana apresentou “Repentina”, um espetáculo enraizado em fortes influências musicais e inspirado no rico repertório popular nordestino. Com simplicidade irresistível, o show celebrou os ritmos tradicionais da cultura nordestina, convidando o público a dançar.

Ana Barroso se apresenta na FliConquista

Ana expressou sua felicidade por participar da primeira edição da FliConquista, destacando sua ligação como artista nascida e criada na cidade. “Felizona de ter feito esse show na primeira edição da FliConquista. Quero poder voltar, quero que existam milhões de edições. Muito feliz por nós nos reencontrarmos, eu sou daqui e quero levar a gente adiante.”

“Estar nesse palco hoje foi muito especial. Fazia muito tempo que eu não tocava na cidade. Tenho certeza de que a gente redimensiona alguma força no momento em que nos conectamos sensivelmente através da arte, do carinho, do amor, dos nossos contextos”, comentou Ana sobre sua presença no palco da FliConquista.


“Eu sou uma mulher de reza e de peleja”, Ana Barroso.

A mãe de Ana, Diana Bastos, expressou a alegria contagiante por testemunhar o retorno da filha aos palcos da cidade, elogiando a bagagem artística que ela trouxe consigo. “Estou imensamente feliz, com uma sensação contagiante de alegria por ter tido a oportunidade de ver minha filha se apresentando mais uma vez aqui em Conquista. Depois de muito tempo, ela retornou com uma bagagem linda. Como mãe, fiquei extremamente feliz e orgulhosa.”

Já o pai, Nagib Barroso, expressou seu prazer em ver Vitória da Conquista sediando a Feira Literária e parabenizou a FliConquista por proporcionar momentos com artistas locais. 

Público do show de Ana Barroso, na FliConquista.

“Muito bom a gente ver Vitória da Conquista tendo essa Feira Literária maravilhosa e muito prazer em ver minha filha participando. Ela que ia comigo nas feiras quando era criança e hoje reverbera na sua arte, na sua música. Parabéns à FliConquista por proporcionar esses momentos com os artistas, que são oriundos daqui da terra”, afirmou Nagib Barroso.

Assim, além de ser uma vitrine para a riqueza artística local, a FliConquista se consolida como um evento que fortalece os laços entre os artistas e a comunidade, proporcionoando um espaço para que os artistas locais se destaquem e sejam reconhecidos em sua própria comunidade.

A FliConquista é realizada pelo Coletivo Barravento, composto por professores, produtores culturais, intelectuais e entusiastas da literatura, e conta com a parceria do Studio Palma e o apoio da Fundação Pedro Calmón, Governo do Estado da Bahia e Governo Federal do Brasil. A programação é completamente gratuita.

Para acompanhar todas as atualizações e informações sobre a FliConquista, siga o evento no Instagram.

Texto: Jenifer Vital. Parceria FliConquista, sob orientação de Paula Janay, e Avoador, produto laboratorial da disciplina Jornalismo Digital, do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

Fotos: Gabriela Nascimento.


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Publicado Originalmente em 18/11/2023, em Fliconquista.

O espetáculo musical,  Se Orú Obaí, ressaltou a importância da tradição dos povos originários

Nesta quinta-feira (16/11), no segundo dia da programação de atividades da FliConquista, aconteceu, na arena literária do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, o show “Se Orú Obaí“, do artista pernambucano Gean Ramos Pankararu. 

A apresentação reforçou a importância da tradição em conjunto com a contemporaneidade. Com letras que transmitem a realidade vivida pelos povos originários, o espetáculo trouxe a ancestralidade da música Pankararu, discutindo o passado, presente e o futuro.  

Gean compartilhou sua experiência em Vitória da Conquista, “antes de mais nada, quero expressar minha imensa felicidade por estar aqui em Conquista e pela relação que construímos nestes dias. É gratificante ver nosso povo em evidência, especialmente o nosso povo sagrado, os indígenas, ocupando esse espaço e estabelecendo uma relação genuína com o Vitória da Conquista”.


“Estar numa feira literária é trazer toda força que tem a palavra escrita ou ou cantada“, diz Gean. 

O artista Pankararu reitera a relevância da presença das ocupações originárias em eventos como a FliConquista, “participar desta feira significa muito, pois nós, povos indígenas, precisamos ocupar esses espaços. É fundamental abordar a oralidade, pois, embora a literatura seja essencial, a comunicação oral é a forma mais ancestral que possuímos.”

“Eu não conhecia o artista e estou tendo a oportunidade de conhecer hoje, e já estou amando. Agradeço imensamente à Feira Literária, pois proporciona a oportunidade de conhecer talentos que estão fora do foco midiático tradicional“, disse a  espectadora, Andreia Neres, que acompanhava o show de Gean Ramos Pankararu.

‘Meu colar é feito de sementes, não de sangue.’ Música: Colar de Sementes.

A interação entre o artista e o público destaca a relevância da Feira Literária de Vitória da Conquista como um espaço inclusivo, capaz de conectar o público com novos talentos. 

A FliConquista é um evento valioso para a promoção da diversidade cultural e artística, enriquecendo a experiência literária e promovendo diálogos significativos entre diferentes expressões culturais.

O evento é realizado pelo Coletivo Barravento, composto por professores, produtores culturais, intelectuais e entusiastas da literatura, e conta com a parceria do Studio Palma e o apoio da Fundação Pedro Calmón, Governo do Estado da Bahia e Governo Federal do Brasil. A programação da FliConquista é completamente gratuita.

Para acompanhar todas as atualizações e informações sobre a FliConquista, siga o evento no Instagram.

Texto: Jenifer Vital. Parceria FliConquista, sob orientação de Paula Janay, e Avoador, produto laboratorial da disciplina Jornalismo Digital, do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

Fotos: Vinícius Brito


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Publicado Originalmente em 17/11/2023, em Fliconquista.

Feira Literária de Vitória da Conquista estreia sua primeira edição com noite de espetáculos

Melodia, música, talento e preciosidade, assim de forma sublime, a orquestra Camerata Carlos Jehovah se apresentou e consagrou a primeira noite da Feira Literária de Vitória da Conquista (FliConquista), que chega em sua primeira edição com o tema “Liberdade Literatura”.

O Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima foi palco para a bela e fervorosa apresentação da orquestra, que emocionou e arrancou suspiros do público presente. Ledison Manrique, diretor e regente, foi um dos responsáveis pelo espetáculo e enfatiza o grande prazer de estar participando da feira. “Primeiramente, agradeço o convite da feira pela oportunidade, uma honra muito grande para mim e para o programa Carlos Jehovah abrir a Feira Literária de Conquista”.

Tocando e espalhando notas de liberdade e literatura, Stefanie Coqueiro expressou sua felicidade em abrir, junto a seus colegas, a noite de espetáculos na primeira edição da feira. “É um prazer imenso estar participando da primeira Fliconquista e ter atuado junto com a Camarata da Neojibá na noite de abertura. Foi uma experiência fantástica musicalmente. A relação com o público foi maravilhosa”.

A melódica e inspiradora performance tocou a plateia presente, que aplaudiu de pé os músicos no palco. A professora aposentada, Shirlei Nogueira, esteve no público do espetáculo “No aniversário de 183 anos de Vitória da Conquista nós somos presenteados com esse evento que traz o tema ‘Literatura e Liberdade’ junto ao Neojibá, que hoje homenageia Camillo de Jesus Lima. Podemos ver que a cultura voltou à cidade”.

A FliConquista vai até o dia 19 de novembro no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima.

A FliConquista é realizada pelo Coletivo Barravento, composto por professores, produtores culturais, intelectuais e entusiastas da literatura, e conta com a parceria do Studio Palma e o apoio da Fundação Pedro Calmón, Governo do Estado da Bahia e Governo Federal do Brasil. A programação da FliConquista é completamente gratuita.

Para acompanhar todas as atualizações e informações sobre a FliConquista, siga o evento no Instagram.

Texto: Edilaine Rocha. Parceria FliConquista, sob orientação de Paula Janay, e Avoador, produto laboratorial da disciplina Jornalismo Digital, do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

Fotos: Gabriela Nascimento.


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Publicado Originalmente em 16/11/2023, em Fliconquista.

Gutemberg envolveu o público em uma apresentação imersiva, explorando as obras do poeta Camillo de Jesus Lima, honrando o tema da Feira Literária, com um repertório poético 

Os meus versos, eu os atiro a esmo, nas faces dos maus. São blocos de pedras que eu tiro da alma, com marteladas fortes.

Camilo de Jesus Lima

Nesta quarta-feira (15/11), a noite de estreia da primeira edição da Feira Literária de Conquista, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, recebeu o espetáculo “Destino de Cigarra”, do artista Gutemberg, em uma noite marcada por muita emoção. 

O espetáculo ‘Destino de Cigarra’, dirigido pelo o artista Gutemberg (Gutemba), teve como intuito se basear na atmosfera intensa de cultura da  obra do poeta Camillo. “Camillo cantou a liberdade. Cantou o amor, o lírico questionador e reflexivo. As obras de Camillo inspiraram a criação de alguns contextos musicais em cima de poemas. A gente, então, resolveu fazer dos cem anos de Camillo uma apresentação em homenagem a ele, escolhendo doze músicas “, destacou o artista.

O músico também salientou como foi a construção do repertório do espetáculo. “A gente foi escolhendo aquelas canções que tinham uma conotação mais relacionada à época dele. Tentamos musicar os poemas dentro do período em que ele viveu. Por isso, nós temos aí tango, nós temos chotes, nós temos a valsa, nós temos o bolero. Os ritmos foram selecionados para permitir uma imersão na obra do ilustre Camillo, uma seleção de sintonias que expressam a atmosfera cultural.”

De acordo com a professora Nana Aquino, o show foi um sucesso. “O espetáculo Destino da Cigarra foi incrível, um casamento maravilhoso entre música, audiovisual e poesia. É o que traz pra gente essa importância cultural. Um evento como esse é muito importante para nossa cidade, espero que a comunidade venha prestigiar.”

Para o músico Ruan Cardoso (Supremo), o evento foi surpreendente. “Gutemba é um artista incrível. Tenho o prazer de conhecê-lo já há algum tempo, e, apesar de não permear muito nesse estilo musical, vim prestigiar porque acho importante estarmos aqui. Vendo o que está acontecendo, prestigiando os artistas locais. Então, me surpreendi muito com a apresentação de Gutemba. Achei muito interessante a homenagem ao Camillo de Jesus Lima também. Estão de parabéns, eu curti muito.”

A estudante de administração Regiane Paiva apreciou o espetáculo por conta dos diferentes estilos musicais que o show proporcionou. “Eu nunca tinha assistido o show dele antes e gostei, são ritmos musicais que eu gosto. Esses estilos mais voltados pro samba e o forró”.

O também músico Caxu de Souza frisa que Conquista estava precisando desse tipo de atividade e expressa ter gostado muito do evento. “Um show de qualidade que já era de se esperar. Em Vitória da Conquista, estávamos aguardando um espetáculo de qualidade. Foi o que vimos hoje com Gutemberg Vieira. Muita coisa bonita, muita coisa boa. Bons músicos, né? E foi maravilhoso, tudo excelente. Já se esperava um grande espetáculo.”

O músico Gutemberg conseguiu cativar o público e realizar uma apresentação que mergulhou nas obras do poeta Camillo de Jesus Lima,  fazendo jus ao tema da Feira Literária de Conquista, com um repertório musical surpreendente que transbordava poesia.

A FliConquista é realizada pelo Coletivo Barravento, composto por professores, produtores culturais, intelectuais e entusiastas da literatura, e conta com a parceria do Studio Palma e o apoio da Fundação Pedro Calmón, Governo do Estado da Bahia e Governo Federal do Brasil. A programação da FliConquista é completamente gratuita.

Para acompanhar todas as atualizações e informações sobre a FliConquista, siga o evento no Instagram.

Texto: Raquel Soreira. Parceria FliConquista, sob orientação de Paula Janay, e Avoador, produto laboratorial da disciplina Jornalismo Digital, do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

Fotos: Thiago Gama


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Publicado Originalmente em 16/11/2023, em Fliconquista.

A primeira edição da FliConquista (Feira Literária de Vitória da Conquista) já tem data marcada para acontecer. Será entre os dias 15 e 19 de novembro, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, abordando o tema Literatura e Liberdade e com programação completamente gratuita.

Propondo uma interseção entre as palavras e os movimentos emancipatórios, o fio condutor do evento será o Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, um marco histórico e de luta que moldou o curso da nossa nação.

A programação será composta por mesas literárias, apresentações musicais e lançamentos, em uma convergência multidisciplinar que contará com a participação de escritores, editoras, artistas de diversas linguagens, professores, alunos, acadêmicos e leitores.

O propósito da Fliconquista é estabelecer uma conexão duradoura entre diferentes gerações e a literatura, abrindo portas para diversas manifestações artísticas em celebração ao livro e à palavra.

A Fliconquista compõe a rede de feiras literárias da Bahia e fomenta o encontro do público com o livro, a literatura em suas múltiplas formas, promovendo a formação de público leitor, inspirando debates que agreguem repertório humanista e, também, demarca um renovado eixo literário para além da capital baiana, viabilizando a expressão de nossas identidades.

A Feira é organizada pelo Coletivo Barravento, composto por professores, produtores culturais, intelectuais e entusiastas da literatura, em parceria com o Studio Palma e apoio da Fundação Pedro Calmón, Governo do Estado da Bahia e Governo Federal do Brasil.

Para acompanhar todas as informações, siga a FliConquista no Instagram clicando aqui.

SERVIÇO
Feira Literária de Vitória da Conquista
Quando: 15 a 19 de novembro
Onde: Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima
Contato: fliconquista@gmail.com
Apoio: Fundação Pedro Calmón, Governo do Estado da Bahia e Governo Federal do Brasil


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Publicado Originalmente em 24/10/2023, em Fliconquista.
Fotos: Rosangela Oliveira


Nosso subprojeto Toca Autoral! finalmente foi apresentado ao universo acadêmico: na última sexta feira (10/11/2023), participei do III Encontro Arte & Sociedade, promovido pelo Nuclearte - Núcleo de pesquisas em sociologia da arte, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia - UFBA, em Salvador. O evento aconteceu em dois campi (Ondina e São Lázaro), de 7 a 10 de novembro e contou com diversas palestras, minicursos e grupos de trabalho. O título da apresentação foi: Toca Autoral!: uma iniciativa de fomento e preservação musical como resistência ao mercado da nostalgia.

Nossa apresentação integrou o Grupo de Trabalho 2, Seção 4 (Estudos sobre música, literatura e teatro). Como foi a primeira vez em que o Toca Autoral! foi abordado em uma apresentação acadêmica, a preocupação inicial foi contextualizar o projeto, abrindo possibilidades para análises mais completas posteriormente. Sua origem enquanto experimento multilinguagem, ao mesmo tempo em que uma contraposição ao cenário excessivamente dominado pelos "shows-tributo" e uma maneira concreta de incentivo aos artistas autorais locais foi apresentada aos demais estudiosos da arte presentes, bem como os resultados parciais do experimento, que evidenciam a carência de capacitação aos músicos autorais, em relação à gestão de suas carreiras. 

Também foi apresentado ao público, brevemente, um panorama geral sobre a nossa pesquisa, desde a origem com o Memória Musical do Sudoeste da Bahia, projeto 100% independente, passando pelo recorte sobre o rock, em nível de mestrado, que resultou na dissertação A vez dos camisas pretas: memória, formação e consolidação da cena rock de Vitória da Conquista-BA e a etapa atual, em nível de doutoramento, denominado provisoriamente como Entre a cantoria e a cena rock: memória e expressão através da música autoral de Vitória da Conquista-BA, ambos pelo Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade da UESB que, aliás, apoiou financeiramente a nossa participação no evento.

Considero de grande importância a nossa participação em um evento externo à região sudoeste da Bahia. O tema da música autoral não foi abordado por outros participantes, escancarando a necessidade de discuti-lo e evidenciá-lo através de pesquisas e projetos como o Toca Autoral!, que terá os trabalhos de sua segunda temporada iniciados logo no primeiro bimestre de 2024. No momento, aguardamos os resultados dos editais da Lei Paulo Gustavo em nível estadual e municipal, aos quais enviamos projetos visando a melhoria dos nossos equipamentos e estrutura geral para continuar produzindo. Nos resta esperar. 

A participação não se limitou à apresentação: será publicado, em coautoria com meu orientador, o Prof. Felipe Marta, um resumo expandido dentro da mesma temática nos anais do evento, que devem ser publicados no início de 2024, segundo nos informou a coordenação, por e-mail. Nossa intenção é ampliar ainda mais o texto, em formato de artigo, para publicação em periódico. Claro, republicaremos também aqui no site. Algumas zines físicas (a edição nº 1) foram distribuídas (a zine especial do Toca Autoral! apenas existe em formato digital, por falta de apoio para impressões). Confira abaixo, o resumo simples da apresentação:

A capa da zine especial do Toca Autoral!, com os três participantes da I Temporada

RESUMO: Ao decorrer da nossa pesquisa em memória, ainda em curso, referente à música do sudoeste baiano, percebemos uma crescente tendência, a partir do final da década de 2010, sobretudo no nicho do rock, ao acolhimento da música cover em bares, festivais e outros eventos. A insistente busca pelas execuções dos “clássicos” gerou uma verdadeira obsessão pelos chamados “shows-tributo”, desincentivando, predatoriamente, a produção autoral mesmo de músicos mais experientes. Em resposta ao bordão “toca Raul!”, símbolo da música cover, desenvolvemos um projeto multimídia independente, intitulado Toca Autoral!, como incentivo concreto aos artistas regionais interessados em produzir conteúdo original em áudio, vídeo e texto, gratuitamente, a ser disponibilizado nas principais plataformas de música e vídeo, website e fanzine impressa e virtual. A primeira temporada, publicada em 2023, reuniu três artistas e foi capaz de provocar discussões sobre o tema, além de fornecer, aos participantes, um conjunto de materiais importantes às suas carreiras.

Palavras-chave: música autoral, música independente, memória, rock.


Uma visão geral sobre a nossa pesquisa


Detalhe da programação do evento impressa

Confira, abaixo, o slide da apresentação:


Temas

@memoriasudoeste 1 1 em Pé 2 Alados 1973 1984 1986 1988 1990 1993 1994 1997 1999 2000 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 5C1 96 FM A Conquista do Rock A Tarde A Voz do Muro A-Divert Acervo de Cartazes Acrock Adão Albuquerque Afonso Ribas Afonso Silvestre Agosto de Rock Ailton Krenak Alan Kardek ALBA Alex Baducha Alisson Menezes Almiralva Ferraz Gomes Ana Barroso Ana Gabriela Ana Palmira Bittencourt Santos Casimiro Análises Analu Sampaio André Ará André Cairo Andréa Cleoni Antônio Carlos Fernandes Limongi Apache APAE Aquarius Blues Band Arlindo Polvinthai Arnaldo Antunes Arquidiocese de Vitória da Conquista Arraiá da Conquista Artes plásticas Arthur Maia Artigos Assista! Autobox Axé Music Babá Ferreira Bad Boy Boogie's Baiana System Balaio Band FM Banda de Música do 9º BPM Banda Firem banda Mixta Banda Sonora Bárbara Nascimento Batalha ChapaHalls Bazé Beatriz Bitch Band Benjamin Existe Betão Bete Pires Beth Soul Biblioteca Comunitária Donaraça Biblioteca Municipal José de Sá Nunes Blas Fêmia Bloco Algazarra Blog Blue Jam Blues BLUEZinada! BNB Boom!!! Boulevard Shopping Brasil FM Brasil Paralelo Brasília Bráulio Ferraz Bregadeira Brumado Bruno Caires Bruno Lima Bruno Portella Cacau com Leite Caco Santana Café com Blues Café Society Caiik Caique Santos Cama de Jornal Câmara Municipal de Vitória da Conquista Camarote Beer Camerata Acadêmica do Sertão Camerata Carlos Jehovah Camillo de Jesus Lima campanhas Canta Bahia Canto do Sabiá Cantoria Cao Alves Captain Pepper Captain Peppers Carla Andrade Carlos Albuquerque Carlos Moreno Carlos Porto Carnaval Carol Ivo Carolina Medrado Casa do Rock Casa dos Carneiros Casa Fora do Eixo Casa Memorial Régis Pacheco Caso à Parte Cassiane Cátia Guimma CazAzul CCCJL CCCJL Sessions CDL Centro de Convenções Divaldo Franco Chamadas Abertas Charges e cartoons Chefinho Som Chico Luz Chirlei Dutra chorinho Christian Bernardis Cidadania Cinco Contra Um Cine Glória Cine Madrigal Cinema CIPA - RAP Circo de Cultura Ciro Brigham Cláudia Rizzo Cláudio Carvalho Clipping CMVC Colégio Sacramentinas Cólera de Vênus Coletâneas e Discos Especiais Coletivo Escritores Conquistenses Coletivo Iron Horse Coletivo Suíça Bahiana Conferência Municipal de Cultura Conquista FM Conquista Metal Fest Conquista Moto Rock Conquista News Conquista Rock Festival Conselho Municipal de Cultura Conservatório Municipal De Música De Vitória Da Conquista Consulta Pública Contos Coração de Jesus Corais Coral da UESB couvert artístico Crônicas Cultura curso de Cinema e Audiovisual da Uesb Curso de Jornalismo da UESB Cursos Dan Ribeiro Dani Lasalvia Daniel Drummond Danielle Rosa Danilo Souza Dão Barros Davi Fernan De tudo na Band Dentro da Cena Depressivos Dércio Marques Destaques Deus e as Águas Deus Segue Nossa Guia Deus Seja Louvado Dia do Músico Evangélico Dia Mundial do Rock Diego Dell Carmo Diego Oliveira Diglett Joes Dinho Oliveira Dire Straits Legacy Direito Dirlêi Bonfim Diro Oliveira Discografia Dissertações Distintivo Blue Divino Espírito Santo Djavan documentários Documentos históricos Dona Iracema Dorinho Chaves Dost Downloads DP Dragster Dreadful Trace Dreams Produções Dú Nosso Jeito DUDU Dumblegore Durval Lelys Ed Goma Ed Motta Edigar Mão Branca Edilson Dhio Editais Educação Educadora FM Élder Oliveira Elomar Elton Becker Elton Dias Em memória Emilly Coelho Emissoras Entrevistas EP Erasmo Carlos Érica Daniela Erudito Erudito: Orquestras e Bandas Marciais Escravos da Merenda Espaço Cultural A Estrada Espaços Ester Barreto Estúdio Drakkar Estúdio Drummond Eulá Evandro Correia Eventos Excalibur Rock Band Expoconquista Exposições F. 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